Magazine do Xeque-Mate

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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Onde está o dinheiro do "tal do mensalão" que aparecia aqui? O gato comeu!

Xeque - Marcelo Bancalero

Olhem a dica da comp@ Aninha Ornellas
Depois me expliquem se puderem...
Visto que o próprio Banco do Brasil nega veemente desde 2006, quaisquer tipos de desvios...
Que a Visanet (EMPRESA PRIVADA),prova que Joaquim mentiu, pois as campanhas foram executas, e os valores das notas batem com o valor do suposto desvio de + ou - 73 milhões...
Se as contas  do PT, foram aprovadas, e assim,  não ocorreu desvios dos 55 milhões também, pois os empréstimos feitos pelo PT, foram pagos...
Então...
Fica uma pergunta...
Onde está  dinheiro que o PT é acusado de roubar?
Onde estão os desvios?
Que mensalão é esse, se não existe dinheiro envolvido?
Afinal, por que cargas d'água o PT pagaria algo a aliados do governo?
Por que ministros que fizeram parte do  julgamento da ação penal 470, o "tal do mensalão" , aprovaram as contas do PT no STE, numa  contradição maluca a seus próprios votos no STF?
Onde está a quadrilha?
Essa eu eu respondo... A quadrilha verdadeira, aparece a cada dia...
Só não sei explicar claramente qual a hierarquia certa. Pois Tem coisas, como o fato de Joaquim esconder alguns documentos importantes, como inquérito 2474/STF, derivado do chamado “mensalão” o que  aponta seu filho numa empresa que recebeu dinheiro do  esquema de Marcos Valério, que me fazem acreditar que ele seria um cabeça. Dai vejo rabos presos, e entre as pernas, com as ligações de Roberto Gurgel com a máfia do Carlinhos Cachoeira e a Veja, e percebo que talvez Joaquim seja  apenas "pau mandado"! Outros fatores  mostram mais envolvidos nestas ligações suspeitas... 
Qualquer  um que tenha lido alguns bons livros ou filmes que tratam de temas com crimes, sabe que  o que se procura à priori, é saber quem poderia ser beneficiado com o crime.
Por esse caminho, perguntando-se quem poderia ganhar alguma coisa manchando a história do PT, temos a oposição, entre essa, a parte mais ferrenha, PSDB, DEM como a direita raivosa que quer  retornar ao poder. 

Artigos que você deveria ler também;
Corrupção do judiciário...
Hei PT! A verdade vos libertará!
+ de 100 motivos para você se perguntar: Por que a mídia escondeu isso?
Dormindo com o inimigo! O câncer que persegue o PT

Do lado jurídico temos Joaquim Barbosa que quer livrar seu filho que aparece ligado a Daniel Dantas, num processo que foi escondido do plenário do supremo, e ainda pode estar envolvido em outros conflitos de interesses que vão envolvê-lo à Rede Globo, que  dona da Veja ( de onde  Gurgel retirou suas "provas"), liga ao Cachoeira, ligado a Demóstenes, que era do DEM. 
Como pode se ver, não falta gente que se beneficie com a condenação dos petistas nesta ação penal.
Basta ver a repercussão que a Rede Globo?Veja deu ao caso, com requintes de sensacionalismo... 
E ver como ela tratou de  crimes muito mais PROVADOS, como a Privataria Tucana, o mensalão verdadeiro, aquele mineiro e tantos outros. E para não ficar no passado, basta verificar como trata do propinoduto tucano, com a denuncia de milhões  nas licitações de trens e metros. Onde na Globo é APENAS um crime de cartel.
Quer respostas?
Siga os links no texto, leia, se informe...
Não dá mais para confiar nas informações pré-fabricadas da mídia comum, e sair  espalhando isso como se fossem "verdades absolutas"!
Olhe para trás e recorde como era este país aos seus olhos a e aos olhos do mundo antes. Olhe para o futuro, e se pergunte, quem tem um projeto viável melhor do que o projeto que o PT tem implantado nestes 10 anos em nosso país?
Depois com mais calma, tire suas próprias conclusões.


No TSE, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Marco Aurélio Mello reconheceram a licitude dos empréstimos que, após convalidação judicial, ganharam consistência de atos jurídicos perfeitos
Reavaliações do “mensalão”

sábado, 6 de julho de 2013

Rede Globo e o Poder... Tudo Haver! Além do Cidadão Kane... a continuação!

Xeque - Marcelo Bancalero

Joaquim Barbosa, Farsa do mensalão, Daniel Dantas, Carlinhos Cachoeira, revista Veja, Oposição, Golpismo, Rede Globo, Sonegação e Caldeirão do Huck...
TUDO HAVER!
Leia e assista aos vídeos!
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Paulo Nogueira: Joaquim Barbosa impedido de julgar casos da Globo

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Que me perdoem os amigos ateus, mas sou mais um Cachoeira convertido que um Joaquim Barbosa convencido!

Xeque -Marcelo Bancalero

Sei que muitos dos meus leitores poderão não me compreender nesta postagem.  Mas de qualquer maneira, eu tenho minhas  verdades e devo ser fiel a elas.
Assim como sou fiel às verdades que temos publicado aqui sobre a inocência de Henrique Pizzolato, que  desde que  tive  em mãos a documentação que  provava que  não existia  desvio do Banco do Brasil e que  tudo era decidido por um colegiado, sendo que Pizzolato não poderia decidir nada sozinho.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Depois dos "rabos presos"... Sobram os "rabos entre as pernas"...

Xeque - Marcelo Bancalero


E depois de falarmos em rabos presos...
Agora vamos ter de falar de   rabos entre as pernas

Mesmo com a manobra do PSDB, PIG e o ministro Marco Aurélio de Mello, para impedir que  Perillo falasse na CPMI do Cachoeira, parece que o relator vai indicia-lo amanhã na leitura de seu relatório.
Com isso, mais a possibilidade do que mais parece uma manobra  de Cachoeira, que pode  livrá-lo por enquanto da cadeia, ao ser condenado por 5 anos, assim, podendo ser em regime semi-aberto. Tem muita, mais muita gente com o rabinho entre as pernas.
Pois é...
Assim é o Brasil infelizmente!
Pelo menos  no que diz respeito ao STF, PIG, Políticos da oposição.
Quem não tem o rabo  preso, acaba tendo o mesmo entre as pernas!
E agora teremos o mais rabudo como presidente do supremo...
O que podemos esperar?
Pois bem...
A blogosfera que não tem rabo preso e nem tem medo de ameaças....
É como cachorrinho de raça, daqueles  que são pequeninos, mas  são ferozes e atentos, e que tem os rabos cortados  desde pequenos. Assim nem  ficam com rabos presos, nem  demonstram medo colocando-os entre as pernas.
A blogosfera fala, denuncia, e vai desmascarar estes "vendidos"!



20/11/2012 19h41 - Atualizado em 20/11/2012 20h05

Cachoeira é condenado a 5 anos de



prisão, mas ganha alvará de soltura


Condenação é pelo regime semiaberto; Cachoeira terá de dormir na cadeia.
Bicheiro estava preso desde 29 de fevereiro acusado comandar jogo ilegal.

Mariana Oliveira e Felipe NériDo G1, em Brasília, e do G1 DF
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal condenou nesta terça-feira (20) o bicheiro Carlinhos Cachoeira, acusado de comandar um esquema de jogo ilegal em Goiás e no Distrito Federal, a cinco anos de prisão em regime semiaberto pelos crimes de formação de quadrilha e tráfico de influência. Ele também foi condenado ao pagamento de 50 dias-multa, mas o  valor não foi informado pelo tribunal.
A juíza Ana Cláudia Costa Barreto, da 5ª Vara, expediu alvará de soltura em favor de Cachoeira porque o bicheiro tem o direito de recorrer da decisão em liberdade até o trânsito em julgado da ação (quando não há mais possibilidade de recurso).
Se for mantido a condenação pelo regime semiaberto, ele terá de passar o dia fora do presídio e retornar para dormir na cadeia.
De acordo com a legislação, a pena de regime semiaberto deve ser cumprida em uma colônia agrícola ou industrial. Pelo entendimento dos tribunais, quando não há estabelecimentos desse tipo, a Justiça permite penas alternativas, entre elas o cumprimento da sentença em domicílio.
Ele foi condenado, segundo o tribunal, por tentar fraudar o sistema de bilhetagem do transporte público de Brasília. Segundo a investigação, durante a Operação Saint Michel, da Polícia Civil do Distrito Federal, ele tentou forçar uma dispensa de licitação para a contratação de um sistema de bilhetagem de origem sul-corena.
A Saint Michel é um desdobramento da Operação Monte Carlo, que apurou o envolvimento de agentes públicos e privados em uma quadrilha que explorava o jogo ilegal em Goiás.
Cachoeira foi preso em fevereiro devido às investigação da Monte Carlo. Já preso, foi expedido um novo mandado contra ele pela Operação Saint Michel. Em outubro, ele obteve um habeas corpus relacionado às investigações da Monte Carlo, mas continuou preso em razão do mandado expedido pela Saint Michel.



20/11/2012 - 03h40

Relator da CPI do Cachoeira pede indiciamento de Perillo


O relator da CPI do Cachoeira, Odair Cunha (PT-MG), decidiu pedir o indiciamento do governador Marconi Perillo (PSDB-GO) por suas relações com o empresário Carlos Ramos, o Cachoeira.
O relatório final da CPI, porém, não havia sido finalizado até o encerramento desta edição e poderia sofrer mudanças de última hora.
Segundo a Folha apurou, Perillo foi avisado sobre o pedido de indiciamento e começou a operar apoios para derrubar essa parte do texto.
Sergio Lima/Folhapress
O governador de Goiás, Marconi Perillo
O governador de Goiás, Marconi Perillo
O relatório de Cunha tem cerca de 4.000 páginas e sua votação, prevista para hoje, foi remarcada para amanhã. Mas havia dúvidas se daria tempo para impressão.
Ontem, Cunha chegou a considerar um recuo no indiciamento do governador após tomar conhecimento de uma liminar do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, segundo o qual Perillo não poderia mais ser convocado a depor na CPI.
Os advogados do governador sustentaram que, se não pode ser ouvido, Perillo também não poderia ser investigado e indiciado. Horas depois, o magistrado esclareceu: "Nada impede que o relatório da CPI diga que existem indícios de que o governador cometeu crimes e mande para a foro competente, no caso o STJ [Superior Tribunal de Justiça]. A CPI pode indicar qualquer um, até mesmo o presidente da República."
Segundo integrantes da CPI com acesso ao texto preliminar, "há provas contundentes" de envolvimento, evidenciadas pela compra de uma casa do tucano por Cachoeira e por nomeações de aliados do empresário em Goiás.
Cachoeira está preso desde fevereiro, acusado de exploração ilegal de jogos e de corromper agentes públicos.
O pedido de indiciamento cumpre um roteiro traçado pelo PT desde o início da CPI, já criada para investigar integrantes da oposição flagrados em escutas da PF.
À época, aliados de Perillo reclamaram que o tucano se transformara em alvo no ano do julgamento do mensalão por vingança. Ele sustenta que, em 2005, avisou o então presidente Lula sobre a compra de votos.
O relator também pedirá o indiciamento do deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) por sete crimes: lavagem de dinheiro, corrupção passiva, advocacia administrativa, tráfico de influência, formação de quadrilha, violação do sigilo funcional e crime contra a ordem tributária.
O pedido de indiciamento do tucano é baseado numa entrevista à Folha na qual ele admite que sabia que Cachoeira operava esquema de jogo ilegal. "Se eu falar para você que não tinha conhecimento de que ele mexia com jogo, seria hipócrita", disse.
Editoria de arte/folhapress
Colaborou FELIPE SELIGMAN, de Brasília

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Registros mostram que o Brindeiro subprocurador-geral defendeu bicheiro Carlinhos Cachoeira

Xeque - Marcelo Bancalero

Explica ai Gurgel!
O povo quer saber!
E ainda tem o fato de usar o Twitter  do MPF para promover seus ataques!



Escritório de Brindeiro recebeu R$ 680 mil de Cachoeira, diz PF

Registros mostram que subprocurador-geral defendeu bicheiro

BRASÍLIA - Documentos apreendidos pela Polícia Federal (PF) na Operação Monte Carlo, cuja análise foi concluída no último dia 9 de julho, revelam uma participação direta do subprocurador-geral da República Geraldo Brindeiro na defesa dos interesses do grupo do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Entre os papéis encontrados pela PF em poder de dois dos principais aliados do contraventor estão tabelas com registros de pagamentos mensais ao escritório de advocacia de Brindeiro. Os repasses, conforme os registros, somam R$ 680 mil em 2009 e 2010. O valor é quatro vezes superior ao montante descoberto até agora pela CPI do Cachoeira. Em maio, o senador Pedro Taques (PDT-MT) denunciou depósitos de R$ 161 mil para o escritório do subprocurador.



Conversas telefônicas descritas num dos relatórios da PF apontam um suposto encontro entre Brindeiro e o braço direito de Cachoeira, Lenine Araújo de Souza, considerado o segundo nome na hierarquia da organização criminosa. Num diálogo entre Lenine e Cachoeira, poucos dias antes de serem presos, o primeiro relata uma consulta jurídica feita a “Brindeiro” num hotel.
Geraldo Brindeiro exerceu por quatro vezes o cargo de procurador-geral da República, durante os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso na Presidência. Os quatro mandatos sucessivos se estenderam de 1995 a 2003. Ele continua no cargo de subprocurador-geral da República e, a partir de fevereiro de 2006, passou a ser sócio — com 18% das cotas da sociedade — no escritório de advocacia Morais, Castilho & Brindeiro. É este escritório o destinatário de dinheiro repassado pelo grupo de Cachoeira, segundo a PF.
Brindeiro já se explicou à CPI em junho, por meio de um ofício em que sustenta a legalidade do exercício da advocacia, permitida a membros do Ministério Público que ingressaram na instituição antes da Constituição Federal de 1988. No mesmo ofício, o subprocurador nega qualquer tipo de relacionamento com Cachoeira e com o contador responsável pelos repasses de R$ 161 mil, Geovani Pereira da Silva, denunciado na Operação Monte Carlo.
Ao elaborar o relatório sobre a perícia feita no computador de Adriano Aprígio de Souza, considerado o principal testa de ferro de Cachoeira, a PF cita a existência das tabelas com registros de pagamentos de R$ 680 mil a “Brindeiro”. Os papéis foram encontrados na Vitapan Indústria Farmacêutica, empresa que já foi colocada no nome de Aprígio e que seria usada pelo bicheiro para lavar dinheiro do jogo, conforme investigação da PF. Nas planilhas, os pagamentos foram contabilizados com três referências: RC, EC e CR. De acordo com o relatório da PF, as siglas se referem a Roberto Sergio Coppola, Electro Chance Gaming Suppliers e Carlos Ramos, o Cachoeira.
Conforme os documentos apreendidos, Aprígio adquiriu 48% das cotas da Electro Chance, mediante pagamento de R$ 3,3 milhões. O verdadeiro sócio seria Cachoeira, que usou o ex-cunhado como laranja, segundo a PF. Coppola e a Electro Chance exploram a jogatina na Argentina. “Os documentos aduzem a possibilidade de a empresa operar também no Brasil. Isso explicaria os pagamentos efetuados ao escritório Morais, Castilho & Brindeiro, em razão do interesse do funcionamento dos jogos no Brasil”, cita o relatório da PF concluído em 9 de julho.
A reportagem do GLOBO tentou falar com Brindeiro, mas seus assessores não deram retorno. Quatro questionamentos foram enviados à Procuradoria Geral da República (PGR) sobre os supostos pagamentos e sobre o suposto encontro com Lenine num hotel, mas a assessoria de imprensa do órgão disse não ter localizado o subprocurador.


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domingo, 22 de julho de 2012

Denúncia sobre entrevista do Fantástico com ANDRESSA MENDONÇA

Xeque - Marcelo Bancalero


Suspeitei desde o início!
Oh e agora....
Quem poderá te ajudar PIG?
Sem mais comentários...
Vamos ler, assistir aos vídeos e tirar as conclusões
E não deixe de ver depois  AQUI  a carta depoimento de Marcos Valério sobre a mentira da Veja  que foi publicada  neste fim de semana.



Globo tentou ligar Lula e Agnelo a Cachoeira

Globo tentou ligar Lula e Agnelo a CachoeiraFoto: Divulgação

ÍNTEGRA DA ENTREVISTA DE ANDRESSA MENDONÇA AO FANTÁSTICO FOI GRAVADA POR UM CELULAR; NAS PERGUNTAS, REPÓRTER DA GLOBO INSISTIU PARA QUE A ESPOSA DE CARLOS CACHOEIRA CONECTASSE O EX-PRESIDENTE E O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL AO ESCÂNDALO; ELA NEGOU E OS TRECHOS NÃO FORAM AO AR; PAI DO BICHEIRO (À DIR.) ASSISTIU; VEJA OS VÍDEOS

16 de Julho de 2012 às 11:21
Goiás247 – No encontro com Andressa Mendonça, mulher de Carlinhos Cachoeira, o Programa Fantástico, da Rede Globo, insistiu na tentativa de associar petistas com o esquema do contraventor. Uma pequena parte da conversa com a jornalista Sônia Bridi foi ao ar na revista dominical da Globo, dia 1º de julho. O Brasil247 teve acesso com exclusividade à íntegra da entrevista, gravada de um iPhone.
Eis alguns links:
Num dos trechos, a mulher de Cachoeira é questionada sobre o suposto pagamento de uma aeronave para o que médium João de Deus, que realiza cirurgias espirituais em Abadiânia (município goiano bem no meio do caminho entre Goiânia e Brasília), visitasse Lula em São Paulo. À época o ex-presidente realizava seu tratamento contra o câncer na Laringe no hospital Sírio Libanês.
Veja o trecho:
Fantástico – Quando o médium João de Deus... Você conhece João de Deus?
Andressa – Já o vi aqui, na casa do meu sogro. Ele vinha orar para a minha sogra, que faleceu.
Fantástico – Quando ele foi visitar o presidente Lula, em São Paulo, foi o Carlos quem arranjou a visita, cedeu o avião?
Andressa – Não sei te responder.
Fantástico – Mas vocês têm contato com o João de Deus? A família é espírita?
Andressa – Acho que não. Não sei. Acredito que não. Mas ele é uma pessoa que mora em Anápolis, é uma figura fácil aqui. Ele ora pelas pessoas que estão doentes. Ele veio orar pela minha sogra algumas vezes.
Em outro trecho, Andressa é questionada sobre uma suposta viagem dela, de Cachoeira e do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiróz, aos Estados Unidos. Ela nega, mas a repórter insiste:
Fantástico – E este encontro que vocês tiveram com o governador Agnelo Queiroz nos Estados Unidos? Vocês discutiram política ou foi um encontro social?
Andressa – Desculpa, com quem? 
Fantástico – Com o governador Agnelo Queiroz.
Andressa – Nos Estados Unidos?
Fantástico – É.
Andressa – Eu não conheço o governador do Distrito Federal.
Fantástico – Vocês não se encontraram nos Estados Unidos?
Andressa – Não, não nos encontramos.
Fantástico – Vocês nunca se encontraram? Você, junto com o Carlos, nunca se encontraram com ele?
Andressa – Não, nunca vi.
Fantástico – Nunca teve um contato...
Andressa – Nunca.
Acompanhe abaixo a entrevista (sem cortes):
Fantástico – Andressa, como você se preparou para essa entrevista?
Andressa Mendonça – Eu me preparei com muita oração, com muita fé em Deus, como eu faço todos os dias, e com a cabeça tranquila.
Fantástico – Você conversou com os seus advogados?
Andressa – Conversei com os meus advogados.
Fantástico – Eles te orientaram sobre o que me dizer e o que não me dizer?
Andressa – Não muito sobre o que dizer e o que não dizer. Acho que a gente tem que falar com o coração, né? O que é para passar um pouco do que está acontecendo na minha vida neste momento.
Fantástico – A gente está conversando com você já tem oito semanas para fazer essa entrevista. Por que agora você aceitou?
Andressa – Eu aceitei porque tivemos uma derrota difícil no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e me senti, assim, injustiçada. Acho que o caso do Carlos já está se tornando um absurdo mesmo e ele não tem direito a nada, tudo para ele é negado, é muito difícil. Sinto muito que ele tá sendo perseguido, acho discriminatório. Sabe, acho que ele é um bode expiatório. Então...
Fantástico – Bode expiatório de quem?
Andressa – Não sei. Eu considero o meu marido um preso político, né? Eu, Andressa, considero o Carlos um preso político depois da ditadura e...
Fantástico – Mas as acusações contra ele são contravenção, lavagem de dinheiro. São várias acusações relacionadas a crime, a formação de quadrilha. Ele está sendo investigado por contrabando, relacionado às máquinas caça-níqueis...
Andressa – São acusações...
Fantástico – Mas como é que isso o transforma em preso político?
Andressa – Acusações. Meu marido é inocente, ele pode responder em liberdade, não cometeu crime hediondo, ele não matou ninguém, não fez tráfico de armas, de drogas, não existe prostituição no processo. Considero ele um preso político porque na CPI do Cachoeira, onde leva o nome dele, ficou muito clara a briga do PT com o PSDB, um parlamentar querendo aparecer mais que o outro e, infelizmente, a gente tem que passar por isso, né?
Fantástico – Ele se considera inocente das acusações que são feitas contra ele?
Andressa – Ele se considera inocente e com o direito de responder em liberdade, das acusações. Ele tem o direito de provar que é inocente e responder em liberdade.
Fantástico – Com que frequência você visita ele na prisão?
Andressa – Eu visito uma vez por semana e agora de 15 em 15 dias, agora que ele tá no presídio estadual.
Fantástico – Por que ele foi para um presídio estadual?
Andressa – Porque ele tem um segundo decreto de prisão contra ele, um decreto estadual. Uma vez que ele ganhou liberdade na Operação Monte Carlo pelo desembargador Tourino Neto e o ministro rapidamente se apressou em cassar, várias pessoas da Operação Monte Carlo ganharam liberdade. Mas só a do Carlos foi cassada. Então por que me pergunto e pergunto para o País, por que só a dele? É,  no mínimo, discriminatório para mim.
Fantástico – Como é que você encontra com ele na prisão? Como é que são os encontros de vocês?
Andressa – É tenso, né? Ter um marido preso é uma coisa muito complicada. É a pior experiência da minha vida. Você ver a pessoa que você ama sendo privada de liberdade. Eu, como assistente social, procurei até a Secretaria de Direitos Humanos porque a porção de comida não tava dando pra ele, ele sentia fome durante o dia. Então a gente nunca imagina que vai passar por uma experiência dessa.
Fantástico – Você tem permissão para levar comida na cadeira para ele?
Andressa – Um quilo de cream cracker por semana e 10 frutas. Então, a porção de comida é muito pequena, ele passa também muita necessidade de comida. Sem falar das outras coisas, né? Então..
Fantástico – Ele desabafa com você?
Andressa – Desabafa...
Fantástico – Como é o ânimo dele?
Andressa – Ele anda deprimido, tá tomando vários medicamentos agora, tá sendo consultado uma vez por semana por um psiquiatra. Não tá bem psicologicamente...
Fantástico – Ele está revoltado com as pessoas que ele considera, se sentiu abandonado pelas amizades dele, pelas pessoas do relacionamento dele?
Andressa – Não nesse sentido. Ele tá revoltado no sentido de se considerar um preso político após a ditadura. A gente vê a presidente, brilhantemente, criando lá a Comissão da Verdade pra combater, vem combatendo com tanta veemência, enfrentando os crimes cometidos na ditadura, e queria mesmo fazer esse clamor pra ela, pra ela olhar para o nosso caso.
Fantástico – Eu queria que você me explicasse de novo como é que você chega a essa conclusão de um preso político. Ele é acusado de corrupção ativa e passiva, de corromper políticos e funcionários do governo, falsidade ideológica, contrabando, lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar. Como é que uma pessoa acusada desses crimes se torna um preso político?
Andressa – Bom, se ele não fosse um preso político, não teria se criado uma CPMI com o nome dele. Então, aí a gente já pode notar que o caso dele é puramente político.
Fantástico – Mas a CPI é para investigar a relação dele com os políticos ou políticos que ele influenciasse.
Andressa – Eu acredito que a mídia criou um monstro. O monstro Carlinhos Cachoeira. Meu marido não é um monstro. Meu marido é um homem de bem. Ele precisa ter liberdade para ter os direitos garantidos para poder provar isso, junto à sua defesa, que ele é um homem de bem. Ele tem o direito de provar isso. Ele tem acusações sobre ele, mas ele é um homem de bem. Isso eu posso garantir.
Fantástico – Durante o tempo que você se relaciona com ele, você teve conhecimento das atividades dele? Jogos, caça-níqueis, e tudo o mais?
Andressa – Não tive conhecimento. A imprensa chama o Carlos de bicheiro, meu marido não é bicheiro. Bicheiro em Goiás tem outros nomes. Tem mais de 20 mil máquinas de apostas eletrônicas no jogo do bicho. E eles têm outros nomes. A polícia não está nem um pouco preocupada em investigar. E o Carlos que eu conheço é empresário, faz consultorias para empresas, trabalhou durante anos, aproximadamente 10 anos com a Loteria do Estado de Goiás. Trabalhou no ramo de medicamentos.
Fantástico – No ano passado, o Fantástico fez uma reportagem que mostrava o envolvimento dele com a importação de máquinas caça-níqueis. Você tem conhecimento disso?
Andressa – Não tive conhecimento.
Fantástico – Porque ele foi até a CPI e escolheu ficar calado? Ele vai depor, provavelmente, na semana que vem. Ele disse como vai ser o comportamento dele no depoimento?
Andressa – Não. Ele disse pra mim que tem muito o que falar, que ele quer contribuir e pediu para eu falar para o Brasil que ele tem o que dizer, inclusive para a sua própria defesa.
Fantástico – Esse 'tem o que dizer' envolve os políticos que são acusados de terem um relacionamento com ele, de terem recebido dinheiro dele ou de terem recebido dinheiro em troca de favores?
Andressa – Talvez, talvez sim.
Fantástico – Você acha que não há que falar?
Andressa – Não sei se existe alguma coisa para ser falada ou se não existe. Isso é uma coisa que eu realmente não sei. Mas ele acredita que ele pode contribuir, quer falar. Enfim, ele quer dar uma entrevista, quer falar com a imprensa.
Fantástico – Você recebeu um convite para posar numa revista masculina. Você aceitou?
Andressa – Não. Eu recebi o convite.
Fantástico – Como é que você vê essa notoriedade toda em torno de você numa situação, para a maioria das mulheres, é muito constrangedora ter o marido preso?
Andressa – Para mim também é muito constrangedor. Mas eu sou uma mulher de muita fé, uma mulher segura daquilo que eu quero e daquilo que eu acredito. Então, pra mim não tem limites. A minha luta com o Carlos não tem limites. Eu não consigo mensurar para você o tamanho da minha luta. Ele, junto com os meus filhos, é a prioridade na minha vida, e vai ser sempre.
Fantástico – Como é o seu padrão de consumo? Como é que você, o que você gosta de comprar, o que você gosta de gastar o seu dinheiro?
Andressa – Eu gosto de comprar coisas que mulherzinha gosta, nada de especial. Sou uma pessoa simples, tenho o dia a dia agitado com os meus filhos, levo no colégio, natação. Então, uma vida normal.
Fantástico – Você é muito gastadeira?
Andressa – Não muito.
Fantástico – A polícia diz que tem uma gravação do Carlinhos discutindo com um administrador dele, uma conta de cartão de crédito sua de mais de R$ 60 mil. Ou US$ 60 mil. Eles não dizem que moeda é, sobre os gastos feitos em Miami. Isso ocorreu?
Andressa – Pode ter acontecido sim. Eu estava comprando roupas de cama, algumas coisas para casa. Pode ter acontecido sim.
Fantástico – Você, neste mesmo mês, ele teria tido um gasto no cartão de crédito de R$ 500 mil. Os negócios dele produzem esse dinheiro suficiente para esse nível de gasto?
Andressa – Eu não sei tanto sobre os negócios dele nem... Eu tava morando com ele há pouquíssimo tempo. Então, é uma coisa que eu não sei te responder.
Fantástico – Essa casa na qual ele foi preso. É uma casa que está envolvida em muita polêmica. Como é que vocês foram morar nesta casa?
Andressa – Na verdade, um amigo emprestou para mim. Eu estava me separando e precisava de uma casa meio a toque de caixa, com urgência, assim. E eu fiquei nessa casa..
Fantástico – E esse amigo disse de quem era a casa?
Andressa – E eu fui ficando, fui ficando... Disse que era de um empresário. De um empresário amigo dele. Fiquei...
Fantástico – E você pode dizer o nome desses amigos?
Andressa – Eu prefiro não. Já foi dito. Eles já foram depor na CPI. Então acho que já está bem esclarecido esse assunto.
Fantástico – Havia um projeto do Carlos de vocês morarem em Goiânia no Edifício Excalibur?
Andressa – Ele comentou, uma vez, de relance comigo, mas eu até morava em um bairro próximo, gosto do setor. Mas não concordei com a ideia.
Fantástico – Por que?
Andressa – Acho que não ficaria à vontade. Gosto de ficar onde me sinto à vontade.
Fantástico – Foi aí que surgiu essa casa?
Andressa – Não. Essa casa surgiu exatamente como eu estou te falando. De uma necessidade minha, mesmo.
Fantástico – Era uma casa para vocês ficarem morando durante quanto tempo?
Andressa – Uma casa provisória, para a gente ficar três meses, no máximo, para eu ficar dois meses, no máximo. E ele foi ficar lá comigo, depois.
Fantástico – Foi pra essa casa que você fez as compras nos Estados Unidos?
Andressa – Foi.
Fantástico – O decorador que falou à CPI também disse que vocês gastaram R$ 550 mil em móveis para esta casa. São R$ 550 mil para morar em uma casa provisoriamente?
Andressa – Eu não sei o valor exato que nós gastamos. Mas gastamos um dinheiro. Mobiliei a casa e obviamente levei a mobília comigo na mudança.
Fantástico – Você já saiu da casa?
Andressa – Já saí da casa.
Fantástico – Por que você escolheu dar a entrevista aqui na casa do pai do Carlos em vez de dar entrevista na sua própria casa?
Andressa – Porque eu fico muito aqui. Aqui é como se fosse a minha casa. A minha segunda casa é aqui. Então, como a família dele é também a minha família, eu passo a maior parte do tempo aqui. Então aqui é o lugar que eu me sinto a vontade.
Fantástico – Durante este tempo em que vocês ficaram juntos, vocês tinham um vida social bastante movimentada. Vocês viajavam. Nestas viagens você se encontravam, saíam para jantar, faziam programas com o governador Marconi Perillo?
Andressa – Não, com o Marconi não.
Fantástico – Você nunca encontrou com ele?
Andressa – Nunca. Encontrei o Marconi várias vezes, fez campanha para governador com o meu ex-marido, que é primeiro suplente do Demóstenes, e encontrei com o Marconi 'n' vezes durante a campanha eleitoral dele. Mas junto com o Carlos não.
Fantástico – E este encontro que vocês tiveram com o governador Agnelo Queiroz nos Estados Unidos? Vocês discutiram política ou foi um encontro social?
Andressa – Desculpa, com?
Fantástico – Com o governador Agnelo Queiroz.
Andressa – Nos Estados Unidos?
Fantástico – É.
Andressa – Eu não conheço o governador do Distrito Federal.
Fantástico – Vocês não se encontraram nos Estados Unidos?
Andressa – Não, não nos encontramos.
Fantástico – Vocês nunca se encontraram? Você, junto com o Carlos, nunca se encontraram com ele?
Andressa – Não, nunca vi.
Fantástico – Nunca teve um contato...
Andressa – Nunca.
Fantástico – E com o Fernando Cavendish?
Andressa – O Fernando teve algumas vezes aqui em Goiânia, mas eu nunca o encontrei. O Carlos provavelmente deve ter encontrado, mas eu nunca encontrei.
Fantástico – Qual é o relacionamento deles, dele com a Delta?
Andressa – Eu acredito que o Carlos era uma espécie de consultor da empresa. Não só da Delta, mas de algumas outras empresas em Goiás.
Fantástico – Mas ele é consultor muito próximo, ele tinha um relacionamento muito próximo com o Cláudio Abreu, por exemplo?
Andressa – Um relacionamento, acho, de amizade com o diretor da empresa.
Fantástico – Isso envolvia troca de favores? Avião emprestado?
Andressa – Talvez sim.
Fantástico – E ele dizia qual era a natureza dessa consultoria que ele prestava?
Andressa – Não. Para mim não dizia.
Fantástico – Quando o seu ex-marido foi vice do senador Demóstenes, quando ele foi indicado a suplente, o Carlos tinha contato com senadores, ele teve algum papel na indicação do seu ex-marido como suplente?
Andressa – Eles eram muito amigos. Eram próximos. Eram amigos. Falavam muito sobre política. Provavelmente, sim. Devem ter falado bastante sobre esse assunto sim.
Fantástico – Algumas gravações que apareceram na imprensa foram feitas pelo próprio Carlos. Depois divulgadas. Ele costumava gravar muito as conversas que ele tinha, filmar?
Andressa – Eu não sei te responder isso. Eu nunca vi e não participei disso. Não sei te responder.
Fantástico – A vida cotidiana de vocês, alguma vez ele filmou?
Andressa – Absolutamente. Não.
Fantástico – A polícia diz que o espião que trabalhava para ele fazia escutas telefônicas, grampeava, você alguma vez foi grampeada?
Andressa – Devo ter sido grampeada pela polícia. Provavelmente.
Fantástico – Qual seria o objetivo da Polícia em grampear o seu telefone?
Andressa – Não sei. Talvez interceptar alguma conversa minha com o Carlos, já que ele foi grampeado durante muito tempo.
Fantástico – O fato dele ter essas gravações, algumas já são conhecidas, públicas, foram feitas por ele, o que você acha que motivava ele a fazer isso?
Andressa – Talvez mostrar a verdade para as pessoas, para o País?
Fantástico – A verdade do que?
Andressa – Não sei. Quem cobra propina, quem achaca empresários, talvez.
Fantástico – A polícia diz que essas gravações estavam sendo usadas para chantagear políticos e funcionários do governo para que fizessem o que ele queria...
Andressa – Meu marido não é chantagista. Ele é um homem bom.
Fantástico – Você já teve oportunidade de fazer uma visita íntima na prisão?
Andressa – Não.
Fantástico – Isso foi agendado, foi solicitado?
Andressa – Não, ainda não.
Fantástico – Vocês ainda se veem através do vidro?
Andressa – Agora neste novo presídio vamos ter visita social. Na federal acontecia visita social, entre aspas, pelo vidro. Ao meu ver, não é uma visita social.
Fantástico – Essa visita agora, então, vai permitir um contato físico?
Andressa – Contato físico.
Fantástico – Mas não visita íntima?
Andressa – Também.
Fantástico – Quando a Comissão de Ética do Senado recomendou a cassação do senador Demóstenes, qual foi a reação do Carlos?
Andressa – O Carlos estava muito debilitado em Mossoró, estava doente, perdeu quase 20 quilos, e acho que não estava nem em condições de avaliar a situação do Demóstenes.
Fantástico – Eles eram próximos? Ele e o Demóstenes?
Andressa – Eles eram amigos. Amigos sim.
Fantástico – O seu relacionamento com ele é de muito antes de vocês irem morar juntos?
Andressa – Não.
Fantástico – Vocês estavam planejando se casar quando ele foi preso. Alguma coisa mudou nos planos?
Andressa – Não, vamos nos casar.
Fantástico – E se ele não for solto?
Andressa – Vamos nos casar.
Fantástico – Você vai se casar mesmo com ele preso?
Andressa – Mesmo com ele preso.
Fantástico – Você vai (não entendi)?
Andressa – Não. Mas ele vai ser solto. Quero poder acreditar na justiça desse país. Quero acreditar que não tem mandatário, político mandando na nossa justiça.
Fantástico – Você sabe qual é o paradeiro de Giovani Pereira da Silva?
Andressa – Não.
Fantástico – O que aconteceu com ele?
Andressa – Está foragido.
Fantástico – Por que ele continua foragido, já que ele é um funcionário do Carlos?
Andressa – Não consigo te responder isso. A defesa dele vai poder falar.
Fantástico – O governador do Estado do Rio de Janeiro também tem sido citado nessas investigações. Em algum momento vocês encontraram Sérgio Cabral?
Andressa – Não. Nunca o vi.
Fantástico – No momento em que houve um acidente na Bahia, em que inclusive morreu a mulher do Cavendish, o Carlos foi acionado para mandar avião, prestar socorro e tudo o mais. Ele era muito próximo do Cavendish então?
Andressa – Talvez um pedido do Cláudio, que é muito amigo do Carlos, muito próximo. Talvez isso. O Carlos é um homem muito solícito, um homem onde as pessoas sempre recorrem. Ele é um homem bom, não fala não para ninguém. Talvez por isso.
Fantástico – Ele é operador de caça-níquel?
Andressa – Não.
Fantástico – Ele nunca teve máquina caça-níquel?
Andressa – Eu não sei te responder. Acredito que não.
Fantástico – Vocês nunca discutiram esse assunto?
Andressa – Não que eu me lembre.
Fantástico – Em maio do ano passado, o Fantástico fez uma reportagem em que ele era apontado pela polícia como o operador de várias casas de caça-níqueis. Você não ficou sabendo dessa reportagem?
Andressa – Não. Não fiquei. Eu tenho certeza que ele nunca teve casas de caça-níquel, de bingo. Absolutamente.
Fantástico – Quando o médium João de Deus... Você conhece João de Deus?
Andressa – Já o vi aqui, na casa do meu sogro. Ele vinha orar para a minha sogra, que faleceu.
Fantástico – Quando ele foi visitar o presidente Lula, em São Paulo, foi o Carlos quem arranjou a visita, cedeu o avião?
Andressa – Não sei te responder.
Fantástico – Mas vocês têm contato com o João de Deus? A família é espírita?
Andressa – Acho que não. Não sei. Acredito que não. Mas ele é uma pessoa que mora em Anápolis, é uma figura fácil aqui. Ele ora pelas pessoas que estão doentes. Ele veio orar pela minha sogra algumas vezes.
Fantástico – Como é que as suas crianças estão reagindo a isso tudo?
Andressa – Saudade. Não entendem, não tem muita idade para entender.
Fantástico – Que idade elas têm?
Andressa – Seis e quatro. Mas o Carlos é uma pessoa que faz muita falta na vida de todos nós, principalmente para as crianças. É muito amoroso.
Fantástico – Você acha que o Carlos, ao longo da história dele, como é que ele construiu essa reputação de contraventor e de manipulador de políticos, quando você afirma com tanta convicção de que ele opera na legalidade, como empresário?
Andressa – Ele vem de uma família onde o pai dele era bicheiro, talvez sobrenome, Cachoeira, na família ser uma tradição. Enfim. Não acredito que ele venha a ser.
Fantástico – Como é que ele construiu essa reputação de contraventor, de manipulador de políticos, de corruptor, de corrupção ativa e passiva, se você afirma com tanta convicção de que ele é um empresário que opera na legalidade?
Andressa – Acho que foi muitas vezes achacado, chantageado e acredito nele. Acredito na versão dele. E acredito que ele é um homem bom.
Fantástico – Achacado por quem?
Andressa – Talvez políticos.
Fantástico – Quais políticos?
Andressa – Não saberia falar. Mas...
Fantástico – Você acha que ele está disposto a dizer o nome desses políticos no depoimento?
Andressa – Talvez. Talvez sim.
Fantástico – Qual é a esperança que você tem agora de que ele será solto? Qual é a possibilidade real?
Andressa – A prisão dele, na minha opinião, já está ilegal. Então ele tem possibilidades reais de ser solto a qualquer momento. Não é? Uma vez que todas as pessoas que tinham mandado de prisão na Operação Monte Carlo estão soltas, por que só ele ficar preso? Por que a juíza que soltou todos da Operação São MIchel, que revogou todos os pedidos de prisão na Operação São Michel, não soltou ele? Pra mim é estranho, pra mim é discriminatório. O juiz vai na televisão, dois dias antes de um julgamento importante para ele, onde ele ia ser julgado, ia ser importante para a soltura dele, vai na imprensa e diz: 'fui ameacado'. A procuradora diz: 'fui ameaçada'. E insinua que foram ameaçados por nós. Ora, nós queremos que a polícia federal investigue. Nós somos pessoas de bem. Ele é um homem de bem. Ele não pode sofrer essa injustiça. Isso não pode ser jogado na conta dele. Queremos que a polícia investigue e somos solidários à família. Tanto do juiz quanto dos procuradores, que se dizem ameaçados.
Fantástico – De onde pode ter partido essa denúncia de ameaça? Na sua teoria.
Andressa – A polícia prescisa descobrir. De gente que está se prestando a fazer o mal. Gente que, com certeza, de bem não é.
Fantástico – Quem é que você acha que tem interesse nele preso hoje?
Andressa – Políticos, talvez? A quem interessa a prisão dele, eu pergunto? Por que estão mantendo ele preso?  Por que desembargadores e ministros dão a negativa para ele ir a julgamento e, no outro dia, recebem promoções? Quero acreditar, quero poder acreditar que  justiça desse país vai ser imparcial.
Fantástico – Você vê o ânimo dele se deteriorando ao longo deste tempo na prisão?
Andressa – Ele está doente, está doente psicologicamente, fraco, perturbado, mas está bem. Está preso há quatro meses, não são quatro dias.
Fantástico – Ele tá numa cela comum?
Andressa – Está numa cela comum.
Fantástico – Por que ele brigou na cadeia?
Andressa – Ele brigou porque estava passando um programa onde incita a violência, onde tava uma pessoa baleada e ele é avesso a esse tipo de programa. E ele pediu para desligar esse programa, que é logo após o almoço. E os outros presos, aí começou uma discussão, porque eles não queriam que desligasse. E ele ficou irritado, porque ele esse não é um programa que eleva a alma de ninguém, muito menos de quem está preso.
Fantástico – E isso piorou um pouco a situação dele?
Andressa – Piorou, mas ele também foi mantido algemado dentro da cela por horas. Isso não é cárcere privado? A polícia pode fazer isso?
Fantástico – Ele foi algemado porque foi agressivo?
Andressa – Não, ele não é agressivo. Pelo contrário. É um homem doce. Ele foi algemado porque ele é único. E que tem pedido socorro. Tá gritando por socorro pra justiça brasileira olhar para o caso dele. Ele tem direito a responder em liberdade. É isso o que a gente espera. A pessoa no Brasil hoje mata a esposa, conheço vários casos, inclusive, na minha cidade. O homem matou a esposa com um tiro na face e não ficou nem um dia preso. Quel mal o meu marido fez? Volto a repetir. Que mal ele fez? Ele não fez mal a ninguém. Ele é uma pessoa que só faz bem às pessoas. Só o bem. Esse é o Carlos que eu conheço.
Fantástico – Mas se ele fez mesmo corrupção ativa e passiva, não faz mal a alguém? Contrabando, lavagem de dinheiro?
Andressa – Ele é inocente.
Fantástico – Contravenção?
Andressa – Ele é inocente. Precisa de liberdade para ele poder se defender. Ele precisa provar que é inocente.
Fantástico – Eu gostaria de voltar uma pergunta que eu fiz antes porque eu queria que você elaborasse um pouco mais. Na declaração de Imposto de Renda dele, ele declara uma renda de $ 20 mil por mês, sendo que em apenas um mês, o cartão de crédito dele foi de R$ 500 mil e o seu de $ 60 e poucos mil. E ele estava pagando por essa conta. Qual a fonte de tanto dinheiro? Mesmo a indústria farmacêutica pode produzir tanto lucro para sustentar esse tipo de gasto?
Andressa – Não só ele tava pagando por essa conta. Eu também ajudo ele a pagar as contas. Ele não paga todas as minhas contas. Eu tenho uma boa pensão, tenho o pró-labore, fruto do meu trabalho, da moinha empresa. E eu acredito que, se ele comprou, ele tinha de onde tirar.
Fantástico – Você acha que ele não tem nenhuma fonte ilícita de rendimento?
Andressa – Não acredito. 

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