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domingo, 22 de julho de 2012

Denúncia sobre entrevista do Fantástico com ANDRESSA MENDONÇA

Xeque - Marcelo Bancalero


Suspeitei desde o início!
Oh e agora....
Quem poderá te ajudar PIG?
Sem mais comentários...
Vamos ler, assistir aos vídeos e tirar as conclusões
E não deixe de ver depois  AQUI  a carta depoimento de Marcos Valério sobre a mentira da Veja  que foi publicada  neste fim de semana.



Globo tentou ligar Lula e Agnelo a Cachoeira

Globo tentou ligar Lula e Agnelo a CachoeiraFoto: Divulgação

ÍNTEGRA DA ENTREVISTA DE ANDRESSA MENDONÇA AO FANTÁSTICO FOI GRAVADA POR UM CELULAR; NAS PERGUNTAS, REPÓRTER DA GLOBO INSISTIU PARA QUE A ESPOSA DE CARLOS CACHOEIRA CONECTASSE O EX-PRESIDENTE E O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL AO ESCÂNDALO; ELA NEGOU E OS TRECHOS NÃO FORAM AO AR; PAI DO BICHEIRO (À DIR.) ASSISTIU; VEJA OS VÍDEOS

16 de Julho de 2012 às 11:21
Goiás247 – No encontro com Andressa Mendonça, mulher de Carlinhos Cachoeira, o Programa Fantástico, da Rede Globo, insistiu na tentativa de associar petistas com o esquema do contraventor. Uma pequena parte da conversa com a jornalista Sônia Bridi foi ao ar na revista dominical da Globo, dia 1º de julho. O Brasil247 teve acesso com exclusividade à íntegra da entrevista, gravada de um iPhone.
Eis alguns links:
Num dos trechos, a mulher de Cachoeira é questionada sobre o suposto pagamento de uma aeronave para o que médium João de Deus, que realiza cirurgias espirituais em Abadiânia (município goiano bem no meio do caminho entre Goiânia e Brasília), visitasse Lula em São Paulo. À época o ex-presidente realizava seu tratamento contra o câncer na Laringe no hospital Sírio Libanês.
Veja o trecho:
Fantástico – Quando o médium João de Deus... Você conhece João de Deus?
Andressa – Já o vi aqui, na casa do meu sogro. Ele vinha orar para a minha sogra, que faleceu.
Fantástico – Quando ele foi visitar o presidente Lula, em São Paulo, foi o Carlos quem arranjou a visita, cedeu o avião?
Andressa – Não sei te responder.
Fantástico – Mas vocês têm contato com o João de Deus? A família é espírita?
Andressa – Acho que não. Não sei. Acredito que não. Mas ele é uma pessoa que mora em Anápolis, é uma figura fácil aqui. Ele ora pelas pessoas que estão doentes. Ele veio orar pela minha sogra algumas vezes.
Em outro trecho, Andressa é questionada sobre uma suposta viagem dela, de Cachoeira e do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiróz, aos Estados Unidos. Ela nega, mas a repórter insiste:
Fantástico – E este encontro que vocês tiveram com o governador Agnelo Queiroz nos Estados Unidos? Vocês discutiram política ou foi um encontro social?
Andressa – Desculpa, com quem? 
Fantástico – Com o governador Agnelo Queiroz.
Andressa – Nos Estados Unidos?
Fantástico – É.
Andressa – Eu não conheço o governador do Distrito Federal.
Fantástico – Vocês não se encontraram nos Estados Unidos?
Andressa – Não, não nos encontramos.
Fantástico – Vocês nunca se encontraram? Você, junto com o Carlos, nunca se encontraram com ele?
Andressa – Não, nunca vi.
Fantástico – Nunca teve um contato...
Andressa – Nunca.
Acompanhe abaixo a entrevista (sem cortes):
Fantástico – Andressa, como você se preparou para essa entrevista?
Andressa Mendonça – Eu me preparei com muita oração, com muita fé em Deus, como eu faço todos os dias, e com a cabeça tranquila.
Fantástico – Você conversou com os seus advogados?
Andressa – Conversei com os meus advogados.
Fantástico – Eles te orientaram sobre o que me dizer e o que não me dizer?
Andressa – Não muito sobre o que dizer e o que não dizer. Acho que a gente tem que falar com o coração, né? O que é para passar um pouco do que está acontecendo na minha vida neste momento.
Fantástico – A gente está conversando com você já tem oito semanas para fazer essa entrevista. Por que agora você aceitou?
Andressa – Eu aceitei porque tivemos uma derrota difícil no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e me senti, assim, injustiçada. Acho que o caso do Carlos já está se tornando um absurdo mesmo e ele não tem direito a nada, tudo para ele é negado, é muito difícil. Sinto muito que ele tá sendo perseguido, acho discriminatório. Sabe, acho que ele é um bode expiatório. Então...
Fantástico – Bode expiatório de quem?
Andressa – Não sei. Eu considero o meu marido um preso político, né? Eu, Andressa, considero o Carlos um preso político depois da ditadura e...
Fantástico – Mas as acusações contra ele são contravenção, lavagem de dinheiro. São várias acusações relacionadas a crime, a formação de quadrilha. Ele está sendo investigado por contrabando, relacionado às máquinas caça-níqueis...
Andressa – São acusações...
Fantástico – Mas como é que isso o transforma em preso político?
Andressa – Acusações. Meu marido é inocente, ele pode responder em liberdade, não cometeu crime hediondo, ele não matou ninguém, não fez tráfico de armas, de drogas, não existe prostituição no processo. Considero ele um preso político porque na CPI do Cachoeira, onde leva o nome dele, ficou muito clara a briga do PT com o PSDB, um parlamentar querendo aparecer mais que o outro e, infelizmente, a gente tem que passar por isso, né?
Fantástico – Ele se considera inocente das acusações que são feitas contra ele?
Andressa – Ele se considera inocente e com o direito de responder em liberdade, das acusações. Ele tem o direito de provar que é inocente e responder em liberdade.
Fantástico – Com que frequência você visita ele na prisão?
Andressa – Eu visito uma vez por semana e agora de 15 em 15 dias, agora que ele tá no presídio estadual.
Fantástico – Por que ele foi para um presídio estadual?
Andressa – Porque ele tem um segundo decreto de prisão contra ele, um decreto estadual. Uma vez que ele ganhou liberdade na Operação Monte Carlo pelo desembargador Tourino Neto e o ministro rapidamente se apressou em cassar, várias pessoas da Operação Monte Carlo ganharam liberdade. Mas só a do Carlos foi cassada. Então por que me pergunto e pergunto para o País, por que só a dele? É,  no mínimo, discriminatório para mim.
Fantástico – Como é que você encontra com ele na prisão? Como é que são os encontros de vocês?
Andressa – É tenso, né? Ter um marido preso é uma coisa muito complicada. É a pior experiência da minha vida. Você ver a pessoa que você ama sendo privada de liberdade. Eu, como assistente social, procurei até a Secretaria de Direitos Humanos porque a porção de comida não tava dando pra ele, ele sentia fome durante o dia. Então a gente nunca imagina que vai passar por uma experiência dessa.
Fantástico – Você tem permissão para levar comida na cadeira para ele?
Andressa – Um quilo de cream cracker por semana e 10 frutas. Então, a porção de comida é muito pequena, ele passa também muita necessidade de comida. Sem falar das outras coisas, né? Então..
Fantástico – Ele desabafa com você?
Andressa – Desabafa...
Fantástico – Como é o ânimo dele?
Andressa – Ele anda deprimido, tá tomando vários medicamentos agora, tá sendo consultado uma vez por semana por um psiquiatra. Não tá bem psicologicamente...
Fantástico – Ele está revoltado com as pessoas que ele considera, se sentiu abandonado pelas amizades dele, pelas pessoas do relacionamento dele?
Andressa – Não nesse sentido. Ele tá revoltado no sentido de se considerar um preso político após a ditadura. A gente vê a presidente, brilhantemente, criando lá a Comissão da Verdade pra combater, vem combatendo com tanta veemência, enfrentando os crimes cometidos na ditadura, e queria mesmo fazer esse clamor pra ela, pra ela olhar para o nosso caso.
Fantástico – Eu queria que você me explicasse de novo como é que você chega a essa conclusão de um preso político. Ele é acusado de corrupção ativa e passiva, de corromper políticos e funcionários do governo, falsidade ideológica, contrabando, lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar. Como é que uma pessoa acusada desses crimes se torna um preso político?
Andressa – Bom, se ele não fosse um preso político, não teria se criado uma CPMI com o nome dele. Então, aí a gente já pode notar que o caso dele é puramente político.
Fantástico – Mas a CPI é para investigar a relação dele com os políticos ou políticos que ele influenciasse.
Andressa – Eu acredito que a mídia criou um monstro. O monstro Carlinhos Cachoeira. Meu marido não é um monstro. Meu marido é um homem de bem. Ele precisa ter liberdade para ter os direitos garantidos para poder provar isso, junto à sua defesa, que ele é um homem de bem. Ele tem o direito de provar isso. Ele tem acusações sobre ele, mas ele é um homem de bem. Isso eu posso garantir.
Fantástico – Durante o tempo que você se relaciona com ele, você teve conhecimento das atividades dele? Jogos, caça-níqueis, e tudo o mais?
Andressa – Não tive conhecimento. A imprensa chama o Carlos de bicheiro, meu marido não é bicheiro. Bicheiro em Goiás tem outros nomes. Tem mais de 20 mil máquinas de apostas eletrônicas no jogo do bicho. E eles têm outros nomes. A polícia não está nem um pouco preocupada em investigar. E o Carlos que eu conheço é empresário, faz consultorias para empresas, trabalhou durante anos, aproximadamente 10 anos com a Loteria do Estado de Goiás. Trabalhou no ramo de medicamentos.
Fantástico – No ano passado, o Fantástico fez uma reportagem que mostrava o envolvimento dele com a importação de máquinas caça-níqueis. Você tem conhecimento disso?
Andressa – Não tive conhecimento.
Fantástico – Porque ele foi até a CPI e escolheu ficar calado? Ele vai depor, provavelmente, na semana que vem. Ele disse como vai ser o comportamento dele no depoimento?
Andressa – Não. Ele disse pra mim que tem muito o que falar, que ele quer contribuir e pediu para eu falar para o Brasil que ele tem o que dizer, inclusive para a sua própria defesa.
Fantástico – Esse 'tem o que dizer' envolve os políticos que são acusados de terem um relacionamento com ele, de terem recebido dinheiro dele ou de terem recebido dinheiro em troca de favores?
Andressa – Talvez, talvez sim.
Fantástico – Você acha que não há que falar?
Andressa – Não sei se existe alguma coisa para ser falada ou se não existe. Isso é uma coisa que eu realmente não sei. Mas ele acredita que ele pode contribuir, quer falar. Enfim, ele quer dar uma entrevista, quer falar com a imprensa.
Fantástico – Você recebeu um convite para posar numa revista masculina. Você aceitou?
Andressa – Não. Eu recebi o convite.
Fantástico – Como é que você vê essa notoriedade toda em torno de você numa situação, para a maioria das mulheres, é muito constrangedora ter o marido preso?
Andressa – Para mim também é muito constrangedor. Mas eu sou uma mulher de muita fé, uma mulher segura daquilo que eu quero e daquilo que eu acredito. Então, pra mim não tem limites. A minha luta com o Carlos não tem limites. Eu não consigo mensurar para você o tamanho da minha luta. Ele, junto com os meus filhos, é a prioridade na minha vida, e vai ser sempre.
Fantástico – Como é o seu padrão de consumo? Como é que você, o que você gosta de comprar, o que você gosta de gastar o seu dinheiro?
Andressa – Eu gosto de comprar coisas que mulherzinha gosta, nada de especial. Sou uma pessoa simples, tenho o dia a dia agitado com os meus filhos, levo no colégio, natação. Então, uma vida normal.
Fantástico – Você é muito gastadeira?
Andressa – Não muito.
Fantástico – A polícia diz que tem uma gravação do Carlinhos discutindo com um administrador dele, uma conta de cartão de crédito sua de mais de R$ 60 mil. Ou US$ 60 mil. Eles não dizem que moeda é, sobre os gastos feitos em Miami. Isso ocorreu?
Andressa – Pode ter acontecido sim. Eu estava comprando roupas de cama, algumas coisas para casa. Pode ter acontecido sim.
Fantástico – Você, neste mesmo mês, ele teria tido um gasto no cartão de crédito de R$ 500 mil. Os negócios dele produzem esse dinheiro suficiente para esse nível de gasto?
Andressa – Eu não sei tanto sobre os negócios dele nem... Eu tava morando com ele há pouquíssimo tempo. Então, é uma coisa que eu não sei te responder.
Fantástico – Essa casa na qual ele foi preso. É uma casa que está envolvida em muita polêmica. Como é que vocês foram morar nesta casa?
Andressa – Na verdade, um amigo emprestou para mim. Eu estava me separando e precisava de uma casa meio a toque de caixa, com urgência, assim. E eu fiquei nessa casa..
Fantástico – E esse amigo disse de quem era a casa?
Andressa – E eu fui ficando, fui ficando... Disse que era de um empresário. De um empresário amigo dele. Fiquei...
Fantástico – E você pode dizer o nome desses amigos?
Andressa – Eu prefiro não. Já foi dito. Eles já foram depor na CPI. Então acho que já está bem esclarecido esse assunto.
Fantástico – Havia um projeto do Carlos de vocês morarem em Goiânia no Edifício Excalibur?
Andressa – Ele comentou, uma vez, de relance comigo, mas eu até morava em um bairro próximo, gosto do setor. Mas não concordei com a ideia.
Fantástico – Por que?
Andressa – Acho que não ficaria à vontade. Gosto de ficar onde me sinto à vontade.
Fantástico – Foi aí que surgiu essa casa?
Andressa – Não. Essa casa surgiu exatamente como eu estou te falando. De uma necessidade minha, mesmo.
Fantástico – Era uma casa para vocês ficarem morando durante quanto tempo?
Andressa – Uma casa provisória, para a gente ficar três meses, no máximo, para eu ficar dois meses, no máximo. E ele foi ficar lá comigo, depois.
Fantástico – Foi pra essa casa que você fez as compras nos Estados Unidos?
Andressa – Foi.
Fantástico – O decorador que falou à CPI também disse que vocês gastaram R$ 550 mil em móveis para esta casa. São R$ 550 mil para morar em uma casa provisoriamente?
Andressa – Eu não sei o valor exato que nós gastamos. Mas gastamos um dinheiro. Mobiliei a casa e obviamente levei a mobília comigo na mudança.
Fantástico – Você já saiu da casa?
Andressa – Já saí da casa.
Fantástico – Por que você escolheu dar a entrevista aqui na casa do pai do Carlos em vez de dar entrevista na sua própria casa?
Andressa – Porque eu fico muito aqui. Aqui é como se fosse a minha casa. A minha segunda casa é aqui. Então, como a família dele é também a minha família, eu passo a maior parte do tempo aqui. Então aqui é o lugar que eu me sinto a vontade.
Fantástico – Durante este tempo em que vocês ficaram juntos, vocês tinham um vida social bastante movimentada. Vocês viajavam. Nestas viagens você se encontravam, saíam para jantar, faziam programas com o governador Marconi Perillo?
Andressa – Não, com o Marconi não.
Fantástico – Você nunca encontrou com ele?
Andressa – Nunca. Encontrei o Marconi várias vezes, fez campanha para governador com o meu ex-marido, que é primeiro suplente do Demóstenes, e encontrei com o Marconi 'n' vezes durante a campanha eleitoral dele. Mas junto com o Carlos não.
Fantástico – E este encontro que vocês tiveram com o governador Agnelo Queiroz nos Estados Unidos? Vocês discutiram política ou foi um encontro social?
Andressa – Desculpa, com?
Fantástico – Com o governador Agnelo Queiroz.
Andressa – Nos Estados Unidos?
Fantástico – É.
Andressa – Eu não conheço o governador do Distrito Federal.
Fantástico – Vocês não se encontraram nos Estados Unidos?
Andressa – Não, não nos encontramos.
Fantástico – Vocês nunca se encontraram? Você, junto com o Carlos, nunca se encontraram com ele?
Andressa – Não, nunca vi.
Fantástico – Nunca teve um contato...
Andressa – Nunca.
Fantástico – E com o Fernando Cavendish?
Andressa – O Fernando teve algumas vezes aqui em Goiânia, mas eu nunca o encontrei. O Carlos provavelmente deve ter encontrado, mas eu nunca encontrei.
Fantástico – Qual é o relacionamento deles, dele com a Delta?
Andressa – Eu acredito que o Carlos era uma espécie de consultor da empresa. Não só da Delta, mas de algumas outras empresas em Goiás.
Fantástico – Mas ele é consultor muito próximo, ele tinha um relacionamento muito próximo com o Cláudio Abreu, por exemplo?
Andressa – Um relacionamento, acho, de amizade com o diretor da empresa.
Fantástico – Isso envolvia troca de favores? Avião emprestado?
Andressa – Talvez sim.
Fantástico – E ele dizia qual era a natureza dessa consultoria que ele prestava?
Andressa – Não. Para mim não dizia.
Fantástico – Quando o seu ex-marido foi vice do senador Demóstenes, quando ele foi indicado a suplente, o Carlos tinha contato com senadores, ele teve algum papel na indicação do seu ex-marido como suplente?
Andressa – Eles eram muito amigos. Eram próximos. Eram amigos. Falavam muito sobre política. Provavelmente, sim. Devem ter falado bastante sobre esse assunto sim.
Fantástico – Algumas gravações que apareceram na imprensa foram feitas pelo próprio Carlos. Depois divulgadas. Ele costumava gravar muito as conversas que ele tinha, filmar?
Andressa – Eu não sei te responder isso. Eu nunca vi e não participei disso. Não sei te responder.
Fantástico – A vida cotidiana de vocês, alguma vez ele filmou?
Andressa – Absolutamente. Não.
Fantástico – A polícia diz que o espião que trabalhava para ele fazia escutas telefônicas, grampeava, você alguma vez foi grampeada?
Andressa – Devo ter sido grampeada pela polícia. Provavelmente.
Fantástico – Qual seria o objetivo da Polícia em grampear o seu telefone?
Andressa – Não sei. Talvez interceptar alguma conversa minha com o Carlos, já que ele foi grampeado durante muito tempo.
Fantástico – O fato dele ter essas gravações, algumas já são conhecidas, públicas, foram feitas por ele, o que você acha que motivava ele a fazer isso?
Andressa – Talvez mostrar a verdade para as pessoas, para o País?
Fantástico – A verdade do que?
Andressa – Não sei. Quem cobra propina, quem achaca empresários, talvez.
Fantástico – A polícia diz que essas gravações estavam sendo usadas para chantagear políticos e funcionários do governo para que fizessem o que ele queria...
Andressa – Meu marido não é chantagista. Ele é um homem bom.
Fantástico – Você já teve oportunidade de fazer uma visita íntima na prisão?
Andressa – Não.
Fantástico – Isso foi agendado, foi solicitado?
Andressa – Não, ainda não.
Fantástico – Vocês ainda se veem através do vidro?
Andressa – Agora neste novo presídio vamos ter visita social. Na federal acontecia visita social, entre aspas, pelo vidro. Ao meu ver, não é uma visita social.
Fantástico – Essa visita agora, então, vai permitir um contato físico?
Andressa – Contato físico.
Fantástico – Mas não visita íntima?
Andressa – Também.
Fantástico – Quando a Comissão de Ética do Senado recomendou a cassação do senador Demóstenes, qual foi a reação do Carlos?
Andressa – O Carlos estava muito debilitado em Mossoró, estava doente, perdeu quase 20 quilos, e acho que não estava nem em condições de avaliar a situação do Demóstenes.
Fantástico – Eles eram próximos? Ele e o Demóstenes?
Andressa – Eles eram amigos. Amigos sim.
Fantástico – O seu relacionamento com ele é de muito antes de vocês irem morar juntos?
Andressa – Não.
Fantástico – Vocês estavam planejando se casar quando ele foi preso. Alguma coisa mudou nos planos?
Andressa – Não, vamos nos casar.
Fantástico – E se ele não for solto?
Andressa – Vamos nos casar.
Fantástico – Você vai se casar mesmo com ele preso?
Andressa – Mesmo com ele preso.
Fantástico – Você vai (não entendi)?
Andressa – Não. Mas ele vai ser solto. Quero poder acreditar na justiça desse país. Quero acreditar que não tem mandatário, político mandando na nossa justiça.
Fantástico – Você sabe qual é o paradeiro de Giovani Pereira da Silva?
Andressa – Não.
Fantástico – O que aconteceu com ele?
Andressa – Está foragido.
Fantástico – Por que ele continua foragido, já que ele é um funcionário do Carlos?
Andressa – Não consigo te responder isso. A defesa dele vai poder falar.
Fantástico – O governador do Estado do Rio de Janeiro também tem sido citado nessas investigações. Em algum momento vocês encontraram Sérgio Cabral?
Andressa – Não. Nunca o vi.
Fantástico – No momento em que houve um acidente na Bahia, em que inclusive morreu a mulher do Cavendish, o Carlos foi acionado para mandar avião, prestar socorro e tudo o mais. Ele era muito próximo do Cavendish então?
Andressa – Talvez um pedido do Cláudio, que é muito amigo do Carlos, muito próximo. Talvez isso. O Carlos é um homem muito solícito, um homem onde as pessoas sempre recorrem. Ele é um homem bom, não fala não para ninguém. Talvez por isso.
Fantástico – Ele é operador de caça-níquel?
Andressa – Não.
Fantástico – Ele nunca teve máquina caça-níquel?
Andressa – Eu não sei te responder. Acredito que não.
Fantástico – Vocês nunca discutiram esse assunto?
Andressa – Não que eu me lembre.
Fantástico – Em maio do ano passado, o Fantástico fez uma reportagem em que ele era apontado pela polícia como o operador de várias casas de caça-níqueis. Você não ficou sabendo dessa reportagem?
Andressa – Não. Não fiquei. Eu tenho certeza que ele nunca teve casas de caça-níquel, de bingo. Absolutamente.
Fantástico – Quando o médium João de Deus... Você conhece João de Deus?
Andressa – Já o vi aqui, na casa do meu sogro. Ele vinha orar para a minha sogra, que faleceu.
Fantástico – Quando ele foi visitar o presidente Lula, em São Paulo, foi o Carlos quem arranjou a visita, cedeu o avião?
Andressa – Não sei te responder.
Fantástico – Mas vocês têm contato com o João de Deus? A família é espírita?
Andressa – Acho que não. Não sei. Acredito que não. Mas ele é uma pessoa que mora em Anápolis, é uma figura fácil aqui. Ele ora pelas pessoas que estão doentes. Ele veio orar pela minha sogra algumas vezes.
Fantástico – Como é que as suas crianças estão reagindo a isso tudo?
Andressa – Saudade. Não entendem, não tem muita idade para entender.
Fantástico – Que idade elas têm?
Andressa – Seis e quatro. Mas o Carlos é uma pessoa que faz muita falta na vida de todos nós, principalmente para as crianças. É muito amoroso.
Fantástico – Você acha que o Carlos, ao longo da história dele, como é que ele construiu essa reputação de contraventor e de manipulador de políticos, quando você afirma com tanta convicção de que ele opera na legalidade, como empresário?
Andressa – Ele vem de uma família onde o pai dele era bicheiro, talvez sobrenome, Cachoeira, na família ser uma tradição. Enfim. Não acredito que ele venha a ser.
Fantástico – Como é que ele construiu essa reputação de contraventor, de manipulador de políticos, de corruptor, de corrupção ativa e passiva, se você afirma com tanta convicção de que ele é um empresário que opera na legalidade?
Andressa – Acho que foi muitas vezes achacado, chantageado e acredito nele. Acredito na versão dele. E acredito que ele é um homem bom.
Fantástico – Achacado por quem?
Andressa – Talvez políticos.
Fantástico – Quais políticos?
Andressa – Não saberia falar. Mas...
Fantástico – Você acha que ele está disposto a dizer o nome desses políticos no depoimento?
Andressa – Talvez. Talvez sim.
Fantástico – Qual é a esperança que você tem agora de que ele será solto? Qual é a possibilidade real?
Andressa – A prisão dele, na minha opinião, já está ilegal. Então ele tem possibilidades reais de ser solto a qualquer momento. Não é? Uma vez que todas as pessoas que tinham mandado de prisão na Operação Monte Carlo estão soltas, por que só ele ficar preso? Por que a juíza que soltou todos da Operação São MIchel, que revogou todos os pedidos de prisão na Operação São Michel, não soltou ele? Pra mim é estranho, pra mim é discriminatório. O juiz vai na televisão, dois dias antes de um julgamento importante para ele, onde ele ia ser julgado, ia ser importante para a soltura dele, vai na imprensa e diz: 'fui ameacado'. A procuradora diz: 'fui ameaçada'. E insinua que foram ameaçados por nós. Ora, nós queremos que a polícia federal investigue. Nós somos pessoas de bem. Ele é um homem de bem. Ele não pode sofrer essa injustiça. Isso não pode ser jogado na conta dele. Queremos que a polícia investigue e somos solidários à família. Tanto do juiz quanto dos procuradores, que se dizem ameaçados.
Fantástico – De onde pode ter partido essa denúncia de ameaça? Na sua teoria.
Andressa – A polícia prescisa descobrir. De gente que está se prestando a fazer o mal. Gente que, com certeza, de bem não é.
Fantástico – Quem é que você acha que tem interesse nele preso hoje?
Andressa – Políticos, talvez? A quem interessa a prisão dele, eu pergunto? Por que estão mantendo ele preso?  Por que desembargadores e ministros dão a negativa para ele ir a julgamento e, no outro dia, recebem promoções? Quero acreditar, quero poder acreditar que  justiça desse país vai ser imparcial.
Fantástico – Você vê o ânimo dele se deteriorando ao longo deste tempo na prisão?
Andressa – Ele está doente, está doente psicologicamente, fraco, perturbado, mas está bem. Está preso há quatro meses, não são quatro dias.
Fantástico – Ele tá numa cela comum?
Andressa – Está numa cela comum.
Fantástico – Por que ele brigou na cadeia?
Andressa – Ele brigou porque estava passando um programa onde incita a violência, onde tava uma pessoa baleada e ele é avesso a esse tipo de programa. E ele pediu para desligar esse programa, que é logo após o almoço. E os outros presos, aí começou uma discussão, porque eles não queriam que desligasse. E ele ficou irritado, porque ele esse não é um programa que eleva a alma de ninguém, muito menos de quem está preso.
Fantástico – E isso piorou um pouco a situação dele?
Andressa – Piorou, mas ele também foi mantido algemado dentro da cela por horas. Isso não é cárcere privado? A polícia pode fazer isso?
Fantástico – Ele foi algemado porque foi agressivo?
Andressa – Não, ele não é agressivo. Pelo contrário. É um homem doce. Ele foi algemado porque ele é único. E que tem pedido socorro. Tá gritando por socorro pra justiça brasileira olhar para o caso dele. Ele tem direito a responder em liberdade. É isso o que a gente espera. A pessoa no Brasil hoje mata a esposa, conheço vários casos, inclusive, na minha cidade. O homem matou a esposa com um tiro na face e não ficou nem um dia preso. Quel mal o meu marido fez? Volto a repetir. Que mal ele fez? Ele não fez mal a ninguém. Ele é uma pessoa que só faz bem às pessoas. Só o bem. Esse é o Carlos que eu conheço.
Fantástico – Mas se ele fez mesmo corrupção ativa e passiva, não faz mal a alguém? Contrabando, lavagem de dinheiro?
Andressa – Ele é inocente.
Fantástico – Contravenção?
Andressa – Ele é inocente. Precisa de liberdade para ele poder se defender. Ele precisa provar que é inocente.
Fantástico – Eu gostaria de voltar uma pergunta que eu fiz antes porque eu queria que você elaborasse um pouco mais. Na declaração de Imposto de Renda dele, ele declara uma renda de $ 20 mil por mês, sendo que em apenas um mês, o cartão de crédito dele foi de R$ 500 mil e o seu de $ 60 e poucos mil. E ele estava pagando por essa conta. Qual a fonte de tanto dinheiro? Mesmo a indústria farmacêutica pode produzir tanto lucro para sustentar esse tipo de gasto?
Andressa – Não só ele tava pagando por essa conta. Eu também ajudo ele a pagar as contas. Ele não paga todas as minhas contas. Eu tenho uma boa pensão, tenho o pró-labore, fruto do meu trabalho, da moinha empresa. E eu acredito que, se ele comprou, ele tinha de onde tirar.
Fantástico – Você acha que ele não tem nenhuma fonte ilícita de rendimento?
Andressa – Não acredito. 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Diferenças gritantes entre o bem e o mal. "Agnelo Queiroz e Marconi Perillo"


Xeque - Marcelo Bancalero


Pois é...
Existe uma diferença gritante  nas atitudes dos governadores.
Um, vítima de uma quadrilha que tentou o incriminar, outro criminoso que tem ajuda da quadrilha para tentar se safar.
Um é atacado para  assim, tentarem macular o governo do PT, outro  é blindado por ter  atrás de si a máfia midiática e demotucanos que temem perder os poderes que ainda lhe restam!
Será possível que eles ainda acreditam que podem se safar disso?
É muita ingenuidade pensar que o povo não amadureceu com a ajuda das redes sociais e blogueiros que trazem a verdade à luz.
Acabou a manipulação midiática!
O fiscais da mídia estão juntos, unidos por um ideal em comum acabar com o PIG e exorcizar o Brasil destes corruptos!

Agnello é incisivo, Perillo se protege na parcialidade midiática

Estas cópias de cheques que comprovariam que Perillo não recebeu em dinheiro pela venda de sua casa a Cachoeira, não limpam a barra do tucano, pois quem os expede é uma empresa do sobrinho do contraventor...
Em seu depoimento, Marconi Perillo deixou questionamentos em aberto e não foi nada ousado em em sua defesa.
Sobre a questão da compra de uma casa de sua propriedade por Carlinhos Cachoeira com valores milionários o governador tucano pouco explicou, além de dizer que não vendeu [diretamente?] para o contraventor preso na operação Monte Carlo da Polícia Federal.

Segundo o que foi publicado no portal Ig, o político do PSDB não elimina gravíssimas suspeitas sobre esta transação:

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), apresentou na manhã desta terça-feira cópias dos cheques que alega ter recebido como pagamento por uma casa vendida por R$ 1,4 milhão.

Com isso, Perillo contradiz a versão apresentada na semana passada pelo empresário Walter Paulo Santiago, que disse à CPMI do Cachoeira ter pago o valor em dinheiro.

Foi nesta casa vendida por Perillo que o contraventor Carlinhos Cachoeira foi detido pela Polícia Federal em fevereiro.

Os cheques estão em nome de Excitant Indústria e Comércio e Confecções, empresa que teria recebido dinheiro de uma companhia ligada a Cachoeira.

O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) obteve na Junta Comercial dados a respeito da linha sucessória de sócios da Excitant. E consta como um últimos dos sócios da empresa um sobrinho do bicheiro Carlos Cachoeira, de nome Leonardo de Almeida Ramos.

Apresentar cópias de cheques para afirmar que não recebeu 

qualquer quantia e
 
m dinheiro  do bicheiro Cachoeira neste negócio perde toda a sustentação com a descoberta de que o cheque é de uma empresa, coincidentemente(?), administrada por um sobrinho de Cachoeira...

Por sua vez, Agnelo Queiroz, desafiou quem pudesse provar seu envolvimento com agentes do crime organizado.
Indiretamente, deu a entender, que não nomeou ninguém em seu governo a pedidos do contraventor como teria feito o governador de Goiás:

“É legitimo eu questionar, quero o nome de uma pessoa que eu tenha nomeado a pedido de Cachoeira. Um só nome que eu tenha nomeado a pedido de Cachoeira com todas as 30 mil horas de gravação [da Operação Monte Carlo]”,

Agnelo Queiroz, ao contrário de Marconi Perillo que deixou a serviço da CPMI e do Judiciário tal questão, abriu seus sigilos
bancário, fiscal e telefônico para a comissão parlamentar analisar, para segundo o governador petista, não mais “conviver com desconfiança da sua biografia”.

E como agiu a grande imprensa?
Como um medíocre e mal intencionado arbitro de futebol, que para equilibrar embate desequilibrado pela técnica superior de um dos oponentes, usa do apito para dificultar o êxito de quem se sai melhor em campo.

No caso em questão a grande imprensa e seus prepostos correram para dizer que a situação de ambos é igualmente complicada...

Não há aqui a presunção da inocência de Agnelo Queiroz, pois as investigações podem contradizê-lo e tornar sua situação complicada.

O que há é um juízo de que o governador do Distrito Federal, sucessor dos governadores desastrosos para o povo da capital brasileira como Maria Abadia, Joaquim Roriz, José Arruda e Paulo Octávio, não ficou no canto do ringue, sem defesa e sem argumentos contundentes para contradizer seus acusadores.
Além disso não titubeou em liberar seus sigilos e colaborar com as investigações.

Já o PSDB gritou contra o pedido da CPMI para ter acesso aos sigilos de Marconi Perillo, conforme publicado na Agência Brasil, no dia de seu depoimento:

"Ele não é investigado. O relator se perde, ele está aqui como testemunha", gritou o deputado, que foi apoiado pelo senador Mário Couto (PSDB-PA) e pelos deputados Ônix Lorenzoni (DEM-RS) e Vanderlei Macris (PSDB-SP).

Já o governador Marconi Perillo não abriu mão de seu sigilo ao responder a pergunta feita pelo relator. Ele alegou não ver motivo suficiente nem fundamentação para quebra de sigilos. "Esta decisão, contudo, não me cabe, cabe à CPI e ao Judiciário. Vocês são quem devem tomar tal decisão", disse o governador.

Não fosse a parcialidade escandalosa de grande parte da imprensa e Marconi Perillo já teria caído face aos gravíssimos vestígios de seu envolvimento em um esquema criminoso.
Mais uma vez a imprensa tenta salvar os seus e no máximo, para não perder o jogo, empatar levando um dos adversários mais cedo para o chuveiro, como se diz no jargão do futebol quando um atleta é expulso de campo.

Em tempo:
O R7 publicou que "Depois que Agnelo liberou seu sigilo, governador de Goiás consentiu em liberar dados. Os sigilos bancário, telefônico e fiscal dos governadores Marconi Perillo (PSDB-GO) e Agnelo Queiroz (PT-DF) deverão ser quebrados na próxima quinta-feira (14).


Quanta valentia do tucano, parece aquela cena de quem tá no escuro e não sabe o que tem pela frente e resolve "avançar" protegido pela iniciativa daquele que põe o corpo a frente para seguir adiante.

Agnelo denuncia tentativa de derrubá-lo e abre sigilos bancário, fiscal e telefônico ao Parlamento

13/6/2012 14:25,  Por Redação - de Brasília
Queiroz
Agnelo Queiroz fala aos parlamentares na CPMI do Cachoeira
O depoimento do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz(PT), na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que investiga as relações de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados foi palco, nesta quarta-feira, de uma nova disputa entre a base de apoio ao governo e a oposição. Agnelo denunciou um esquema em que se “misturam mentiras e meias-verdades para me desgastar e me tirar do governo do Distrito Federal” e negou qualquer envolvimento com o esquema de jogos ilegais, corrupção e tráfico de influência comandado por Cachoeira.
Segundo governador a depor na CPI mista do Cachoeira, Queiroz falou aos parlamentares um dias depois que o de Goiás, Marconi Perillo, negou qualquer ligação com o contraventor Cachoeira. De acordo com as investigações, o contraventor seria sócio oculto da construtora Delta, que manteve contratos de serviços de limpeza urbana com o governo do Distrito Federal até a semana passada. As mesmas investigações afirmam que o grupo de Cachoeira teria também tentado fraudar licitação de bilhetagem eletrônica no transporte público do DF, negócio que acabou não se concretizando. O governador também foi instado a explicar sobre o crescimento do seu patrimônio desde 1998. Nesse período, a soma dos seus bens teria aumentado quase 12 vezes
Em resposta aos questionamentos sobre seu patrimônio, Queiroz ofereceu à CPI do Cachoeira seu sigilo bancário, fiscal e telefônico, com o argumento de que “quem não deve não teme”. O anúncio do governador arrancou aplausos e assovios de assessores do governo do Distrito Federal e parlamentares, que acompanhavam a sessão da CPI. Na sala ao lado da CPI, mais de 30 assessores e deputados assistem à sessão e aplaudem Agnelo conforme as respostas do governador.
– O governador mostrou que não tem nada a esconder – disse o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).
O deputado da oposição Onyx Lorenzoni (DEM-RS) pediu que a promessa de Agnelo seja formalizada ainda hoje e nos mesmos termos das outras quebras de sigilo feito pela CPI, com o prazo de dez anos. O presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), disse que a formalização será discutida depois pela CPI. A promessa de Agnelo foi um aceno à CPMI contra o governador de Goiás Marconi Perillo, do PSDB. Na véspera, o tucano causou bate-boca no plenário ao se recusar a oferecer a quebra de sigilo.
– O PSDB agora acabou. Perillo tem medo, Agnelo não – disse o deputado Silvio Costa (PTB-PE).
Além de negar irregularidades em seu governo, Queiroz desafiou aos parlamentares que encontrassem qualquer falha no contrato com a Delta, cujo ex-diretor era parceiro de Carlos Cachoeira.
– Essa é a história de um governo que vem ser perseguido pelo crime organizado e de um governante que a despeito disso trabalha para restituir o poder público no DF. O contrato da Delta não foi assinado em meu governo e foi a mando da Justiça. Mas o governo eleito não era amigo. Depois de 26 dias que tomei posse determinei um auditoria profunda – disse.
O governador afirmou, ainda, no depoimento à CPMI do Cachoeira, que o grupo do empresário Carlos Cachoeira “tentou, mas não conseguiu”, fraudar uma licitação no governo do Distrito Federal. Segundo Agnelo, a investigação da Polícia Civil do DF sobre a atuação do grupo de Cachoeira na licitação da bilhetagem eletrônica do DFTrans mostra que o governo do DF não tem ligação com o grupo.
– O grupo de Cachoeira tentou fraudar uma licitação do sistema de bilhetagem. Tentou, mas não conseguiu porque o DFTrans sequer realizou a licitação – acrescentou o governador.
Outra acusação, a de que Cachoeira tinha influência em seu governo, segundo Queiroz, é uma ofensa “à inteligência alheia”.
– Como então falar em Carlos Cachoeira operando em licitação no GDF se não houve a licitação? Se ele tivesse ligação do governador, precisava de lobista para chegar até o secretário de Transportes? Não vamos ofender a inteligência alheia – disse.
Queiroz desafiou ainda que qualquer um apontasse algum ato do DF em favor de Cachoeira.
– Que ato do governador que beneficiou essa organização? Quando foi? Eu quero um só – pontuou.
Queiroz levantou, ainda, um outro caso levantado pela Polícia Federal para reafirmar que o governo do DF impediu a atuação do grupo de Carlos Cachoeira.
– Os autos da operação Monte Carlo mostram que eles forjaram a compra de terras públicas e tentaram legalizar a posse. Foi mais uma tentativa frustrada”, disse. “Se Cachoeira tinha acesso ao governador, porque tinha que aliciar funcionários da base e mesmo assim não conseguiu? – questionou.
Anvisa
Queiroz defendeu-se, ainda, da acusação de que teve responsabilidade administrativa na autorização de funcionamento de uma importadora de medicamentos pertencente a um empresário que lhe vendera uma casa.
– O que foi investigado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o próprio certificado mostra que não há nenhum envolvimento meu – afirmou.
Agnelo disse ainda que todas as suas contas como diretor da agência foram aprovadas pelo TCU:
– A Anvisa tem um grau de rigor absurdo. Nenhum dirigente da Anvisa consegue atestado de boas práticas. E todas as minhas contas da Anvisa estão aprovadas pelo Tribunal de Contas da União. Na minha gestão na Anvisa, mudamos toda a demanda reprimida que havia ali. A agência deu um grande salto nesses últimos anos com a minha modesta colaboração como diretor. E observo, fui diretor, não presidente da Anvisa – concluiu Queiroz.

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