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terça-feira, 21 de abril de 2015

Alckmin tenta tirar licença-maternidade de funcionárias públicas.

Xeque - Marcelo Bancalero


São Paulo - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), moveu uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal contra a lei que regulamenta a licença-maternidade de funcionárias públicas em estágio probatório - período de três anos em que o funcionário público fica sob avaliação até adquirir estabilidade. O dispositivo questionado consta da Lei Complementar 1199/13, cujo projeto foi enviado pelo próprio governador, mas passou por alterações na Assembleia Legislativa.
Na ação, Alckmin pede que os seis meses da licença-maternidade não sejam computados como tempo de serviços prestados no estágio. Se a ADI tiver aprovação da maioria dos ministros do STF, as servidoras gestantes terão de repor o semestre da licença depois de retornarem ao trabalho, ainda submetidas ao período probatório.
Geraldo Alckmin, governador de São Paulo
Geraldo Alckmin, governador de São Paulo
Nilton Fukuda/Estadão
A emenda que inclui os seis meses da licença no cálculo do estágio foi proposta pelos líderes de bancada na Assembleia, incluindo o do PSDB, o ex-presidente da Casa Barros Munhoz. Ao sancionar a lei, Alckmin vetou esse artigo, mas os deputados estaduais derrubaram o veto e, por isso, o tucano agora tenta barrar a aplicação do dispositivo no Supremo.
Entidades que lutam pelos direitos das mulheres criticam a ação movida por Alckmin por entenderem que a ADI atrasa a carreira das funcionárias que engravidarem antes de serem efetivadas pelo Estado. Isso, na prática, também causaria às gestantes prejuízos financeiros pelo semestre a mais que elas terão de cumprir de estágio probatório. Quem não engravida durante o estágio probatório seria promovida antes de uma funcionária que foi mãe nesse período.
Em nota enviada pelo Palácio dos Bandeirantes ao Estado,  o governo estadual justifica a medida argumentando que o trecho da lei referente à licença no estágio probatório "está em desacordo com a Constituição Federal". O texto cita o artigo 41 da Carta, que apenas trata do prazo de três anos para um servidor concursado obter estabilidade no emprego e das situações em que o funcionário perde a garantia do emprego. A Constituição, nesse artigo, não faz nenhuma menção à licença-maternidade de funcionárias em estágio probatório.
O presidente do Supremo, ministro Ricardo Lewandowski, decidiu que a ADI seja julgada em rito abreviado, remetendo a ação diretamente para análise em plenário. O ministro entende que há "relevância da matéria e o seu especial significado para a ordem social e a segurança jurídica".
A ação movida por Alckmin motivou críticas de entidades ligadas aos funcionários públicos e aos direitos das mulheres. "O governador Geraldo Alckmin, que é médico, está agindo contra os interesses das mães e contra toda proteção à maternidade trazida pela Constituição Federal, penalizando servidoras pela gravidez", afirmou a presidente do Sindicado dos Agentes Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo (Sinafresp), Miriam Arado.
Diretora jurídica da Artemis - associação engajada pelas causas femininas -, Ana Lúcia Keunecke afirmou que a medida de Alckmin "viola os direitos humanos" e classificou a postura do governador como "discriminatória".  A advogada disse que vai protocolar uma denúncia contra a ação aberta por Alckmin no Ministério Público de São Paulo (MPE-SP) e também na Defensoria Pública. Os dois órgãos podem instaurar procedimentos que busquem barrar a aprovação da ADI no STF.    
"Essa ação é discriminatória. Ela fere tratados internacionais assinados e ratificados pelo Brasil, bem como a própria Constituição, que prevê igualdade", afirmou Ana Lúcia. Para ela, a ADI movida por Alckmin também desestimula as mulheres a terem filhos.
A diretora jurídica da Artemis afirmou que, se a ação for aprovada pelo Supremo, o tratamento entre homens e mulheres deixará de ser isonômico no serviço público. Como exemplo, Ana Lúcia disse que, se um homem em estágio probatório ficar quatro meses afastado por problemas na coluna, os dias em que ele ficou fora serão computados normalmente.

sábado, 24 de janeiro de 2015

A mentira deslavada de Alckmin enganou população de São Paulo favorecendo sua reeleição



Xeque - Marcelo Bancalero

O nome disso é safadeza!
Alckmin mostrou apenas uma coisa com sua mentira deslavada...
Tudo foi para seu benefício próprio.
Sua reeleição.
Mas por que ,mesmo agora, ele continua tentando fugir do racionamento, como o diabo foge da cruz?
Leia o excelente artigo de Conceição Lemes no Viomundo;

Por que o governador Geraldo Alckmin foge do racionamento da água como o diabo da cruz



Alckmin inaugurando o volume morto
Para o professor Júlio Cerqueira César Neto, o grande responsável pela atual crise da água é Alckmin: “É uma crise anunciada que começou a ser gestada em 2001, quando ele assumiu o governo de São Paulo”
por Conceição Lemes

sábado, 16 de agosto de 2014

O descaso de Geraldo Alckmin com as mulheres é um absurdo! #DesapegaSP #AlinhaSPcomBrasil #VemPadilharComigo

Xeque-Marcelo Bancalero
Um sujeito desatualizado total. Todo mundo sabe o que as mulheres passam nos metrôs. Se a mulher, filha ou irmã dele pegasse esse tipo de transporte. Talvez fosse diferente.
Mas acontece que elas não precisam  de transporte público...
Vejam Alckmin na foto com netinho utilizando helicóptero oficial  para passear...
Aliás...
Essa turma do PSDB, gosta muito de helicópteros e aeroportos  não é mesmo?
Lembram do helicóptero do amigo do Aécio, e dos aecioportos?
Já de Geraldo Alckmin nada de novo...
O que esperar de um cara que foge das responsabilidades ( http://migre.me/l3nJt) e engasgou ao ser perguntado se colocaria seus filhos ou netos numa escola pública?(http://migre.me/l3nO7)...
E cujo descaso e desrespeito com as mulheres são noticias a todo momento como o Concurso da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo que pede comprovante de virgindade ( http://migre.me/l3nWH)
Leia mais;


Alckmin diz que vai vetar projeto que cria vagões para mulheres

Paulo Saldaña - O Estado de S. Paulo
12 Agosto 2014 | 21h 38

Em evento nesta terça-feira, governador de São Paulo afirmou ainda que deve aprovar fim da revista íntima nos presídios


SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou nesta terça feira, 12, que vai vetar o projeto de lei que criaria vagões exclusivo para as mulheres no transporte sobre trilhos no Estado de São Paulo. O governador ainda adiantou que deve aprovar o fim da revista íntima no sistema penitenciário, mas que a medida só será viabilizada com a instalação de scanner nas unidades prisionais.



Alckmin convocou coletiva de imprensa para anunciar o veto aos chamados vagões rosa, em evento conjunto com representantes de lideranças de entidades feministas e do Conselho Estadual da Condição Feminina. "Louvamos a intenção do legislador, mas não achamos que a separação ou a segregação seja o caminho", disse ele. "Desde o início não víamos com bons olhos, mas preferimos ouvir as entidades. E confluiu".



Reuters
26% de seguranças do Metrô e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) são mulheres




Na conversa com as entidades, a reivindicação era por uma política mais consolidada de proteção às mulheres no sistema de transporte. E uma das medidas é a própria contratação de mais mulheres para cargos de segurança. Hoje, 513 (26%) de um total de 1.960 seguranças do Metrô e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) são mulheres. "Não dá para aumentar de repente, mas queremos equilibrar", disse o secretário do Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes.

Segundo ele, 58% dos usuários do sistema são mulheres. Fernandes ainda prometeu adequar o sistema a outras necessidades das mulheres, como a instalação de fraldários.

Revista. Com relação à revista íntima, o governador disse que ainda não decidiu se sanciona projeto que acaba com ela e na regulamentação impõe um cronograma de instalação dos scanners nas unidades ou veta e em seguida apresenta projeto de lei que já contenha esse plano."Ninguém pode ser favorável à revista íntima, mas do outro lado é preciso impedir a entrada de drogas no sistema prisional", disse. "O caminho é substituir a revista pelo scanner".

O principal entrave para o fim imediato das revistas, consideradas vexatórias, é o custo dos scanner, segundo o governo. Cada equipamento custaria de R$ 450 mil a R $ 500 mil. O Estado tem 160 unidades prisionais.


http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,alckmin-diz-que-vai-vetar-projeto-que-cria-vagoes-para-mulheres,1542820

Você deveria ler também...


http://xeque-mate-noticias.blogspot.com/2014/08/eleicao-em-sao-paulo-esta-em-aberto-62.html


 http://xeque-mate-noticias.blogspot.com/2014/08/alckmin-e-skaf-recebem-doacoes-de.html



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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Alckmin e Skaf recebem doações de campanha de empresas investigadas no cartel do metro de SP

Xeque - Marcelo Bancalero

Pois é...
Como eu disse na postagem anterior (http://migre.me/l2jXq), esperamos que reste um resquício de lucidez ao povo de SP, e escolham com responsabilidade quem eles querem na direção do estado a partir de 2015.
Por que não dá pra aceitar queo povo de SP seja tão inocente assim!
#DesapegaSP
Vamos apostar em #MudançaDeVerdade e #SemCorrupção com candidatos #FichaLimpa
Então...
 #AlinhaSPcomBrasil  #VemPadilharComigo

Leia mais;


Alckmin recebe R$ 4 milhões de empresas investigadas por cartel do metrô

Gil Alessi
Do UOL, em São Paulo


  • O governador do Estado de São Paulo e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSDB), recebeu R$ 4 milhões em doações para sua campanha eleitoral de três empresas que são investigadas por fraudes e formação de cartel em licitações do metrô de São Paulo e do Distrito Federal. O valor corresponde a 70% do total arrecadado pelo candidato (R$ 5,7 milhões). .
Em nota, a assessoria de imprensa de Alckmin informou que sua "campanha aceita apenas doações que estão de acordo com a Constituição. A Lei nº 9.504/97 (art. 24) permite que qualquer pessoa física ou jurídica, que esteja de acordo com as normas, participe do processo eleitoral".
Duas das empresas doadoras já são rés em processos na Justiça: a construtora Queiróz Galvão e a CR Almeida S/A Engenharia de Obras, que doaram respectivamente R$ 2 milhões e R$ 1 milhão ao comitê financeiro estadual para governador do PSDB. A Serveng Civilsan S/A Empresas Associadas de Engenharia, que é investigada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), colaborou com R$ 1 milhão.
Executivos dos consórcios dos quais a CR Almeida S/A Engenharia de Obras e a Construtora Queiroz Galvão fazem parte foram denunciados em 2012 por suspeita de fraude e formação de cartel na licitação para ampliar a linha 5-lilás do metrô de São Paulo. No total, 14 funcionários de 12 construtoras foram denunciados no caso.
As assessorias da Queiróz Galvão e da CR Almeida informaram que todas as doações são feitas de acordo com a legislação vigente.
A licitação foi aberta em outubro de 2008, quando o governador de São Paulo era José Serra (PSDB) -- ele deixou o cargo em 2010 para disputar a Presidência da República. Atualmente o tucano disputa uma vaga no Senado. Em 2013, Serra divulgou nota para afirmar que o governo de São Paulo não teve conhecimento e não deu aval para cartel em licitações do metrô.
A Serveng é investigada pelo Cade por suspeita de fraude em licitações realizadas em 2007 para compra de equipamento ferroviário e manutenção de linhas de metrô no Distrito Federal.
Em nota, a Serveng informou que "não possui contrato com o governo do Estado de São Paulo, por meio do Metrô, que seja objeto de investigação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica)".

Arrecadação de Skaf e Padilha

O peemedebista Paulo Skaf, que ocupa a segunda posição nas pesquisas na disputa pelo governo do Estado, declarou já ter arrecadado R$ 4,3 milhões, e o petista Alexandre Padilha, R$ 203 mil.
Os maiores doadores para a campanha de Skaf foram a Cosan Lubrificantes e Especialidades S.A e a Construtora OAS S/A que ofereceram R$ 1,5 milhão ao candidato. A OAS também é acusada de participar de fraudes e formação de cartel nas obras do metrô no Estado.

Skaf recebe doação de empresa de lubrificantes e construtora investigada


Do UOL, em São Paulo



A Cosan Lubrificantes e Especialidades S.A e a Construtora OAS S/A são as maiores doadoras para a campanha do peemedebista Paulo Skaf, candidato ao governo de São Paulo. Ambas doaram R$ 1,5 milhão cada. No total o candidato arrecadou R$ 4,3 milhões.Skaf é o segundo colocado na corrida pelo Palácio do Bandeirantes.
Executivos do consórcio da qual a OAS S/A faz parte foram denunciados por suspeita de fraude e formação de cartel na licitação para ampliar a linha 5-lilás do metrô. No total, 14 executivos de 12 construtoras foram denunciados no caso. O processo ainda tramita na Justiça.
A assessoria de imprensa o candidato informou que "a relação dos doadores foi apresentada de forma legal e transparente conforme a legislação eleitoral e a empresa citada é apta a doar nos critérios da lei."
A OAS divulgou nota afirmando que "todas as doações eleitorais realizadas pela OAS são feitas nas formas previstas em lei".









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Eleição em São Paulo está em aberto: 62% não sabe em quem votar Há uma chance de existir um resquício de lucidez da população de SP

Xeque - Marcelo Bancalero

A dica do comp@ Francisco Peña é de extrema relevância e confirma nossas afirmações ( http://migre.me/l26Ev ) quanto a certeza de que Padilha vai chegar lá.
Se trata de mais um excelente artigo do comp@ Rodrigo Vianna;
Na verdade as últimas pesquisas suspeitosíssimas feitas pelos institutos do PIG, deixavam a gente com a pulga atrás da orelha...
Como Alckmin pode ter 50% das intenções do eleitorado, com um índice de rejeição quase igual ao de votos?
Ou existe algo de errado nas pesquisas destes institutos, ou podemos dar certificado de idiota aos eleitores de SP!
Como entender o povo querendo  novamente esse desgovernador?
Com casos explícitos de corrupção tucana no estado, que não respeita as mulheres (http://migre.me/l27HX), descasos na gestão  que causaram o racionamento que ninguém assume, e a tentativa de maquiar a situação prejudicando ainda mais as condições de reservatórios ( http://migre.me/l285s), por pura exploração eleitoral...
E ainda tem a última...
Ministério Público investiga SABESP
Está no Estadão de hoje: a SABESP, a estatal que fornecia água à população do Estado está envolvida em mais um escândalo, dessa vez coisa que envolve algo em torno de R$ 1 bi. Escrevemos fornecia, porque na capital, Grande São Paulo e em um grande número de municípios do entorno da Região Metropolitana, ela já não fornece mais plena e nem satisfatoriamente, implantou o racionamento das 22 h às 6 h – e em alguns bairros só fornece em dias alternados. (http://migre.me/l2nrU)...
Seria inimaginável acreditar que o povo desse estado ainda quer Alckmin  por mais 4 anos, logo agora que existe a chance de mudança de verdade,bastando um clique certo na urna.
Mas pela dica do companheiro Peña, parece que existe uma esperança de lucidez do  eleitorado...
Vejamos;

"Olha essa pesquisa 62% afirma não saber em quem votar. Entre as mulheres, a indecisão atinge 68%. E entre os mais pobres, com renda até 2 salários mínimos e de 2 a 5 salários mínimos, 68% e 65%, respectivamente" Francisco Peña 

Leia mais;



Eleição em São Paulo está em aberto: 62% não sabe em quem votar


11 de agosto - 15:19
Entre os dias 26 e 28 de julho, o Ibope realizou pesquisas de intenção de voto para governador e senador em SP, MG, RJ, PE e DF. Os principais resultados foram amplamente divulgados pela imprensa. Nesse artigo, pretendo chamar a atenção para pontos pouco divulgados da pesquisa referente a SP. Nos próximos dias, traremos análises das pesquisas referentes ao RJ, MG, PE e DF.
candidatos-a-governador-sp
Antes de mais nada, convém averiguar o perfil do eleitor paulista: 33% dos entrevistados pertencem a famílias com renda de até 2 salários mínimos; 42% pertencem a famílias com renda de 2 a 5 salários mínimos; apenas 18% declararam ter renda familiar acima de 5 salários mínimos. 7% não responderam.
Vê-se, portanto, que a grande maioria é composta de trabalhadores. Esse é o dado óbvio. O que talvez não seja óbvio, considerando que 75% dos eleitores situam-se nas faixas de renda até 5 salários mínimos, é o fato de que a maioria destes trabalhadores são pobres, com o agravante de que parte importante vive em metrópoles, onde o custo de vida é maior e a inquietação e insatisfação com os serviços públicos igualmente pesa mais.
Intenção de voto – Na pesquisa espontânea (em que não são apresentados nomes aos entrevistados), Alckmin conta com apenas 16% das intenções de voto. Padilha e Skaf figuram com 2% cada. 62% afirma não saber em quem votar. Entre as mulheres, a indecisão atinge 68%. E entre os mais pobres, com renda até 2 salários mínimos e de 2 a 5 salários mínimos, 68% e 65%, respectivamente. Os resultados da pesquisa estimulada foram apresentados pelo próprio Ibope na forma de gráfico.
Entre os paulistas com renda familiar até 2 salários mínimos, 34% pretendem votar em Dilma, contra 18% em Aécio. Já entre os que compõem famílias com renda de 2 a 5 salários mínimos, a petista tem 29% contra 25% para o tucano.
A rejeição a Alckmin, segundo o Ibope, está na casa dos 18%. Padilha tem 19% de rejeição e Skaf, 13%. Porém, entre os eleitores com renda até 2 salários mínimos, a rejeição é baixa: Alckmin, Padilha e Skaf são rejeitados por 14%, 13% e 13%. Já entre os eleitores com renda acima de 5 salários mínimos, 25% afirmam não votar de jeito nenhum em Alckmin, 27% não votariam de jeito nenhum em Padilha e 13% não votariam de jeito nenhum em Skaf.
Senador – Na pesquisa espontânea para senador, Suplicy e Serra empatam com 4% cada. 73% não sabem em quem votar.
Já na pesquisa estimulada, entre os que pertencem a famílias com renda até 2 salários mínimos Serra tem 30% contra 18% de Suplicy; já entre aqueles com renda de 2 a 5 salários mínimos, 30% declaram votar em Serra contra 25% em Suplicy. 20% afirmam não saber em quem votar, e 14% pretendem votar em branco ou nulo, também com forte concentração entre os mais pobres: entre os que têm renda familiar até 2 salários mínimos, 22% estão indecisos e 15% pretendem anular o voto ou votar em branco.
Interesse e avaliação do governo – A pesquisa do Ibope traz informações preciosas sobre o interesse pela eleição e acerca do governo Alckmin. Tratam-se de dados que ajudam, se não a esboçar tendências eleitorais, ao menos relativizar as tendências ventiladas pela imprensa como líquidas, certas e imutáveis.
Enquanto apenas 18% dos entrevistados afirmam ter muito interesse na eleição e 22% afirmam ter interesse médio, expressivos 27% e 31% afirmam ter pouco interesse ou nenhum interesse, respectivamente, somando 58%. 2% não responderam. Entre os jovens, com idade entre 16 a 24 anos, o desinteresse atinge 62%. E entre os que têm renda familiar até 2 salários mínimos, 66%, muito superior ao desinteresse dos que têm renda acima de 5 salários mínimos, na casa dos 41%.
No tocante à avaliação do governo Alckmin, 38% consideram-no regular. 34% e 6% avaliam o governo com bom e ótimo, respectivamente, totalizando 40%, enquanto apenas 8% e 11% dizem achar o governo ruim e péssimo, respectivamente, totalizando 19%. Esse resultado mantém-se basicamente inalterado em todas as faixas de renda, níveis de escolaridade e faixas etárias. As variações são irrelevantes.
55% afirmam aprovar a maneira como o governador vem administrando, contra 45% que afirmam desaprovar. E, face à pergunta “E o(a) sr(a) confia ou não confia no Governador Geraldo Alckmin?”, os eleitores dividem-se pela metade: 46% confiam, contra 45% que não confiam. Para esses dados, as variações são igualmente pequenas entre faixa de renda, escolaridade e faixa etária.
A maior preocupação dos paulistas é a saúde. 45% afirmam que essa é a área na qual a população está enfrentando os maiores problemas. Em segundo lugar, com 15%, aparece educação. E, em terceiro lugar, com 9%, a tão discutida segurança, pouco à frente do abastecimento urbano, com 7%.
Entre os mais pobres, a distância entre os percentuais é maior. Entre os que têm renda familiar acima de 5 salários mínimos, saúde figura com 30%, contra 24% para educação e 14% para segurança – o que leva a crer que, entre famílias com renda superior a 10 salários mínimos (os chamados “formadores de opinião”), a preocupação principal talvez seja outra.
No tocante à avaliação do governo Dilma, 30% dos paulistas consideram-no regular, 21% e 4% avaliam-no como bom e ótimo, respectivamente, ao passo que 15% e 29% avaliam-no como ruim e péssimo, respectivamente. Entre os mais pobres, os percentuais aproximam-se destes. Entre os mais ricos, é ainda maior a avaliação negativa. 60% desaprovam a maneira como Dilma vem governando.
Conclusão – O quadro eleitoral em São Paulo é claramente favorável ao PSDB. Além de uma máquina eleitoral fortíssima, composta de prefeitos e vereadores em todo o Estado, conta a favor do atual governador e candidato à reeleição o peso do voto do interior, onde os problemas são menores do que nas metrópoles. Porém, é, sobretudo, na imagem pessoal de homem honesto, simples e trabalhador que reside o grande trunfo de Alckmin.
Essa imagem deve-se em grande medida à imprensa, que blinda o governador, mesmo nos raros momentos em que critica o governo. Não é preciso dizer que o apoio da imprensa não só pesa de maneira determinante na imagem pessoal do governador, como tem algum peso tanto na avaliação do governo Dilma e nos dados atuais de rejeição.
Que trunfos teria o PT? Além do peso dos eleitores com renda familiar até 5 salários mínimos, onde o partido e algumas de suas figuras públicas (como Lula e Marta) têm influência e a indecisão ainda é grande – esse é, aliás, o trunfo de Suplicy -, resta saber se a passagem de Padilha pelo Ministério da Saúde e a marca de pai do programa Mais Médicos será um trunfo a favor do petista.
Entretanto, o principal dos trunfos de Padilha talvez resida em um dado que a pesquisa não aferiu. A população sabe o que faz o governador? Sabe qual é o papel do governador no que diz respeito à saúde, à educação, à segurança, ao transporte e ao abastecimento? Sobretudo os mais pobres, que decidirão a eleição, associam os problemas ao governo e o governo ao governador? Pesquisas anteriores mostram que, se a desinformação é grande no tocante a presidente e prefeito, quando o assunto é governo de Estado e atribuições do governador, a desinformação reina.
A disputa para o governo do Estado em SP será decidida entre o esforço tucano para que predomine uma imagem pessoal contra o esforço petista em associar o homem ao cargo e o cargo aos problemas. Aliás, um esforço conjunto, posto que a campanha turbinada de Skaf terá como alvo menos o governo do que o governador.
E por falar em Skaf, resta saber se há espaço para uma terceira via. As últimas eleições em SP têm repetido o quadro nacional, marcado pela tradicional polarização entre PT e PSDB.
Escrito por: Rodrigo Vianna










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