Magazine do Xeque-Mate

Mostrando postagens com marcador Política Internacional. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Política Internacional. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Isso é o que acontece com o jeito Lula de governar! E continuará com Dilma! Acorda São Paulo! Mercadante neles!

Brasil supera EUA como prioridade para investimentos, diz ONU

Centro de São Paulo
Crise afetou mais os investimentos para os países ricos
O Brasil superou os Estados Unidos é ocupa agora o terceiro lugar em um ranking de países prioritários para investimentos estrangeiros no período entre 2010 e 2012, segundo um levantamento anual divulgado pela Unctad (agência das Nações Unidas para o comércio e o desenvolvimento).
O Brasil pulou do 4º lugar, no ano passado, para o 3º lugar no ranking.
A China se manteve no topo, seguida pela Índia, que passou da 3ª para a 2ª posição.
No ano passado, quando subiu de 5º para 4º lugar, o Brasil já havia ultrapassado a Rússia.
Impacto da crise
A pesquisa anual da Unctad, realizada desde 1995, ouviu 236 companhias transnacionais e 116 agências de promoção de investimentos para perguntar sobre suas perspectivas em relação aos investimentos entre 2010 e 2012.
Os dados mostram que o impacto da crise econômica global foi maior sobre os investimentos programados para os países desenvolvidos do que para os países em desenvolvimento.
Nove dos 15 países apontados no ranking dos destinos prioritários dos investimentos nos próximos anos são nações em desenvolvimento. Os países do grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China, os grandes países em desenvolvimento) ocupam quatro dos cinco primeiros lugares do ranking.

RANKING DE PRIORIDADE DE INVESTIMENTOS 2010-2012

  1. China
  2. Índia
  3. Brasil
  4. Estados Unidos
  5. Rússia
Fonte: Unctad
A China, que era apontada no ano passado como destino prioritário por 98 entrevistados no ano passado, foi citada por 107 neste ano. O número de citações da Índia aumentou no mesmo período de 59 para 72.
O Brasil pulou de 44 citações como destino prioritário em 2009 para 70 neste ano, enquanto a Rússia manteve o mesmo número de um ano para outro – 36.
No mesmo período, as citações aos Estados Unidos caíram de 81 para 69, as da Grã-Bretanha caíram de 31 para 27 e da Alemanha de 28 para 24.
Apesar disso, os países desenvolvidos ainda deverão ser a principal origem esperada dos investimentos no período entre 2010 e 2012.
Segundo o levantamento, as principais origens dos investimentos no período deverão ser os Estados Unidos, seguidos de China, Alemanha, Grã-Bretanha e França.
Otimismo
A maioria das companhias e agências ouvidas no levantamento se disse otimista em relação à recuperação mundial e ao crescimento dos investimentos no período – 58% disseram esperar um crescimento nos investimentos até 2012 em relação ao nível de 2009.
Questionados sobre o nível de pessimismo ou otimismo em relação ao ambiente para investimentos, apenas 13% dos entrevistados se disseram otimistas para 2010, mas 47% se disseram otimistas para 2011 e 62% para 2012.
Apenas 4% dos entrevistados se disseram pessimistas para 2012. Para 2010, 36% se disseram pessimistas. No ano passado, 47% dos entrevistados se diziam pessimistas com o ambiente para investimentos em 2010.
A Unctad estima que o montante de investimentos externos diretos deve chegar a US$ 1,2 trilhão neste ano, a entre US$ 1,3 trilhão e US$ 1,5 trilhão no ano que vem e de US$ 1,6 trilhão a US$ 2 trilhões em 2012.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Dissolução ideológica tucana?

Eleições 2010

Dissolução ideológica tucana?

Vladimir Safatle, filósofo da USP e, confessadamente, eleitor do PSDB em outros tempos, publicou uma excelente análise na Folha de SP sobre o que chamou de dissolução ideológica do PSDB. Ele foi certeiro: "Assistimos agora ao candidato do PSDB ensaiar, cada vez mais, um figurino de Carlos Lacerda bandeirante". Abaixo, o texto na íntegra.

O colapso do PSDB
Vladimir Safatle*

HÁ ALGO de melancólico na trajetória do PSDB. Talvez aqueles que, como eu, votaram no partido em seu início, lembrem do momento em que a então deputada conservadora Sandra Cavalcanti teve seu pedido de filiação negado. Motivo: divergência ideológica.
De fato, o PSDB nasceu, entre outras coisas, de uma tentativa de clarificação ideológica de uma parcela de históricos do MDB mais afeitos às temáticas da socialdemocracia européia.
Basta lembrarmos dos votos e discussões de um de seus líderes, Mario Covas, na constituinte. Boa parte deles iam na direção do fortalecimento dos sindicatos e da capacidade gerencial do Estado. Uma perspectiva contra a qual seu próprio partido voltou-se anos depois.
A história do PSDB parece ser a história do paulatino distanciamento desse impulso inicial. Ao chegarem ao poder federal, os partidos socialdemocratas que lhe serviram de modelo (como os trabalhistas ingleses e o SPD alemão) haviam começado um processo irreversível de desmonte das conquistas sociais que eles mesmos realizaram décadas atrás. Um desmonte que foi acompanhado pela absorção de suas agendas políticas por temáticas vindas da direita, como a segurança, a imigração, a diminuição da capacidade de intervenção do estado, entre outros.
Este movimento foi reproduzido pelo governo de Fernando Henrique Cardoso.
Assim, víamos uma geração de políticos que citavam, de dia, Marx, Gramsci, Celso Furtado e, à noite, procuravam levar a cabo o "desmonte do estado getulista", "a quebra da sanha corporativa dos sindicatos", ou "a defesa do Estado de direito contra os terroristas do MST".
O resultado não foi muito diferente do que ocorreu com os partidos socialdemocratas europeus. Fracassos eleitorais se avolumaram, resultantes, principalmente, de uma esquizofrenia que os faziam ir cada vez mais à direita e, vez por outra, sentir nostalgia de traços ainda não totalmente extirpados de discursos classicamente socialdemocratas. No caso alemão, o SPD acabou prensado entre uma direita clara (CDU, FDP) e uma esquerda renovada (Die Linke).
No caso brasileiro, esta eleição demonstra tal lógica elevada ao paroxismo. Assistimos agora ao candidato do PSDB ensaiar, cada vez mais, um figurino de Carlos Lacerda bandeirante; com seu discurso pautado pela denúncia do aumento galopante da insegurança, do narcotráfico, do angelismo do governo com o terrorismo internacional das Farcs e, agora, o risco surreal de "chavismo" contra nossa democracia. Um figurino que não deixa de dar lugar, vez por outra, a uma defesa de que é de esquerda, de que recebeu palavras carinhosas de Leonel Brizola, de que vê em Lula alguém "acima do bem e do mal" etc.
Nesse sentido, o caráter errático de sua campanha não é apenas um traço de seu caráter ou um problema de cálculo de marketing.
Trata-se do capítulo final da dissolução ideológica de uma sigla que só teria alguma chance se tivesse ensaiado algo que o PS francês tenta hoje: reorientação programática a partir de um discurso mais voltado à esquerda e (algo que nunca um tucano terá a coragem de fazer) autocrítica em relação a erros do passado.

*VLADIMIR SAFATLE é professor no departamento de filosofia da USP

domingo, 22 de agosto de 2010

Crônica política ou sobre a estratégia do diálogo

Crônica política ou sobre a estratégia do diálogo

19 DE AGOSTO DE 2010 – 0H13
Compartilhe! : (fonte: http://www.vermelho.org.br/coluna.php?id_coluna=81&id_coluna_texto=3448)

O diálogo, proposto pelo Brasil de Lula

por Zillah Branco: Cientista Social, consultora do Cebrapaz. Tem experiência de vida e trabalho no Chile, Portugal e Cabo Verde.
Ao referir o “Brasil de Lula”, delimito a época em que foi possível aos brasileiros elegerem para o mais importante cargo da República – de Presidente – um homem do povo que se formou e cresceu extraindo da cultura nacional e da gente brasileira mais combativa e solidária, a riqueza de sentimentos e de vontade de lutar por uma sociedade melhor. Oito difíceis anos se passaram e Lula é cada vez mais querido, com mais de 80% de apoio nacional – sem contar as crianças e adolescentes que ainda não expressam o seu querer.
fonte: http://img.estadao.com.br/fotos/BD/CC/DC/BDCCDC58613B4FD98D7EC41008DD1203.jpg
http://img.estadao.com.br/fotos/BD/CC/DC/BDCCDC58613B4FD98D7EC41008DD1203.jpg
A oposição fez de tudo para atrapalhar usando as armas do sistema capitalista: corrupção para quebrar a imagem política do país, intrigas como um ping-pong para aumentar a receita da mídia, crime organizado para aterrorizar as populações, prática de escravidão de trabalhadores em grandes empresas rurais e de crianças exploradas na produção de carvão ou outras, utilização de produtos tóxicos em indústrias alimentares (caso do leite, por exemplo), contaminação de rios e mares com despejo de produtos químicos nocivos, desmatamento e destruição da natureza, e tantos outros crimes que antes passavam despercebidos quando o poder era regido pela velha oligarquia herdeira da colonização no século XVI. A oposição à democracia tentou manter o desmando de sempre para responsabilizar o primeiro governo popular que foi conseguido com a determinação do povo conscientizado pelas lutas sociais.
Acompanhando essa trajetória os antigos integrantes da oposição foram despertando para o trabalho, efetivo e sério, da equipe formada por Lula. Descobriram que um governo que tem por meta a democracia é capaz de estudar as propostas de todas as forças sociais, mesmo das que não tenham sido seus eleitores. E a população vai explicando que quer o prolongamento dos governos de Lula porque recebeu benefícios (nada tem a ver com a venda do voto) reais e objetivos: milhões de famílias saíram da miséria, milhares de trabalhadores escravizados receberam a proteção previdenciária, as crianças foram para as escolas, a população foi vacinada e viu decrescerem o número de vítimas da AIDS, zonas que sofriam com as secas receberam cisternas, habitações longe de cidades passaram a ter luz elétrica, meninos e meninas de rua encontraram caminho para os seus talentos artísticos, científicos, humanos, milhões de casas populares são construídas. Tanta coisa … até os mais ricos ficaram felizes porque a crise que afundou o mundo capitalista respeitou a capacidade produtiva instalada no país e assegurada pela estratégia administrativa do Estado.E a oposição murchou e perdeu a validade e o sentido.

Só um inimigo do Brasil, país que encontrou o rumo do desenvolvimento real, pode ser oposição. O eleitor precisa ser muito alienado para pretender afundar o barco em que navega com segurança!

Lula presidiu um Governo a favor do Brasil como um todo: povo, empreendedores, artistas e cientistas, brasileiros de todas as cores e quadrantes ideológicos. Formou uma equipe que dará seguimento a esta obra democrática e reconheceu em Dilma Roussef a capacidade para formar o novo governo. Será eleita pelo eleitorado consciente.
Se ficarmos só com o entusiasmo pelas mudanças saudáveis que todo o mundo hoje admira, pareceria um milagre. Mas, na verdade, há uma base concreta e científica neste edifício político: o respeito pelo outro, o diálogo, a abertura para dar e receber conhecimentos. A vontade democrática.

A mídia, para se manter na oposição, critica o apoio de Lula aos direitos do Irã e aponta como derrota o ter ele sido levado a assinar o documento da ONU que prescreve o controle para que o mesmo Irã não crie a bomba atômica. Onde está a derrota? O Brasil integra democraticamente um conjunto de nações na ONU, faz as suas propostas e pode ser voto vencido em algum momento. Vai aceitar o voto da maioria. Isto é democracia, coisa que a mídia, especialmente a Globo, desconhece.

A posição do Brasil é muito profunda: abriu-se para salvar a mulher condenada a morrer apedrejada devido a uma característica preconceituosa da cultura dominante no Irã. Certo, ainda bem que Lula é emotivo e solidariamente humano, os brasileiros, em geral, também são. Mas, reconhece que cada nação tem o direito de defender a sua cultura e aceita a negativa do Governo iraniano. Deixou a sua proposta humanista, de se rever preconceitos antigos à luz da democracia e do humanismo. Um dia poderá vicejar em todo o planeta.
Contra a produção de armas atômicas todos os brasileiros (ou quase) são. Penso mesmo que todo o planeta é contra, porque não quer se auto-destruir. Pode-se dizer que nenhum povo jamais aprovou o uso da bomba atômica. O domínio imperialista é que levou os Estados Unidos a cometerem este crime. A nação norte-americana pediu perdão aos japoneses no recente aniversário da destruição de Hiroshima e Nagazaki. O povo norte-americano já vinha pedindo este perdão desde o dia em que as bombas foram atiradas. Foi um crime hediondo, imperdoável, causado pelos donos imperialistas do poder norte-americano. É o imperialismo que deve ser extirpado para impedir o uso das armas atômicas, não os países que se vêm levados a construir armas para se defenderem.

A única maneira pacífica de ser superado este virus planetário – o imperialismo – é através do diálogo, a receita de Lula e sua equipe, a receita brasileira.

Sobre ldcfonseca

Psicólogo, professor universitário. À escuta do não dito.


License Creatve Crommons

Postagens populares

Arquivo do blog

Anuncios

Anuncios
Custo Benefício Garantido