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domingo, 21 de novembro de 2010

Militância LGBT e a Síndrome de Mulher de Malandro

Xeque - Marcelo Bancalero


A luta contra a homofobia é necessária para que casos como esse da foto abaixo ão aconteçam mais.
Acho que o mais necessário agora é que aceitem as mudanças propostas na PLC122 , assim ambos os lados serão beneficiados
O que os evangélicos pedem (aqui), que seja mudado na lei não vai prejudicar os direitos dos homossexuais.
Isso não pode virar uma guerra política!
É hora de todos se unirem com o propósito de fazer valer o direito à liberdade e democracia. E o fim da impunidade a crimes como esse.

O carioca Ferruccio Silvestro, depois de ser brutalmente agredido na saída de um bar gay, em Niterói (RJ)

Por dois dias inteiros, a hashtag #HomofobiaNão esteve entre as mais citadas no Twitter do Brasil. Por quase um dia inteiro esteve no topo desta lista, figurando nostrends mundiais, dando visibilidade à manifestação promovida por ativistas dos direitos LGBT e simpatizantes da causa, em referência aos ataques sofridos por homossexuais em São Paulo e no Rio de Janeiro durante a última semana. E de que esta visibilidade valeu ao combalido movimento de defesa dos direitos dos homossexuais e afins? Praticamente nada.
A visibilidade que a internet dá aos assuntos no Brasil é muito grande. Hoje, o Twitter e seus assuntos mais comentados pautam as redações dos veículos de comunicação tradicional, fenômeno que ficou claro durante as eleições deste ano, mais recentemente com o caso da bolinha de papel que atingiu o candidato derrotado a presidência, José Serra. Ganhar visibilidade na rede é importante, sem dúvida, mas a militância LGBT se reduz a praticamente este campo, e a explicação é simples: gays, de maneira geral, não protestam por seus direitos de forma efetiva. A prova deste lamentável fenômeno se explica por duas manchetes, ambas do site G1:
21/11/2010 - Manifestação contra homofobia reúne 200 pessoas na Avenida Paulista
14/06/2009 – Mais de três milhões participam de Parada Gay em São Paulo
Explicando.
Quando o evento é festivo, onde a Avenida Paulista se enche de DJs, drag queens e trios elétricos, milhões de homossexuais de São Paulo e dezenas de outros estados lotam as ruas da cidade, na maior micareta gay do mundo, que ano após ano vem perdendo sua significação.
Agora, se o evento tem realmente um caráter de protesto, onde os gays têm um espaço para buscar visibilidade na nossa mídia (onde somos quase transparentes), apenas 200 pessoas aparecem para gritar contra os absurdos ocorridos em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Esta falta de engajamento político e social da grande maioria dos homossexuais me faz acreditar que, na verdade, sofremos da “Síndrome da Mulher de Malandro”: gostamos de apanhar, gostamos de ser humilhados na escola, no trabalho, gostamos de ser tratados como aberrações por parte de grupos religiosos fanáticos, gostamos de ter nossos direitos civis extirpados, gostamos de não poder ter uma união civil estável com nossos parceiros, gostamos de sofrer bullying. Gostamos de humilhação. Gostamos de degradação. Gostamos de ser viadinho, boiola, baitola, bichinha, pederasta, sodomita. Gostamos de soco na boca, de lâmpada na cara, de chute nas costelas. Somos “mulheres de malandro” dos skin-heads, dos fascistas, dos neonazistas, dos preconceituosos e homofóbicos em geral.
Não vejo outra explicação além do comodismo, ou quem sabe o medo da violência, injustificado, pois a violência já está aí, batendo em nossas portas e na cara de nossos iguais. Em qualquer grupo social oprimido há a busca por direitos, por respeito e por dignidade. Em qualquer grupo que sofre, o sofrimento de seus iguais toca a todos, que se engajam na luta, de mãos dadas por um ideal em comum.
Mas não funciona assim com a comunidade LGBT, se é que é justo usar o termo comunidade para definir esse agrupamento de pessoas que, em comum, parecem ter apesar a orientação sexual. Pra gente, parece que nossa existência como LGBTs não tem nada a ver com a existência como LGBT de nosso vizinho. A morte de outro gay, apenas por ser gay, não nos afeta. A violência, como a que sofreu o carioca Ferrucio Silvestro, em 2007, que foi covardemente espancado na saída de uma balada, apenas por ser gay, não nos afeta. A demissão de nossos amigos gays, apenas por serem gays, não nos afeta. Tudo segue em nossas vidas tacanhas e individualistas.
Os poucos que saem do armário pra militância são chatos, desagradáveis, inconvenientes. Aqueles que lutam pela aprovação do Projeto de Lei 122/2007, pela união civil entre pessoas do mesmo sexo, pela adoção homoparental e pelos outros direitos que nos são extirpados todos os dias.
Os LGBTs precisam acordar. O bonde da história está passando, e nós não estamos nele. Os LGBT precisam acordar. E espero que isso aconteça logo. Espero que isso aconteça antes que uma lâmpada exploda na nossa cara, ou que um tiro atinja nossa barriga depois das paradas gays da vida.

William De Lucca Martinez
Jornalista
deluccamartinez@hotmail.com / www.twitter.com/delucca

Luta contra homofobia Direitos devem ser respeitados tanto dos homossexuais como do restante da sociedade


Xeque - Marcelo Bancalero


Fui contra o irmão Silas Mafaya nesse Blog como pode ver aqui, aqui e aqui.
Sei que ele apoiou o Serra por causa dessa lei. Mas Dilma garantiu só sancionar a lei caso ela não infrinja os direitos e valores da família e das religiões.
Agora dou voz a ele aqui, para ser justo,depois das eleições. Pois agora Dilma está segura.
Se ouvirmos as mensagens que seguem abaixo e entendermos veremos que existe alguma razão para que antes de aprovada, essa lei que  tem sua legitimidade sofra algumas alterações.
Fora isso sou à favor de toda luta contra a homofobia ou qualquer tipo de preconceito.
Mas ouvindo o amigo Magno Malta e Silas Malafaya sou obrigado a olhar com mais carinho e disposição para ser crítico.
Mais abaixo coloquei outro post sobre a carta contra a homofobia e um pedido para a aprovação da lei.
Assim sou justo e deixo aos leitores as duas questões a serem analisadas.  Na luta contra homofobia todos os direitos devem ser respeitados tanto dos homossexuais como do restante da sociedade

Lei Plc 122/2006, Pr. Silas Malafaia comenta sobre a nova lei

Pastor Silas Malafaia rasgou o verbo no programa das 09:00 (Rede TV) e 12:00 (Band) sobre as manobras realizadas no Senado por baixo dos panos para converter o PLC 122/2006 na base da experteza. Citou a manipulação da enquete sobre “homofobia” no Senado no mês de novembro por funcionário engajado na “causa” agindo no surdina. Ele e o Senador Magno Malta cujo testemunho é notório pelos excelentes serviços prestados à sociedade brasileira ao combater com muita eficiência a praga da pedofilia que assola a nação. O Senador Malta trouxe uma informação bombástica. Disse ele que, se não fosse alertado pelo Senador Demóstenes Torres, na última sessão do Senado de 2008, antes do recesso, o famigerado projeto teria passado, na última votação da casa às 05:00 da manhã quando os seis senadores presentes já estavão muito cansados e e projeto entrou na pauta sorrateiramente.
O Pastor Silas Malafaia rompeu definitivamente com a maneira omissa que a maioria dos pastores assembleianos se comportam. Ele agem religiosamente, sem ter atuação política forte. Silas Malafaia não precisou de cargo político para expressar os anseios dos evangélicos, que representam de 20 a 25% da população mas não têm que os represente e dêm a “cara” para bater. Posso não concordar com tudo o que ele faz ou fala, mas tiro o “chapéu” pela sua atuação política firme contra as investidas contra aqueles que já se habituaram a discriminar os crentes chamando-os de retrógrados e o atraso da sociedade. De tanto repetir este sofisma, a sociedade passou a crer nisso, pois não tínhamos que replicasse.
A votação do projeto de lei 122/2006, prevista para esta quarta-feira, dia 06, no Senado foi adiada e não há certeza de nova data, segundo informações da Rede Brasileira de Intercessão, que está mobilizando senadores e adeptos contrários a lei, que torna crime todo e qualquer ato contrário ao homossexualismo –mesmo que por simples interpretação dos homossexuais.
E a entrevista com o Pastor Joide Miranda, ex-travesti no programa do Pr. Silas Malafaia.
-A corrente de oração continua. Não podemos parar de orar, pois não sabemos as consequências se essa lei for realmente aprovada-, informou a secretária da Rede Brasileira de Intercessão, Kelen Prado.
Se aprovada, a lei 122-2006 limitará campos da liberdade de expressão, bem como orientação de jovens nas Igrejas e palavras que possam defrontar com a ato homossexual.
A PLC 122/2006 já havia sido aprovada na Câmara dos Deputados em 2008. Na época, cerca de 140 mil ligações foram feitas ao serviço de atendimento Alô Senado em prol da rejeição. Nesta quarta-feira, se o feito se repetir, alei automaticamente entrará em vigor por todo Brasil.
“Acreditamos na independência do Senado da República na votação pela rejeição deste projeto, que não se curvará aos caprichos do presidente Lula. Chegou a hora da verdade, vamos ver quem é quem nesta votação” afirmou a secretária da rede Brasileira de Intercessão, Kelen Prado. A Rede pede a mobilização de Deputados e Senadores de todos os estados Brasileiros para que se manifestem contrários ao projeto de lei.
Em Junho do ano passado, CREIO noticiou a visita da Frente Evangélica, que foi ao Congresso se reunir com 4º secretário da Casa, Magno Malta. Na época, pastores e parlamentares debateram opiniões e posicionaram cartazes de protesto em frente ao Congresso Nacional.
“Não se trata aqui da pessoa ter liberdade de ser o que gostaria de ser. Se ela quer ser homossexual, que seja; se quer se juntar com alguém, que se junte. Mas eu não preciso aceitar isso. Eu tenho minha opinião e não gostaria de ver meu filho recebendo educação que considero inadequada dentro de uma escola. Não gostaria de ver nossa liberdade constitucional violentada por eu ter que engolir algo em que eu não acredito”, disse o pastor Fadi Faraj, do Ministério da Fé na ocasião”



Em http://cristaojovem.wordpress.com/2010/06/02/lei-plc-1222006-pr-silas-malafaia-comenta-sobre-a-nova-lei/


CONTRA A HOMOFOBIA, NOSSA LUTA É TODO DIA!

As entidades e organizações da sociedade civil signatárias vêm a público manifestar sua indignação e repúdio aos graves fatos ocorridos na madrugada do dia 14.11.2010, na Avenida Paulista, envolvendo 5 (cinco) jovens adolescentes que agrediram 4 (quatro) vítimas com violência física, e evidente motivação de intolerância homofóbica.

Esta não é a primeira vez que somos assombrados por estas ações violentas de jovens da classe media brasileira, em especial contra pessoas oriundas de grupos discriminados, e usualmente vítimas de intolerância, como os gays, negros, nordestinos, índios etc. Exemplos não nos faltam, como a morte do índio Galdino, assassinado por jovens ricos e filhos de autoridades públicas de Brasília em 1997. A cidade do Rio de Janeiro também deixou sua contribuição na construção da barbárie, quando nos brindou com atentados de jovens da Barra da Tijuca, que agrediram fisicamente uma trabalhadora, empregada doméstica, que voltava para casa, e foi confundida com uma “prostituta” (como se para as profissionais do sexo este tratamento violento fosse admitido).
Agora, uma vez mais, no décimo ano da morte por assassinato do adestrador de cães, Edson Neris da Silva, na Praça da República, em 6 de fevereiro de 2000, executado por um grupo delinquente de “skinheads do ABC”, deparamo-nos com este arrastão “chique” no coração econômico da terra cujo povo se autoproclama locomotiva e esteio do Brasil.
Certamente, se o Brasil já tivesse uma legislação que criminalizasse a homofobia, a exemplo de países mais desenvolvidos na defesa e promoção dos direitos humanos, fatos como o ocorrido seriam mais raros, pois a juventude brasileira, em especial a bem educada e privilegiada do ponto de vista econômico, já teria aprendido que homofobia é crime e não pode ser praticada. Mas a inércia e a omissão do Poder Legislativo nos obrigam a continuar lutando para viver com dignidade e exigindo a ação das instituições que devem cumprir e manter a Constituição Federal. As autoridades públicas, Polícia, Poder Judiciário, Ministério Público têm a obrigação de garantir a ordem, a lei e o respeito à Constituição brasileira que, em última instância, proclama como sua razão máxima a garantia dos direitos individuais da pessoa humana.
Por tal razão, os abaixo-assinados, cidadãos, cidadãs e entidades da sociedade civil, aqui se manifestam com o fim de chamar a atenção das autoridades públicas e do povo de São Paulo e do Brasil, exigindo e cobrando para que este fato não caia no esquecimento, em vista dos agressores terem posição sócio econômica privilegiada. A justiça brasileira tem a obrigação de ser justa e a polícia e o Ministério Público de cumprirem suas funções.

NÃO À IMPUNIDADE DOS CRIMES HOMOFÓBICOS!
PELA APROVAÇÃO IMEDIATA DO PLC Nº 122 DE 2006!
CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA JÁ!
CONTRA O RACISMO, O MACHISMO E A HOMOFOBIA!
PELA IGUALDADE DE DIREITOS!
CONTRA A HOMOFOBIA, NOSSA LUTA É TODO DIA!
Assinam esta carta:
ABGLT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LÉSBICAS, GAYS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSEXUAIS - ILGA-LAC (INTERNATIONAL LESBIAN AND GAY ASSOCIATION-LATINO AMÉRICA E CARIBE) - LIGA BRASILEIRA DE LÉSBICAS – LBL - ABRAGAY-ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE GAYS - FÓRUM PAULISTA LGBT – CONEXÃO PAULISTA LGBT - FÓRUM PAULISTA DA JUVENTUDE LGBT – ABCD´S “AÇÃO BROTAR PELA CIDADANIA E DIVERSIDADE SEXUAL”- SANTO ANDRÉ/SP – AOS BRADOS-VIVÊNCIA DIGNA DA HOMOSSEXUALIDADE/CAMPINAS/SP – APEOESP-SUB SEDE CAMPINAS -ASSOCIAÇÃO BECO DAS CORES - EDUCAÇÃO, CULTURA E CIDADANIA LGBT/SALVADOR-BA - APOGLBT-ASSOCIAÇÃO DA PARADA DO ORGULHO GLBT DE SP/SÃO PAULO/SP - CFL-COLETIVO DE FEMINISTAS LÉSBICAS/SÃO PAULO/SP - COLETIVO LGBT-CUT-SP - CORSA-CIDADANIA, ORGULHO, RESPEITO, SOLIDARIEDADE E AMOR/SÃO PAULO/SP – CASVI/PIRACICABA/SP – DIVERSIDADE TUCANA/PSDB - ESCOLA JOVEM LGBT/CAMPINAS/SP - ESTRUTURAÇÃO-GRUPO LGBT DE BRASÍLIA/BRASILIA/DF – GRUPO DIVERSIDADE/JANDIRA/SP - GRUPO E-JOVEM DE ADOLESCENTES GAYS, LÉSBICAS E ALIADOS/CAMPINAS/SP - GRUPO GAY DA BAHIA/SALVADOR/BA – GRUPO IGUAIS/CABO FRIO/RJ - GRUPO LIBERDADE IGUALDADE E CIDADANIA HOMOSSEXUAL-GLICH/FEIRA DE SANTANA/BA - IDENTIDADE-GRUPO DE LUTA PELA DIVERSIDADE SEXUAL/CAMPINAS/SP – INSTITUTO EDSON NERIS/SÃO PAULO/SP – LESBIBAHIA/SALVADOR/BA - MARCHA MUNDIAL DE MULHERES - NÚCLEO LGBT DA BAHIA CORES VIVAS/SALVADOR/BAHIA - ONG APOLO-GRUPO PELA LIVRE ORIENTAÇÃO SEXUAL/BELÉM/PA - ONG REVIDA/JACAREÍ/SP – ONG VISIBILIDADE LGBT/SÃO CARLOS/SP - SECRETARIA LGBT DO PSTU - SETORIAL GLBT DA CSP-CONLUTAS - SETORIAL LGBT DO PT-BA - SETORIAL LGBT DO PT/SP - – SOMOS-COMUNICAÇÃO, SEXUALIDADE E SAÚDE/PORTO ALEGRE/RS

NÃO À IMPUNIDADE DOS CRIMES HOMOFÓBICOS!
PELA APROVAÇÃO IMEDIATA DO PLC Nº 122 DE 2006!
CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA JÁ!
CONTRA O RACISMO, O MACHISMO E A HOMOFOBIA!
PELA IGUALDADE DE DIREITOS!



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Att.

Prof. Leandro de Campos Fonseca

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Dilma falando sobre PNDH3 e PLC122 e liberdade religiosa no Brasil





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