Magazine do Xeque-Mate

sexta-feira, 25 de março de 2011

Votorantim - Oposição se articula na tentativa de manipular população contra concessão do SAAE (chamando errôneamente de privatização



Xeque - Marcelo Bancalero  

Tem coisas na vida política que é fácil de se entender.
Para que o povo compreenda fácil o que está acontecendo na cidade de Votorantim, é necessário apenas um pouco de  raciocínio lógico.
Vamos ver então do que se trata a manobra da oposição por parte de um grupo articulado pelo ex-vereador que disputou a eleição para prefeito em 2008, Silvano Donizetti Mendes em união ao outro conhecido candidato por várias vezes na cidade e ex-prefeito.
Se pensarmos um pouco, entenderemos que 2012 está próximo e trás com ele as eleições municipais. Só isso já é fator decisivo para não nos deixarmos ser manipulados por falácias contra o atual governo.
Se o povo se permitir questionar sobre o assunto antes de se unir a essa articulação chegará à conclusão de que o prefeito Pivetta está no seu primeiro mandato, e não arriscaria perder uma possível reeleição em 2012 dando um "tiro no pé" com algo  que não trouxesse benefícios à população. Em contra partida os adversários da oposição entendo que não tem forças para derrubar esse governo na próxima eleição se unem em uma articulação que só tem um ideal. Fragilizar a imagem do governo municipal e do PT. Pois ao teimarem em chamar de  privatização o que na verdade é uma concessão, eles atacam diretamente um partido que sempre lutou contra esse tipo de administração. 
Mas o que eles não entendem, é que o povo amadureceu.
Hoje o crescimento da internet, as redes sociais desmentindo as mentiras veiculadas por jornais sem responsabilidade social, que são parte do P.I.G (Partido da Mídia Golpista) e, e querem apenas o poder (que é do povo), para seus próprios interesses. Esse movimento nas redes sociais fiscalizam a mídia desmentem suas falácias e abrem as mentes deste povo que não se permite mais ser manipulado.
Parabéns a administração Municipal de Votorantim nas pessoas do Prefeito Carlos Augusto Pivetta e seu vice Marcos Mancio pela ousadia de se permitirem a ser mal interpretados visando primeiramente o melhor para Votorantim!
Abaixo uma matéria do site Viva Cidade onde  Pivetta explica de maneira compreensível do que se trata a concessão.


Cada vez mais orgulhoso de ser petista  Marcelo Bancalero






23.03.2011. Pivetta explica sobre o SAAE de Votorantim
 (*) Equipe VIVAcidade
Sorocaba - O prefeito de Votorantim, Carlos Augusto Pivetta (PT), convocou a imprensa de Sorocaba e de Votorantim, ontem, para explicar os motivos que o levaram a encaminhar com urgência à Câmara daquela cidade projeto de lei que permite a concessão por 30 anos dos serviços de água, esgoto e coleta de lixo, à iniciativa privada.

Pivetta declarou que não trata-se de privatização e sim de concessão. Todo o gerenciamento será feito por secretaria específica. Porém, não houve total esclarecimento de questões que envolvem o funcionalismo público, o aumento e diminuição das contas de água e a provável lucratividade da futura concessionária.

Números da prefeitura de Votorantim indicam que o SAAE teve superávit de R$ 1,2 milhões, porém, tal valor é insuficiente para a continuidade dos projetos de expansão da rede de água e esgoto para novos bairros.

Grandes projetos imobiliários

Existem pelo menos dois grandes projetos imobiliários em andamento na cidade de Votorantim: o Alphaville e o Shopping Iguatemi. Somente no Alphaville, serão construídas pelo menos 442 residências, 57 estabelecimentos comerciais, que inclui área para shopping center e quatro praças. Já o Shopping Iguatemi terá 300 lojas e quatro pavimentos, sendo dois de estacionamento coberto e quatro edifícios comerciais.

Diferenças entre concessão e privatização

Concessão: é o mesmo que permissão. No caso de Votorantim, será autorizada a permissão por 30 anos da prestação dos serviços de abastecimento de água, esgoto e lixo da cidade, ficando sob responsabilidade da empresa vencedora da licitação a manutenção dos serviços, as receitas e as despesas com o direito de obter lucro. Não foi explícito se, de início, a empresa terá que entrar com valores financeiros elevados para a concretização dos projetos que o atual serviço não dispõe de recursos financeiros. Em casos de abuso, é possível o cancelamento imediato da concessão.

Privatização: é a venda da empresa pública à iniciativa privada, ficando esta esta subordinada as leis que regem os contratos civis entre as partes. No caso de serviços únicos, orgãos reguladores interferem para que se evite abusos característicos de monopólio. Uma vez vendida, o Estado perde o direito de interferir imediatamente nos processos internos, tendo que recorrer ao judiciário para isto. Em casos de privatização, a empresa vencedora paga pela empresa pública valores pré-definidos.

Na prática, para o consumidor não existe diferença entre empresa pública, privada ou concessionária. Para o consumidor é importante a execução de bons serviços e o preço justo.

(*) Equipe VIVAcidade - 23.03.2011




quinta-feira, 24 de março de 2011

Governo vai construir memorial para vítimas da ditadura


A militância digital já ajudou, entre outros, a fazer a Folha de São Paulo retroceder do editorial que teorizou sobre a Ditabranda e a fazer Obama desistir de discursar na Cinelândia. Agora, acaba de marcar mais um tento.


Governo quer construir memorial para vítimas da ditadura

23 de março de 2011 | 12h 22
AE - Agência Estado
A ministra da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, anunciou ontem que o governo federal pretende construir um memorial em homenagem aos desaparecidos no período da ditadura militar e suas famílias. Ela, porém, não informou o local nem a possível data de inauguração do monumento.
"Que nesse memorial se registre os desaparecidos e os mortos pela ditadura. Que se registre que o Estado brasileiro torturou e matou, mas que se registre também que as famílias dos desaparecidos nunca abandonaram seus entes queridos", disse a ministra enquanto acompanhava buscas por restos mortais de dois desaparecidos no Cemitério da Vila Formosa, em São Paulo, conforme divulgou a Agência Brasil.
Uma comissão formada pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos, pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Polícia Federal (PF) tenta encontrar desde o mês passado restos mortais de Virgílio Gomes da Silva, o Jonas, morto pela ditadura militar em 1969; e Sérgio Corrêa, que morreu na explosão de um carro no mesmo ano.

Pedido de edificação de memorial das vítimas da ditadura


Publicado, originalmente, em 14 de março de 2011 às 12:14 hs.
Apresento aos leitores o documento que será enviado ao governo federal de forma a apresentar a proposta das centenas de leitores deste blog que pedem a construção de um monumento ou memorial em homenagem às vítimas da ditadura militar.
Serão aguardadas, até a manhã da próxima terça-feira, 15 de março de 2010, eventuais sugestões a acrescer ao texto ou a suprimir dele, de forma que o documento represente a expressão do pensamento dos que acreditam que tal obra deve ser edificada.
Abaixo, o documento que será enviado ao governo com a proposta supracitada.
—–
Os abaixo assinados cidadãos brasileiros, leitores do Blog da Cidadania, vêm, pela presente, dirigir-se à Casa Civil da Presidência da República, à Secretaria de Comunicação da Presidência da República, à Secretária Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, ao Ministério da Justiça e à excelentíssima senhora presidenta da República, Dilma Rousseff, no sentido de sugerirem que, no ano da possível criação da Comissão Nacional da Verdade, seja empreendida homenagem republicana às vítimas da ditadura militar.
Consideramos, estes cidadãos, que milhares de compatriotas (vivos e mortos) que passaram pelas masmorras da ditadura militar, pelos centros de tortura, pelos tribunais de exceção e até pelo exílio imposto ou voluntário, permanecem, décadas após o fim do regime ditatorial, em situação de credores do Estado brasileiro, usado, de maneira criminosa, para manter o país aprisionado aos ditames antidemocráticos de poucos, que, usurpando a vontade popular, tomaram o poder e nele permaneceram por mais de duas décadas.
Amparados em tais valores democráticos elevados, estes cidadãos, em pleno gozo de seus direitos civis, vêm propor a edificação de um memorial em homenagem àqueles que tombaram em luta contra o regime de exceção, bem como aos sobreviventes das sevícias dos ditadores, praticadas de forma ilegal, oculta e flagrantemente criminosa não só pela violação desses seus direitos civis, mas das leis penais, as quais jamais previram, no Brasil, uso de práticas como tortura, assassinato ou encarceramento sem ordem judicial.
Vale lembrar que muitos desses cidadãos até hoje arrastam, pelos quatro cantos da nação, seqüelas físicas e emocionais do que sofreram nas mãos do Estado brasileiro. Carregam a dor, a humilhação e a revolta, resignados com a preponderância, até aqui, dos interesses daqueles que violaram a Constituição para atenderem aos interesses antidemocráticos de setores da sociedade que, em 1964, não dispunham de força política para chegar ao poder pelo voto e, assim, tomaram esse poder nas mãos pela via da violência e da ruptura institucional.
Finalmente, visando a memória nacional, na intenção de que as futuras gerações não esqueçam do que aconteceu a este país, propomos, os abaixo assinados, que o memorial ou monumento em questão seja edificado na Praça dos Três Poderes, na capital da República, onde permanecerá como um alerta e como uma honraria aos que entregaram as próprias vidas para o bem da nação brasileira, pagando um preço que jamais lhes poderá ser restituído.
Firmam a presente, em quatro vias de igual teor, os seguintes cidadãos
(…)
15 de março de 2010

Um monumento pelas vítimas da ditadura


No momento em que a presidenta Dilma Rousseff torna público que pretende bancar a Comissão da Verdade de forma a desmascarar os que torturaram, estupraram e assassinaram garotos e garotas idealistas que lutavam pela libertação do Brasil das garras da ditadura militar, vem à mente uma reflexão: até hoje, o Brasil não fez um único grande monumento às vítimas daquele regime.
Logo, teremos no SBT uma novela contando  as atrocidades que foram cometidas neste país contra os que pegaram em armas para defender o Brasil dos usurpadores que, por falta de votos, deram um golpe de Estado que redundou em uma ditadura de duas décadas e tanto. Essa novela deve se desenrolar paralelamente à Comissão da Verdade, que, com o apoio da presidenta, agora irá vingar.
Nesse momento de resgate da verdade, porém, as mentiras e a enganação se travestem de jornalismo e tentam vender a teoria absurda de que “os dois lados” têm que ser investigados pela Comissão da Verdade. Uma distorção tão hedionda que não resiste à menor reflexão.
Tomemos o exemplo de Dilma. Ela tinha 19 anos quando foi presa, torturada e só depois julgada. Como milhares de outros brasileiros, sentou-se no banco dos réus. Mesmo sendo inocente. E ficou encarcerada por três longos anos. Teve até sorte…
Se prevalecesse a teoria sobre ser necessário julgar “os dois lados” – o dos assassinos, torturadores e estupradores da ditadura e o da resistência àquele regime criminoso –, Dilma teria que ser julgada de novo. Os que foram exilados, os que foram torturados, os que foram presos, todos teriam que passar por tudo de novo.
Agora, alguém conhece um único torturador ou assassino integrante da ditadura que tenha sido julgado? Não, mas conhece milhares de vítimas que foram não só julgadas, mas punidas com torturas e até com a morte, muitas vezes sem jamais terem se envolvido em nada. Apenas porque os esbirros da ditadura acharam que estavam envolvidas.
Remember Wladimir Herzog, entre tantos outros.
Por todo este país, milhares carregam até hoje as marcas e seqüelas da tortura. Só seus corpos sobreviveram, porque suas almas foram assassinadas há décadas. Muitos de nós conhecem alguém que até hoje estremece quando ouve um baque ou qualquer ruído mais forte, sob lembranças redivivas daquele período de trevas.
Então, quero propor aqui que o governo federal, sob a liderança da Excelentíssima Senhora Presidenta da República,  Dilma Vana Rousseff, execute e inaugure, com toda a pompa e circunstância, um grande monumento às vítimas da ditadura militar. Tanto para as vítimas que se foram quanto para as que arrastam por este país a dor que lhes foi imposta.
Há alguns poucos monumentos escondidos por este país, mas esse tem que ser feito em Brasília, em plena Praça dos Três Poderes. Para que este país jamais esqueça.
Se houver bastante apoio a esta iniciativa, será composto um documento com essa proposta e enviado à Presidência da República com os nomes dos signatários. Só assim, finalmente este país fará uma homenagem à altura das milhares de vítimas (vivas e mortas) daquele regime hediondo que o infelicitou  por vinte longos anos.
Você apóia?
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

quarta-feira, 23 de março de 2011

BASES PARA O DESENVOLVIMENTO DO RACIOCÍNIO CLÍNICO EM PSICOTERAPIA II




   Programa do Curso

   Objetivos:

   Proporcionar a discussão, o desenvolvimento e o aprofundamento
   dos conceitos fundamentais da técnica psicanalítica a fim de
   aprimorar o raciocínio clínico em atendimentos psicoterápicos.


   Cronograma
   O homem da Psicanálise

   Condições para o exercício da Psicanálise (Ética da Psicanálise)

   Os princípios fundamentais da técnica Psicanalítico

   Quadros Clínicos

   A Clínica e o seu manejo

   A posição interna básica do analista diante do seu paciente


   * Interpretação

   * Transferência

   * Contratransferência

   * Estudo de caso clínico


   Informações sobre o curso
Publico alvo: psicoterapeutas,
estudantes de psicologia a partir do 3º ano
que tenham cursado o “Bases I”
(módulo I deste mesmo curso).

10 encontros quinzenais
Horário: 11 hs. às 13 hs.

Investimento: 5 parcelas de R$ 135,00
(Verifique outras formas de pagamento)

Telefone: (15) 3327 2014 com Simone


WILSON KLAIN
Psicanalista, Mestre em Psicologia
Clínica pela PUC – SP,
Membro do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae 

Clique aqui e se inscreva no curso

Wilson Klain - No turbilhão do tempo




No turbilhão do tempo

Wilson Klain
A metrópole contemporânea aparece aos seus olhos, antes de mais nada, como uma grande praça mercantil, onde se negocia o ser humano (BOLLE, Willi, "Introdução à poesia de Brecht" 1987).
No final do século XIX o escritor austríaco Robert Musil escreveu:
“Quem ainda pode estar interessado naquela envelhecida conversa inútil sobre o bem e o mal quando se estabeleceu que o bem e o mal não são absolutamente “constantes”, mas “valores funcionais”, de tal sorte que a bondade das ações depende das circunstâncias históricas, e a bondade dos seres humanos da capacidade psicotécnica com que se aproveitam de suas qualidades?”
Havemos de considerar que o tempo passou... mas a questão, a inquietação, não.
Desesperador? Também não.

Pensemos que a história não vai a parte alguma. Ela talvez avance, em todo caso se mexe, mas não tem outra finalidade, a cada instante, senão o passo que dá. Para frente? Para trás? Depende do nosso ponto de vista e da orientação de nossos desejos.
Assim, o que podemos fazer hoje, em meu ponto de vista, é tecer considerações acerca desses passos da história. Mais exatamente sobre os passos que estamos dando. É, talvez, pensar a partir da idéia de que a temática da moralidade implica perceber que temos problemas antigos tomados de formas diferentes na atualidade. E isto, parece-me um atenuante. E ainda, outros problemas que escritores do passado mal ou sequer tocaram porque, tais problemas, em sua época não eram articulados como parte da experiência humana.
A impressão que podemos ter da atualidade, pelo menos quando se assiste à televisão, ou se lê um jornal “sangrento” é que a moral é algo em desuso. Parece não fazer parte do roteiro do dia. É por isso que se ouve, também, que vivemos uma crise moral, um bombardeio sem fim aos valores morais. Poderíamos quase afirmar que o sujeito moral tem seus dias contados. Aquele que preza o ser, não é. Parecemos estar aprendendo a desprezar a vida e a liberdade.
Nossos valores estão trôpegos, não encontram aderência. Parecem seguir errantes. Somos surdos ao ruído, cegos à imagem e insensíveis ao outro. Bem feitores são confundidos com assaltantes. É como se víssemos e aprovássemos o melhor, mas praticássemos o pior.
Nossos filhos são a expressão direta do turbilhão do qual somos portadores. Queimamos pessoas e dizemos que o azar foi daqueles que foram identificados. Aquele que ardia não tinha o estatuto de ser. Não era ele, se quer, representante da cultura daqueles que o queimaram. A relevância cultural estava em chamas. Ardia e sucumbia diante do ato. E vejam, esta observação não se origina no fato, reconhecido a posteriori, de que se tratava de um índio.
A fumaça proveniente da fogueira manchava o céu moral. Obnubilava as referências morais. Obscurecia a ética das relações a ponto de fazê-la desaparecer. A moral mínima — de respeito à vida — transformava-se em cinzas. Lançadas ao vento geravam a confusão: a lei é perversa.
Ainda, em outro campo, soldados, igualmente tomados por uma confusão moral, confundem a população. Eles são representantes da lei ou são a própria lei? Os símbolos morais ainda valem ou só conseguimos nos relacionar com o absoluto?
O que se pode concluir, por enquanto, é que a errância dos valores promove a errância do ser. Ele não se constitui. Parece ser uma criança solta numa loja de brinquedos: o som a atrai; o mecanismo a atrai; a forma a atrai; enfim, ela é pura excitação; pulsante. Ao mesmo tempo nada a satisfaz. É uma fonte de ansiedade. E assim, guiada pela possibilidade de satisfação, de ser pelo ter, sai errante.
Isto parece ser o efeito da mídia. De uma “ideologia do bem estar” , como dizia Contardo Calligaris, promovida pela mídia. É preciso a qualquer custo estar satisfeito. Conseqüência, é que toda autoridade, toda tradição e toda renúncia à satisfação imediata dos desejos são vistas como autoritarismo e repressão.
Não podemos dizer de uma sociedade que seja sem valores. Mas sim de uma humanidade, quase, sem valor. Podemos falar de um ser humano nadificado: transformado, aos olhos do outro, em nada. Nada significa que a existência não tem valor; que a semelhança humana nada significa. Que não nos reconhecemos pela humanidade que portamos, mas só por qualquer outra coisa. Uma importância que não está no ser, mas no ter.
Pensemos: Qual a diferença em se ter uma TV de 14 polegadas ou uma de 16? Ou uma de Plasma? Do ponto de vista do tamanho e da imagem que você verá, nenhuma. Mas do ponto de vista daquilo que ela representa no seu patrimônio, há muita diferença. Isso é mídia, consumismo. O valor do meu ser fica determinado pelo tamanho da TV, a marca do automóvel, a roupa que uso, etc...
Trata-se de um pretenso respeito à necessidade, que nada mais é do que a inculcação dos hábitos que formam o perfil psicológico do consumidor. Agora, se isto fosse bom, convenhamos, não haveria um código para protegê-lo.
Estamos à mercê da sorte dos impulsos. Eles reinam absolutos. Deixar brotar a vontade e, satisfazê-la. Esta é a regra.
Nossas famílias foram enganadas. Constranjo-me em dizer isso, mas a Psicologia foi instrumento deste engano. Nas décadas de 60 e 70, os pais foram sacudidos em suas crenças de como educar os filhos. Essas famílias foram introduzidas numa espécie de decadência da autoridade e dos ideais.

Esses pais tiveram suas convicções abaladas por um batalhão de técnicos que não fizeram senão usurpar-lhes a competência para educar seus próprios filhos, neutralizando os instrumentos que herdaram de seus pais e que, bem ou mal, conquistaram para si.
Nossas crianças, ou melhor, os filhos das décadas de 60 e 70 — a maioria de nós — construíram e constroem ainda uma sociedade permissiva onde a lei do mercado está no lugar da palavra e da existência do pai.
Uma lei perversa, onde o visível, o material, toma o lugar do invisível. Valores subjetivos são trocados pela oscilação da bolsa de Tóquio ou Nova York, ou a cotação do dólar, ou ainda, a taxa SELIC.
É a experiência infantil pulverizada na sociedade, reinando absoluta, como se ainda não tivéssemos superado nossa primeira infância. Como se a lei do absoluto, da satisfação plena, vigorasse sem rival.
A esta experiência deve suceder aquela em que o pai representa a lei da cultura. Ao mesmo tempo que liberta o filho do aprisionamento da satisfação plena e o inscreve  num campo onde a produtividade, a criatividade, o outro vigoram. Em suma, a terra da lei. A lei que pode ser vencida por métodos que tenham como premissa a garantia do projeto humano. Devemos saber que não são as leis que fazem dos homens justos; mas sim que são homens justos que fazem leis justas.
Todo este cenário, estes detalhes da vida atual, indicam a razão de nos debruçarmos sobre esse tema. Pensar a respeito da ética, claro que guardadas as devidas proporções, parece-me uma proposta de saúde. De saúde mental.

O que não podemos negar é que quando pincelamos este cenário, quando rascunhamos algumas manifestações da vida atual, o que concluímos imediatamente é que se trata de um habitat. Um habitat mental, nas palavras de G. Gusdorf. Uma morada criada por nós.
Quando falo de habitat, de habitação, devo reconhecer na palavra sua raiz que a liga diretamente a hábitos, costumes. Na etimologia da palavra, Ethos se refere tanto aos costumes e hábitos como a morada. Portanto, hábitos e habitações compartilham a mesma raiz.
Assim, o que temos são hábitos, modos de ser, que constituem nossa morada. Nosso ambiente. Um ambiente ético.
Quanto a esse ambiente, recorrerei a Winnicott. A mãe como “ambiente facilitador”  remete-nos aos cuidados oferecidos à criança. Mas é importante notar que se trata de uma oferta que não se limita à entrega de cuidados externos, mas sim, e especialmente num momento onde a separação eu/não-eu, não se fez, a criança experimenta isso no ambiente materno.
Esta experiência infantil, como sabemos, é extremamente importante para o futuro dessa criança. A base ai constituída servirá de referência em diversos momentos de sua vida.
Há sempre ocasiões em que partes do ambiente social e físico nos oferecem — gratuitamente — um certo resgate dessa relação primária. Basta observarmos que uma das manifestações dos ataques de angústia, vivida por algumas pessoas atualmente, é o pedido por estar acompanhadas de pessoas por quem elas têm muita confiança e carinho. Sentem-se melhor em casa, na morada. Parece tratar-se de um pedido por um ambiente seguro, um ambiente primário.
Em situações críticas, como por exemplo, uma catástrofe, ou mesmo, doença grave, é possível observar uma regressão ‘normal’, e mesmo necessária à cura, a este ambiente primário.
Entretanto, havemos de verificar que no tratamento dessas situações graves é comum ser oferecido ao paciente regredido um atendimento exclusivamente técnico. Algo como se pudéssemos dizer que a mamadeira é completa, em detrimento do seio, que se apresenta com um entorno. Winnicott chamará a essas provisões de “mãe-objeto” e “mãe-ambiente”, onde ambas são necessárias ao desenvolvimento e, podemos dizer, necessárias ao atendimento do doente grave.
Nosso habitat, entendo, apresenta-se desprovido de “mãe-ambiente”, em alguns casos, diria que inexistem ambas as provisões. Entretanto, nosso propósito nesse espaço, parece-me ser o de refletir a respeito da nossa morada especialmente nesse particular, a mãe-ambiente.
Assim quando falamos de ética parece-me indispensável pensarmos nesse ambiente que facilite o desenvolvimento do indivíduo. Um ambiente rico em saúde mental. E esta parece ser a seara do psicólogo.
Winnicott afirma que o desenvolvimento emocional ocorre na criança se se provêem condições suficientemente boas diante dos impulsos que vêem do interior dela. Deste modo, de acordo com a possibilidade de uma provisão suficientemente boa, estamos pretendendo a oferta de condições para o desenvolvimento integral da criança. Não sendo assim, o que encontramos é um mundo interno infantil que não encontra recepção, mantendo-se, então, como força intensa no interior da criança. O psicanalista inglês afirma: “As forças ficam contidas no interior da criança e de uma forma ou de outra tendem a destruí-la”.
Deste modo precário o que temos é saúde mental deficiente, desenvolvimento emocional comprometido, que resulta em imaturidade.
Para encerrar, gostaria de afirmar que o cenário que construímos carece de reflexão, carece de acolhimentos. Mas, a meu ver, não carece de uma multiplicidade de técnicas e instrumentos. Corremos o risco de tomar o pedido, a demanda, como se fosse o tratamento. De outro modo, a multiplicação de seitas, de práticas alternativas — não só na psicologia —, são o pedido de acolhimento das manifestações. Nessa mesma direção, somente para introduzir o assunto, a formação em psicologia não carece de novas técnicas, não que elas não possam ser ouvidas, mas nesse momento, parece-me necessário uma dose de escuta na formação do psicólogo. Caso contrário, as vozes internas dos alunos, aparentemente caladas pelas teorias e técnicas, se manifestarão de maneiras a não contribuir com o desenvolvimento emocional de cada um deles e conseqüentemente de seus pacientes ou clientes.
Só pode construir uma morada, quem minimamente tem uma. Assim, precisamos reconhecer nossa morada primária, se pretendemos oferecer outras.



WILSON KLAIN
Psicanalista, Mestre em Psicologia
Clínica pela PUC – SP,
Membro do Departamento de Psicanálise
do Instituto Sedes Sapientiae 


Peço desculpas aos seguidores dos mes Blogs



Por motivos de força maior estive fora da net por algum tempo.
Agora acho que tudo está voltando ao normal.
Ao menos às segundas e sextas estarei atualizando meus espaços na net.
Obrigado pela paciência!

Japão se esforça para controlar usina mas radiação chega ao mar, veja imagens antes e depois do terremoto e tsunami reveladas pela NASA


Japão tenta controlar usina danificada e radiação chega ao mar

R7 22/03/2011 15h43


Mesmo com a boa notícia do restabelecimento da energia elétrica no complexo nuclear de Fukushima, epicentro da crise atômica do Japão, aumentou nesta terça-feira (22) a preocupação geral com a radioatividade detectada nas águas litorâneas da região e a temperatura crescente em volta do núcleo de um dos reatores.
A Tokyo Electric Power Company (Tepco), operadora da usina, disse que precisa de mais tempo antes de poder afirmar que os reatores foram estabilizados. Técnicos que trabalham dentro de uma zona da qual a população foi retirada, ligaram cabos de força aos seis reatores e ativaram uma bomba em um deles para resfriar os bastões de combustível nuclear superaquecidos.
Mas fumaça e vapor foram vistos mais tarde saindo de dois dos reatores mais problemáticos, os de número 2 e 3. Ao longo da crise já houve várias explosões de vapor, que, segundo especialistas, provavelmente liberaram uma quantidade de partículas radiativas.
Hidehiko Nishiyama, vice-diretor geral da agência japonesa de segurança nuclear, disse mais tarde que a fumaça parou de sair do reator 3 e que havia apenas um pouco de fumaça saindo do reator 2.
Ele não deu maiores detalhes, mas um vice-presidente executivo da Tepco, Sakae Muto, disse que o núcleo do reator 1 agora está causando preocupação, com temperatura chegando a 380 ºC e 390 ºC.
- Precisamos reduzir isso um pouco. Injetar água é uma opção para resfriá-lo.
Enquanto se busca controlar a usina nuclear, que opera desde 1971, as autoridades fiscalizam os níveis de radiação na zona em volta da qual foi estabelecido um perímetro de segurança de 20 km.
A inquietação pelo alcance da contaminação aumentou após a confirmação nesta terça-feira de que as zonas marinhas próximas à usina nuclear também apresentam níveis de radioatividade acima do normal.
Segundo a Tepco, uma amostra de água marinha recolhida nesta segunda-feira (21) a uma distância de 15 km da central revelou um nível de iodo radioativo I-131, mais de 126 superior ao limite legal. Hoje o nível tinha se reduzido na mesma área até ser 30 vezes superior ao limite, indicou a Tepco.
O governo japonês indicou que ainda é cedo para saber se os produtos pesqueiros da área estão contaminados e assinalou que, em breve, serão realizadas análises para avaliar o impacto da radioatividade no mar.
O governo também recomendou aos moradores que estão entre 20 e 30 km da usina que não saiam de suas casas e permaneçam com as janelas fechadas.
Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), na cidade de Namie, a 20 km da usina, o nível de radioatividade chegou a ser 1.600 vezes maior que o habitual, registrado a 161 microsievert por hora.
Nos lugares mais afastados, como as Províncias de Saitama, Chiba, Kanagawa, e na própria capital, Tóquio, as medições do Governo japonês, da AIEA, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de especialistas americanos indicam que os níveis de radiação estão muito abaixo de serem perigosos para a saúde.
As medições do governo japonês se estenderam aos alimentos da região, após radioatividade ser detectada em leite e espinafres, levando as autoridades a proibirem a distribuição desses produtos.


Nasa divulga primeira imagem do Japão após terremoto e tsunami



A Nasa (agência espacial americana) divulgou neste sábado a primeira imagem do Japão após o país ter sido atingido por um terremoto e uma tsunami. A fotografia feita pelo satélite de observação da Terra mostra a região de Sendai inundada e devastada pela onda gigante que destruiu a costa japonesa na sexta-feira.
Abaixo, duas imagens capturadas pela Nasa mostram a região de Sendai antes e depois do terremoto. A primeira foi feita ainda no dia 11 de março e, a segunda, neste sábado.






Em http://extra.globo.com/noticias/mundo/nasa-divulga-primeira-imagem-do-japao-apos-terremoto-tsunami-1274999.html

V Congresso Brasileiro de Psicossomática e Psicologia da Saúde


V Congresso Brasileiro de Psicossomática e Psicologia da Saúde


Fale conosco on-line das 13h00 às 17h30
De segunda-feira à sexta-feira exceto feriado
Clique aqui para acessar o Chat


V Congresso Brasileiro de Psicossomática e Psicologia da Saúde
 As Manifestações Somáticas na Contemporaneidade
Campinas, de 09 a 12 de outubro de 2011


Promoção
 
LOCAL DO EVENTO
Centro de Convenções - UNICAMP
Rua Elis Regina, 131 - Cidade Universitária - UNICAMP
CAMPINAS - SP


 INFORMAÇÕES
  Centro de Psicoterapia Existencial
 Rua dos Eucaliptos, 140
Serra da Cantareira
Tel.: (11) 4485.0407 
               E-mail: congresso.psicossomatica@psicoexistencial.com.br
                                 Twitter: @psicoexistencia

Cuba e China se incomodam com ataque da coalisão internacional à LÍBIA


Rebeldes líbios, com apoio da coalizão, avançam sobre tropas de Gaddafi

21/3/2011 12:56,  Por Redação, com agências internacionais - de Trípolie e Benghazi, Líbia
Os caças que atacam a Líbia levantam vôo de bases na Itália
Os caças que atacam a Líbia levantam vôo de bases na Itália
Os recentes ataques da coalizão internacional fortaleceram os rebeldes líbios, que avançaram nesta segunda-feira contra posições tomadas pelas tropas fiéis ao ditador Muammar Gaddafi. Eles lançaram uma ofensiva para ocupar a cidade estratégica de Ajdabiya, no leste do país. Os rebeldes, no entanto, foram rechaçados pelos tanques do exército líbio, mas seguem nos arredores da cidade. Aeronaves dos Estados Unidos, Reino Unido, França, Bélgica, Espanha e Qatar, por sua vez, voltaram a bombardear as forças de Gaddafi nos arredores de Benghazi e destruíram parte do sistema líbio de defesa antiaérea no oeste do país.
A mudança no equilíbrio de forças levou os rebeldes a recusar novamente qualquer diálogo com o regime líbio para encerrar pacificamente os confrontos. O vice-presidente e porta-voz do opositor Conselho Nacional Transitório (CNT) líbio, Abdelhafid Ghoga, recusou ainda a convocação de uma “marcha verde” por Gaddafi, no que o ditador vislumbra como um movimento nacional do povo líbio contra a intervenção militar. Os rebeldes reconquistaram nesta segunda-feira o controle sobre Zuwaytinah, um terminal petrolífero a cerca de 30 km de Ajdabiya e que havia sido recuperada pelas tropas de Gaddafi na semana passada, segundo o diário norte-americano de centro-direita Washington Post.
Novos confrontos foram registrados também, afirma o jornal, em Misrata, o reduto rebelde mais ao oeste do país. Os rebeldes denunciaram nesta segunda-feira que as forças leais a Gaddafi trazem civis de cidades vizinhas para usá-los como escudos humanos na ofensiva. A informação não podia ser confirmada de forma independente e não houve comentário imediato de autoridades líbias. Um morador de Misrata disse à agência inglesa de notícias Reuters que as forças de Gaddafi também usavam roupas civis no centro da cidade, uma possível estratégia para escapar dos ataques ocidentais.
Ele disse que ainda que Misrata, localizada a 200 quilômetros a leste de Trípoli, já estava cercada por tropas pró-Gaddafi e que o abastecimento de água foi interrompido. Em Benghazi, a segunda maior cidade líbia, um porta-voz da oposição disse que os rebeldes ainda planejam marchar para Trípoli, estratégia que havia sido evitada pela ofensiva de Gaddafi.
Em apoio ao avanço das tropas rebeldes, que tentam reconquistar as principais cidades do país, os aviões da coalizão internacional voltaram a bombardear Trípoli nesta manhã. O céu da capital foi tomado por aviões inimigos do regime líbio, procedentes de bases na Itália, e pelos disparos da defesas antiaérea líbia durante toda a madrugada.
Há três dias, a Líbia é alvo da operação Aurora do Amanhecer, uma ampla ofensiva militar das forças ocidentais contra as forças de Gaddafi. A operação visa a impedir os ataques do ditador aos civis e rebeldes líbios, que pedem sua renúncia, e impor a zona de restrição aérea – medidas aprovadas na quinta-feira pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Cuba condena ataques à Líbia por violação do direito internacional

21/3/2011 12:27,  Por Redação, com Opera Mundi - de Havana
Manifestantes líbios sobem sobre tanque capturado das forças do regime
Manifestantes líbios sobem sobre tanque capturado das forças do regime
O governo cubano condenou os ataques contra a Líbia por considerá-lo uma “violação do direito internacional”, já que eles não estão autorizados pela resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Na leitura de um comunicado na TV estatal, a chancelaria em Havana expressou sua “mais enérgica condenação à intervenção militar estrangeira no conflito interno que atinge a Líbia”. A resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU “de nenhuma maneira autoriza esses ataques contra o território líbio, o que constitui uma violação de direito internacional”.
De acordo com o texto, o CS “cedeu à pressão de algumas potências ocidentais para criar as condições necessárias para esta agressão militar, o que constitui uma grosseira manipulação da carta das Nações Unidas às responsabilidades do conselho e é outro exemplo do trato desigual que caracteriza sua conduta”. O governo cubano defende “o direito alienável do povo líbio de exercer sua autodeterminação sem nenhuma interferência estrangeira” e apoia “a integridade territorial e a soberania sobre os recursos dessa nação”.
De acordo com a chancelaria cubana, algumas das potências ocidentais que participam da ofensiva militar são “as responsáveis pela morte de mais de um milhão de civis do Iraque e de mais de 70 mil no Afeganistão, o que classificam como efeitos colaterais”. No final de fevereiro, o ex-presidente de Cuba Fidel Castro antecipou a possibilidade dos Estados Unidos invadirem a Líbia. “O governo norte-americano não se preocupa, em absoluto, com a paz na Líbia e não irá vacilar em dar à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) a ordem de invadir este rico país, talvez em questão de horas ou em poucos dias”, escreveu em um artigo publicado pela imprensa local.
Fidel ainda chegou a apoiar, dias depois, a solução apresentada pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, para quem uma comissão integrada por líderes de diversos países deveria ser enviada à nação africana, a fim de buscar uma saída pacífica para os conflitos. Segundo o cubano, foi uma “valente posição” assumida por Chávez. No comunicado divulgado em 10 de março, o ex-mandatário cubano afirmou que os Estados Unidos e seus aliados “nunca se interessaram pelos Direitos Humanos” e que as reuniões do Conselho de Direitos Humanos e a Assembleia Geral da ONU são “puro teatro”.



China eleva o tom contra os ataques da coalizão à Líbia

21/3/2011 12:08,  Por Redação, com agências internacionais - de Pequim
Simpatizantes de Gaddafi mostram restos do míssil que atingiu o centro administrativo do governo
Simpatizantes de Gaddafi mostram restos do míssil que atingiu o centro administrativo do governo
O principal jornal da China intensificou, nesta segunda-feira, a oposição de Pequim aos ataques aéreos ocidentais na Líbia, acusando os países que apoiam os ataques de violar regras internacionais e arriscar novos tumultos no Oriente Médio. A mais forte condenação chinesa das manobras do Ocidente contra as forças do líder líbio Muammar Gaddafi apareceu no Diário do Povo, órgão do Partido Comunista, e mostrou como o conflito militar pode se tornar uma nova frente de atrito entre Pequim e Washington.
O jornal usou palavras pouco veladas para acusar os Estados Unidos e seus aliados de violar regras internacionais, embora a China não tenha chegado a vetar a resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas que efetivamente autorizou os ataques aéreos. O diário apontou semelhanças entre a iniciativa na Líbia à invasão norte-americana do Iraque em 2003, e deu a entender que segue um padrão de interferência do Ocidente nos assuntos de outras nações.
“As tempestades ensanguentadas que o Iraque sofre há oito anos e o sofrimento indizível de seu povo são um reflexo e um alerta”, disse o comentário do Diário do Povo.
“Os ataques militares à Líbia são, após as guerras no Afeganistão e no Iraque, a terceira vez que alguns países lançaram ações armadas contra países soberanos”, disse em referência aos EUA e seus aliados.
“Deveria ser notado que toda vez que meios militares são usados para lidar com crises, é um golpe na Carta das Nações Unidas e nas regras das relações internacionais.”
O comentário apareceu sob o nome de Zhong Sheng, pseudônimo que em chinês se parece a “Voz do Centro,” dando a entender que verbaliza a opinião do alto escalão do governo.


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