Magazine do Xeque-Mate

terça-feira, 2 de julho de 2013

Quais as reais intenções das últimas pesquisas?

Xeque - Marcelo Bancalero

Sem querer me meter a matemático, e assim, descredibilizar um instituto de pesquisas de renome no Brasil.
Mas a anos temos vistos pesquisas do Datafolha e Ibope, manipularem  a opinião pública com suas pesquisas. Todos sabemos o quanto a população não politizada se deixa influenciar por estas pesquisas. 
Mas vamos ver o quanto de fidelidade pode haver nestas pesquisas...

Qual a intenção de se  fazer uma pesquisa, em meio a momentos que nem precisa-se disso pra saber da insatisfação popular?
Qual a intenção de tentar descredibilizar a presidenta Dilma, mostrando que o povo diz que Lula está mais preparado para lidar com protestos e economia , quando o próprio Lula apoia Dilma para 2014 e disse que não há menor chance de haver  diferenças entre eles. Dilma foi a primeira líder mundial a ouvir às ruas.
Qual a intenção de se fazer uma pesquisa, pra saber se a população quer a prisão dos réus  do mensalão,  bem agora que está sendo provada a armação, estão sendo denunciados  os ERROS, e a  inocência de réus que como Henrique Pizzolato, que ficou claramente explicado os motivos de ter sido  arrolado neste processo, por motivos escusos desde Daniel Dantas, até a necessidade de um elo para atingir os líderes do PT?
As pessoas ao serem questionados na pesquisa sobre o mensalão, não poderiam  nunca dizer nada ao contrário... Pois o que eles tem de informação, é apenas o que a Rede Globo, Veja, e emissoras do PIG lhes passa... E estes irresponsáveis, sempre colaboraram para destruir o PT.
Qual intenção de se fazer uma pesquisa, colocando o ministro Joaquim Barbosa como opção de protesto?Pois estes seriam os votos que ele teria, pois seria o supremo palhaço da vez, e só é conhecido pela super exposição que  ganhou da Rede Globo e  PIG, com edições bem calculadas, onde nunca se mostrava os pitis, e absurdos que ele cometia durante o julgamento, os vários momentos em que desrespeitou seus pares no plenário, nunca mostraram as violências dele com a esposa, com jornalistas, com companheiros do magistrado... Só o mostraram como alguém que poderia  satisfazer uma  sede legítima de justiça do povo... Porém o que ele trás a este povo na verdade não é água, mas vinagre!
Foi usado, manipulado, e apresentado como herói... Mas na verdade, não passou de uma farsa, que está por trás de uma farsa maior ainda o MENTIRÃO, criado com uma única finalidade, destruir a imagem do PT, de Lula, Dilma... Pois só assim se pode impedir que o Brasil continuando a crescer, e se escolha manter no poder o partido que permitiu a esse gigante acordar.
Estão agora com pressa de terminar com o julgamento do mensalão, pois se deixar mais tempo, mais mentiras serão descobertas. Mas com os trabalhos dos ministros que se dividem entre dois senhores, STE e STF, que terão de trabalhar para a viabilidade do plebiscito, isso vai ser difícil, alertou o ministro Marco Aurélio de Mello.
Quero ver se teremos a mesma cobertura da mídia no julgamento do mensalão verdadeiro o mineiro, e tucano, que terá Barroso como relator. O mesmo que poderá mudar os rumos da mentira na AP 470, se  Barroso  for  um homem de palavra e não ceder  a pressões.
Os manipuladores da opinião pública não entendem que o gigante acordou, e ele não está somente nas ruas, mas nas redes sociais... 
E se estes jovens  entenderem, deixarão de dar audiência à esta m´dia manipuladora, e de contribuír com interesses da direita fascista.
Vai ficando cada dia mais difícil mentir para a população!
Logo, mesmos estes que usaram nestas pesquisas, vão descobrir que foram enganados!
Leia os artigos;



Publicado em 29/06/2013

UMA ANÁLISE DO DATAFALHA.
DÁ PARA FAZER A LIMONADA

Por que a Folha não divulga, nunca, a avaliação PESSOAL da Dilma ?

Diante do Datafalha – “Datafalha, Dilma não caiu” -, o ansioso blog procurou reunir alguns pedaços de analise, consultou o Tirésias, o Oráculo de Delfos, o Vasco e outros confiáveis intérpretes, e se permitiu algumas observações:   


Era impossível que, depois do “terremoto neopolítico”,  engendrado na “doença infantil do transportismo”  não ocorresse uma queda  na avaliação da presidenta e de todos políticos, sem exceção.

Porém, Dilma reúne condições para se recuperar por causa dos seus atributos pessoais, do seu governo – o Lulilma – e do campo político do qual faz parte, onde desponta Lula.

Alguns aspectos:

TÉCNICOS

1. Mesmo com a grande queda, o índice ainda é positivo :

a) o número maior é de regular (43%)

b) o segundo é de ótimo e bom (30%)

c) o terceiro ruim e péssimo (25%)

2. Foi mantida a tendência de o aumento do regular ser maior que o do ruim e péssimo;

3. A avaliação por nota continua boa : agora é 5,8 quando antes era de 7,1 (queda de apenas 1,3);

4. Curiosamente, a Folha mais uma vez omite a aprovação pessoal da presidenta (que  deve estar
acima de 50%  – como, normalmente, existe uma proporcionalidade entre a nota e a aprovação, este índice pode estar girando entre 55% a 58% ;

5. Mesmo com toda a queda, este momento de inflexão de Dilma é maior do que o ponto mais baixo de Lula (28%)  e de FHC (13%);

6. E O MELHOR, DO PONTO DE VISTA POLÍTICO :  68% APROVAM A IDÉIA DO PLEBISCITO  E 73% ASSEMBLÉIA CONSTITUINTE . 


POLÍTICOS
a) seguramente não foi apenas a imagem de Dilma que despencou. Sem dúvida, a de todos os políticos,  em especial a dos principais  chefes de executivos: Alckmin, Cabral, Tarso, Anastasia, Eduardo Campriles, Aécio (por tabela), Paes, Haddad.  
Os prefeitos das grandes capitais também devem ter despencado ;

b) a massa numérica é maior na presidenta por alguns motivos: quem está mais em cima, cai mais forte;

c) em momento de crise aguda, a pessoa que ocupa o poder central vira o maior
alvo, momentâneo, de insatisfações pois além de ser a “grande autoridade” recebe o “lixo” dos problemas localizados de cada Estado;

d) trata-se de um impacto político-emocional, que pode ser passageiro, pois as condições objetivas da vida das pessoas (salário, emprego, consumo) não mudaram tão abruptamente nas últimas três semanas;

e) o dado mais preocupante é que a  crise atingiu seu Governo em um momento já de queda gradativa, por causa da economia);

f) como não há nenhum líder de oposição ou partido capaz de  encarnar a revolta popular, a possibilidade de recomposição da presidenta é mais fácil.
A única exceção é, talvez,  Joaquim Barbosa, que pode reencenar o Fernando Ferrari contemporâneo: o “mãos limpas”;
Mas, como se sabe, Ferrari perdeu para o Jango.
E se Barbosa tem “mãos limpas” há de ter alguns defeitos para ser um candidato presidencial palatável.
A sua própria isenção ficará comprometida se, em sua presidência, não legitimar a Satiagraha.

Cadeia para todos os partidos, ou o PSDB tem privilegio de fôro ?
E seu ponto mais forte é o fato de a Globo – que sonega impostos – o eleger como “o que mais faz a diferença”.
No Brasil, isso vale mais do que toda a bancada do PMDB na Câmara e a do PT no Senado  …

g) duro, mesmo, vai ser aguentar os mervalicos pigais (*) , as cantanhedes, os prousts de Brasília…

h) Agora, com zé cardozo, Helena Chagas, Bernardão, Gleisi … aí já não é limonada – é óleo de rícino !

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.


http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/06/29/uma-analise-do-datafalha-da-para-fazer-a-limonada/

O Critério das Pequisas do Datafolha

Por Maurício Costa Romão*
No quesito “avaliação da administração” dos governantes, os institutos de pesquisa costumam inquirir os respondentes de duas maneiras: uma, indagando se o mandatário está realizando uma administração “ótima, boa, regular, ruim ou péssima”; outra, instando-os a declararem se “aprovam ou desaprovam” a gestão em andamento.
Esta última forma, apesar de mais direta, intuitiva, e de fácil interpretação, deixa de fora do leque de opções do entrevistado e as eventuais manifestações intermediárias entre as duas indagações. Já a mais usual pergunta, a da categoria que vai de ótimo a péssimo, oferece cinco alternativas ao entrevistado, é quase exaustiva e complexa, porém pode ser considerada de relativa assimilação, exceto, talvez, pela abrangência da subcategoria “regular”. A categoria de ótimo a péssimo, contudo, não propicia uma visão clara da avaliação do governante, dando margem a várias interpretações, dependendo de como a leitura dos números é feita.
Por exemplo, o Datafolha, em 4 e 5 de abril de 2013, aferiu a avaliação da administração do prefeito Fernando Haddad em São Paulo: 31% de ótimo e bom, 42% de regular e 14% de ruim e péssimo. Diante disso, ficam os questionamentos: essa é uma avaliação boa? É uma avaliação ruim? É uma avaliação mais ou menos? Qual é o critério que se tem para classificar a administração como tendo uma avaliação boa, ruim ou mais ou menos? O Datafolha não emitiu opinião sobre se os números da pesquisa sugeriam que a gestão do alcaide paulistano poderia ser enquadrada como boa, ruim ou regular. E nem poderia fazê-lo. Não existe parâmetro de referência para esta classificação.
Buscando preencher esse vácuo metodológico sugerimos recentemente um indicador sintético que pudesse exprimir, sem margem de dúvidas, o sentimento do eleitor sobre a avaliação da administração do governante extraída das pesquisas eleitorais. O índice proposto, denominado de Índice de Avaliação da Administração (IAA), tem a vantagem de eliminar as subjetividades envolvidas nessas leituras e deixar claro qual o grau de avaliação que foi conferido ao governante pelos eleitores.
O IAA mensura o saldo entre as subcategorias de ótimo (O) e bom (B) e ruim (R) e péssimo (P). Um saldo positivo significa indicador de aprovação e um saldo negativo, sintoma de reprovação. No índice, a subcategoria “regular”, que resume o conteúdo “mais ou menos”, composto de “coisas ótimas e boas” e “coisas ruins e péssimas” da administração, é distribuída proporcionalmente entre todos os componentes da dimensão. A mesma distribuição proporcional é feita com a subcategoria residual de “não sabe, não respondeu”, sem prejuízo qualitativo.
Na edição impressa do jornal Folha de S.Paulo (FSP), do dia 9 de junho de 2013, em que foi divulgada a última pesquisa nacional do Datafolha sobre o desempenho do governo da presidente Dilma Rousseff, praticamente não há referências às subcategorias ruim e péssimo e ao resíduo não sabe, não respondeu.  Toda a atenção da reportagem é voltada para a soma dos percentuais das subcategorias ótimo e bom, que mensura, na metodologia do Instituto, indistintamente, a avaliação da administração (ou da gestão), a aprovação do governante (ou do governo) e a popularidade do mandatário.
Enfim, o eleitor diminuiu sua aprovação expressiva (ótima e boa) e, também, sua desaprovação completa (ruim e péssima). O modelo de avaliação do Datafolha, contudo, apenas capta essa movimentação na subcategoria ótimo e bom. O IAA, por levar em conta todos os componentes da categoria, detectaria não só o declínio da subcategoria ótimo e bom, mas também, as oscilações migratórias havidas, registrando aumento na avaliação da administração no exemplo simulado, que passaria de 0,81 para 0,84.
Em outras palavras, uma queda (elevação) nos percentuais de ótimo e bom de uma gestão não necessariamente significa diminuição (aumento) da aprovação do governo ou do governante. Depende de que critério a performance é mensurada.
* Ph.D. em economia, é consultor da Contexto Estratégias Política e Institucional, e do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau.

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