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domingo, 15 de abril de 2012

Lembra quando você sonhava com o fim da dívida externa?

Xeque- Marcelo Bancalero

Eu me lembro que cresci  ouvindo falar em dívida externa.
Mais adiante junto com esse nome , apareceu o  FMI.
Então crescia ouvindo sobre Inflação, troca da moeda, Divida Externa, FMI, entre outras coisas.
A corrupção existia, mas  tão bem escondida, que só sabíamos por exemplo que Maluf roubava, mas como ele fazia, não nos incomodávamos com isso.

Confesso que amadureci politicamente, graças ao PT, pois os partidos que comandavam a nação não se importavam com a politização do povo, pois quem entende a política não pode ser manipulado. Assim, quando compreendi um pouco mais claramente a situação do Brasil e por que via a juventude incluir em seus sonhos  se formar e ir embora para o exterior. O sonho brasileiro era  fazer parte do sonho americano.
Eu pensava naquela época, por que o Brasil não pagava aquela divida idiota, por que ninguém fazia nada sobre isso?
E sonhava com o dia  em que veria meu país liberto daquela prisão e os brasileiros pudessem se orgulhar de mais coisas do nosso Brasil. Que fossemos conhecidos por coisas mais sérias do que apenas o carnaval e o futebol.
Então o que era sonho, virou realidade com Lula Presidente!
E o sonho americano se esfarelou junto ao pesadelo brasileiro, dando lugar a novos sonhos , agora possíveis em nosso Brasil.

Com Lula e o PT, de devedores passamos a emprestar dinheiro, a corrupção, um câncer que carregamos por anos escondido começou a  aparecer. Claro que como todo tratamento de câncer, alguns efeitos colaterais houveram e ainda estamos em recuperação, mas  o corpo sadio dessa nova nação vai se recuperando e criou anti-corpos que não permitem  que se prolifere novamente essa doença. E a cada dia vem aniquilando males antigos.

Com Lula e agora com Dilma ganhamos identidade internacional, como podemos ver AQUI

O Fim da corrupção ou ao menos a diminuição disso já está em processo. 
Assim, resta ao povo agora outros desejos. 
Este povo sonha com fim da miséria, fim dos problemas sociais e principalmente para que outros sonhos se realizem, o fim dos juros alto.
Mas que bom! 
Pois esse também é o sonho de Dilma!

E creio, que em pouco tempo, este humilde blogueiro terá a alegria de  postar aqui mais esse sonho realizado!
Dilma e o PT tem trabalhado por isso!


Aplaudida por empresários, Dilma diz que juro alto é entrave ao crescimento

CÉLIA FROUFE, RAFAEL MORAES MOURA, TÂNIA MONTEIRO / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo-
--A queda dos juros cobrados pelos bancos virou ponto de honra para o governo. Ontem, a presidente Dilma Rousseff atribuiu às altas taxas o entrave para o crescimento da economia brasileira, e deixou claro que deseja ver as instituições privadas seguirem os bancos oficiais e derrubarem o que o jargão econômico convencionou chamar de spread - diferença entre o juro pago pelos bancos no mercado e o que cobram de seus clientes.

"É muito importante a gente perceber o que está em questão, hoje, no Brasil. Temos de desmontar alguns entraves ao nosso crescimento sustentável e continuado. Esses entraves podem ser assim resumidos na necessidade de colocarmos os nossos juros e spreads incluídos nos padrões internacionais de custo de capital", disse a presidente.
Dilma voltou ao assunto quando discursava de improviso para uma das plateias mais afoitas por crédito barato, a de empresários. A reação foi imediata. Mal a presidente terminou a frase, aplausos ecoaram no auditório da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O bombardeio do governo aos juros foi intensificado na semana passada, quando Caixa e Banco do Brasil anunciaram redução de suas taxas. Na quinta-feira à noite, o HSBC foi o primeiro banco privado a seguir as instituições públicas. Também na quinta, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, elevou o tom, dizendo que cabe às instituições, e não ao governo, reduzir as margens para baratear o crédito.
Foi claramente uma reação ao argumento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), de que a "bola estava com o governo", após entregar mais de 20 propostas à Fazenda. O ministro, porém, interpretou a lista como cobrança e não gostou de ser colocado na parede.
Apoio. Logo depois do discurso de Dilma, o presidente da CNI, Robson de Andrade, disse apoiar "integralmente" a estratégia do governo na batalha contra os juros elevados. "Temos certeza de que os spreads podem ser reduzidos." Segundo Andrade, a expectativa era de que essa diferença já tivesse começado a ser vista com o início dasnegociações em torno do cadastro positivo, mas o setor acabou se frustrando.
"Se o Banco do Brasil e a Caixa Econômica, que estão entre as maiores instituições bancárias do País, conseguiram diminuir seus spreads, os bancos privados também têm condições de revisar seus cálculos e fazer o mesmo", acrescentou.
Dado mais um recado aos bancos, a presidente fez um mea-culpa ao admitir que o País tem hoje estruturas tributárias que se tornam muito pesadas para o processo de crescimento sustentável. "Temos de criar condições para que o País possa de fato ter uma desoneração tributária que não comprometa a situação macroeconômica."

domingo, 19 de setembro de 2010

E agora José ERRA? Podia dormir sem essa!


Luis Fernando Veríssimo dá uma chinelada em José Serra

Coluna de Luis Fernando Veríssimo, publicada hoje em diversos jornais do País:
Não pude ir à sabatina dos candidatos à Presidência feita por colunistas e leitores de O Globo na semana passada, mas mandei perguntas por e-mail. Respondendo à minha pergunta sobre se, caso ele fosse eleito, a política externa brasileira voltaria a ser a que era antes do governo Lula, mais alinhada com os Estados Unidos, Serra respondeu que teria uma política própria, presumivelmente diferente da política do Fernando Henrique também. Mas antes fez um preâmbulo, lembrando o livro O Senhor Embaixador, em que, segundo Serra, meu pai se revela um admirador de John Foster Dulles, secretário de Estado americano que foi o grande estrategista da Guerra Fria com a União Soviética, famoso pela sua doutrina do “brinkmanship”, ou a arte de levar as confrontações até a beira de uma guerra quente, sem dar o passo fatal. “No caso da família Verissimo, houve uma alternância”, disse Serra, pois o filho, eu, “passou para o lado contrário em matéria de questão externa”. Não entendi: o lado contrário do que, da Guerra Fria? Posso garantir que não sou pelo alinhamento da nossa política externa com a União Soviética contra o Foster Dulles, mesmo se conseguíssemos encontrar os dois ainda vivos, e mesmo que meu desejo valesse alguma coisa.

Como eu, o Serra deve ter lido O Senhor Embaixador há algum tempo. Não surpreende que não se lembre bem do que leu. Foster Dulles foi, sim, uma figura admirável, do ponto de vista puramente literário. Incorporava um certo tipo de aristocracia americana que durante algum tempo fez do Departamento de Estado o seu feudo fechado e do anticomunismo sua principal faina intelectual. Depois, esse patriciado estanque foi substituído por tecnocratas tipo McNamara, que deram o passo fatal além da beira e empurraram o país para o abismo do Vietnã. Nenhum tinha aquela empáfia de nascença que caracterizava Dulles e seus pares e mal camuflava sua arrogância. Meu pai não admirava a política de Dulles, Serra. Um personagem do livro expressa sua opinião sobre Dulles como a fascinante figura literária que foi.

O Senhor Embaixador foi baseado, em boa parte, na experiência do meu pai como diretor de assuntos culturais da União Pan-Americana, ligada à Organização dos Estados Americanos, em Washington, de 1953 a 1956. A personalidade que, este sim, ele mais admirou no período foi Alberto Lleras Camargo, ex-presidente da Colômbia pelo Partido Liberal que dirigiu a OEA até 54 e saiu do cargo fazendo um famoso discurso em que desancava a intromissão americana em assuntos internos da América Latina e propunha um novo relacionamento, não submisso, dos latinos com os Estados Unidos. Lleras Camargo foi o primeiro estadista latino-americano da sua estatura e com suas credenciais a dizer coisa parecida. Recomendo ao Serra que, quando tiver tempo, leia Solo de Clarineta, vol.1, livro de memórias do meu pai, para saber com que figuras ele realmente simpatizou, na época, e com quem concordava. 

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