Tiririca é aplaudido e Maluf vaiado em sessão de diplomação em SP
A plateia inteira se manifestou quando eles pegaram seus diplomas. Cerimônia foi na Assembleia Legislativa, na Zona Sul da capital.
Roney Domingos e Carolina IskandarianDo G1 SP
Tiririca, o deputado federal eleito com maior votação do país, recebe diploma em cerimônia na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Foto: Carolina Iskandarian/G1)
Os deputados federais eleitos Francisco Everardo Oliveira (PR-SP), o Tiririca, e Paulo Maluf (PP) provocaram manifestações da plateia que esteve presente na cerimônia de diplomação dos eleitos em outubro. Tiririca foi aplaudido pelas pessoas que estavam nas galerias ao receber seu diploma na manhã desta sexta-feira (17), na Assembleia Legislativa de São Paulo. Já Maluf, teve de ouvir vaias, mas também recebeu palavras de apoio. Ao todo, foram diplomados 94 deputados estaduais, 70 federais, dois senadores e seus suplentes, o governador e o vice.
Tiririca foi o primeiro dos deputados federais a ser chamado para pegar o diploma. Ao chegar à Assembleia, Tiririca, que obteve 1,3 milhão de votos e é o deputado mais bem votado do país, afirmou que estava nervoso e feliz com a diplomação.
"É o primeiro diploma de muitos que vêm aí”, disse. Tiririca afirmou que está estudando a Constituição e que deve focar seus projetos nas áreas de educação e cultura, na defesa de artistas circenses em geral e ciganos.O último a ser diplomado nesta sexta-feira foi o governador eleito, Geraldo Alckmin.
Ao receber o diploma, Maluf, que teve o registro de candidatura liberado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta, mesmo vaiado por algumas pessoas, não se abalou. Sorriu, distribuiu cumprimentos, inclusive a Geraldo Alckmin e à senadora Marta Suplicy (PT), e voltou ao seu lugar. Maluf foi condenado em abril deste ano por improbidade administrativa. Na chegada, ele contou aos jornalistas que se sentiu “glorificado” pelas decisões da Justiça que permitiram a ele ser diplomado. “Me sinto glorificado porque sempre disse que era inocente.”
Na saída, Alckmin evitou falar sobre a exoneração do secretário estadual de Educação, Paulo Renato Souza, que pediu demissão na quinta-feira (16). Sobre a diplomação, disse que “é uma honra trabalhar pela população de São Paulo”. Prometeu trabalhar com “honestidade e competência”, dando “continuidade ao bom trabalho que o (ex-governador José) Serra e o (atual governador Alberto) Goldman fazem em São Paulo”.
A senadora Marta Suplicy (PT), ao deixar o prédio do legislativo paulista, comentou sobre sua expectativa de começar o mandato no Senado: “é ir com muita garra, alegria e esforço para ajudar nossa presidenta (Dilma Rousseff) a fazer um bom governo".
Maluf
Paulo Maluf sorri com o diploma na mão. (Foto: Carolina Iskandarian/ G1)
Antes da diplomação, Maluf criticou o aumento salarial concedido pelos parlamentares a eles próprios. "O próprio ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, diz que tem de fazer cortes. Eu acho que foi inoportuno", comentou.
Na quarta-feira (15), o Congresso aprovou um reajuste de 61,8% no rendimento dos parlamentares. A partir de 1º de fevereiro, deputados, senadores, presidente da República, vice e ministros passam a ganhar o mesmo salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal - R$ 26.723. Hoje, um deputado federal recebe R$ 16.500.
Até quando o MPE vai continuar perseguindo o palhaço Tiririca - este sim um profissional – tentando impedi-lo de assumir seu mandato?
Novos mandados foram apresentados ontem ao TRE de SP para novos exames de alfabetização de Tiririca.
A alegação desta vez é de que o exame anterior não foi feito no Fórum adequado.
Independente do que eu pense sobre a eleição de Tiririca ou sua performance como Congressista, manifesto aqui o fato claro de que a elite paulista não admite que um negro, pobre, palhaço e nordestino tenha tido 1,3 milhões de votos e seja mais votado que muitos “doutores” e oligarcas.
Dia 17 Tiririca será diplomado.
A partir daí terá direito a foro especial no Supremo, provavelmente seu mandato correrá normal até o fim e ainda não teremos o transitado em julgado.
E até lá Tiririca terá tempo até para se diplomar como sociólogo e vir a ser colega de FHC. kikiakia
Xeque - Marcelo Bancalero O abestado passa no teste de leitura do TRE-SP Agora vamos enfim saber o que faz um deputado federal. Brincadeiras à parte, na verdade quem venceu foi a democracia. Independente do preparo ou não do Sr.Francisco Everardo Oliveira Silva para exercer o cargo. O que vale é a vontade do povo. Se o voto foi de protesto, foi por indignação, ou mesmo um aviso aos outros políticos de que o povo está cansada de ser feita de palhaço. Não interessa! A democracia está acima de tudo. Acredito como já disse nesse Blog (Veja AQUI), que Tiririca antes de ser o palhaço, é também um brasileiro que quer o melhor para o seu país. E pensando assim é que sei que ele ´pode até surpreender enquanto deputado federal. Como psicólogo eu sei que as pessoas tem está capacidade de mudar s rumos de sua vida, tem capacidade de crescer. Fica aqui meus sinceros votos para que o Sr. Francisco Everardo Oliveira Silva tenha sucesso em sua nova carreira como político.
Tiririca passa no teste de leitura, e pode assumir como deputado federal
Qui, 11 Nov, 03h17
Por Redação Yahoo! Brasil
Depois de muita polêmica, a confirmação: Tiririca sabe ler e escrever, e, por isso, pode assumir seu cargo de deputado federal eleito por São Paulo com mais de um milhão de votos.
Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, teve êxito no teste de leitura e escrita feito nesta quinta-feira pela Justiça Eleitoral. Walter de Almeira Guilherme, presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), contou que Tiririca fez um ditado tirado de um livro editado pelo tribunal: "Justiça Eleitoral, uma retrospectiva". A frase ditada foi extraída aleatoriamente de um livro da Justiça Eleitoral. "A promulgação do código eleitoral em fevereiro de 1932 trazendo como grandes novidades a criação da Justiça Eleitoral."
Ainda de acordo com o presidente do TRE-SP, Tiririca teve de ler uma notícia de jornal e fazer uma interpretação do que leu e escreveu. As manchetes foram "Procon manda fechar lojas que vendem produtos vencidos" e "O tributo final a Senna".
O presidente do TRE-SP ressaltou, porém, que a decisão sobre a diplomação de Tiririca caberá ao juiz Aloízio Silveira, da primeira zona eleitoral.
A polêmica começou depois de uma reportagem da revista Época, poucas semanas antes da eleição, apontando que Tiririca era analfabeto, de acordo com pessoas que trabalhavam e conviviam com ele. No ato do registro da candidatura, Tiririca, assim como todos os candidatos, entregou um documento atestando que tinha o primeiro grau incompleto, mas que sabia ler e escrever. O documento foi submetido à perícia, que apontou irregularidades na caligrafia - uma pessoa poderia ter escrito por Tiririca. O palhaço se recusou a fazer a perícia do documento, o que foi aceito pelo TRE-SP, já que ninguém é obrigado a produzir uma prova contra si mesmo.
E assim o deputado federal Tiririca será diplomado.
Acabei de publicar aqui uma defesa ao candidato Tiririca falando da legitimidade de sua campanha. E agora o PIG está preocupado com os votos que seus candidatos irão perder.
Afirmam isso categoricamente no site da Folha. Dizendo o seguinte;
[...candidatos de PT, PRB, PC do B e PT do B, todos da coligação "Juntos Por São Paulo", podem se beneficiar de uma eventual votação expressiva de Tiririca....]Aqui
Tiririca tem direitos democráticos de ser eleito. Sua eleição é legítima!
E não podemos permitir que em nome de uma luta pelo voto consciente a democracia seja
ferida.
Se o povo prefere votar no palhaço, do que votar em quem o faz de palhaço isso legítimo e
não podemos permitir como no post mas abaixo, que queiram impedir a vontade do povo.
Assim como luto contra a imprensa que ataca Dilma, luto contra qualquer ataque aos direitos
conquistados pela democracia
Sabemos que o problema não é o Tiririca se eleger que está em questão. Mas quantos de seu
partido ele trará com ele devido o enorme número de votos.
Mas isso não justifica destruirmos seus direitos. E contrariar a vontade do povo.
Ontem em Sorocaba vi uma passeata nas ruas contra o voto consciente. Jovens com nariz de
palhaço e apitos e faixas pedindo consciência na hora do voto. Esse é um ato democrático
legítimo. Mas não como o do promotor instigado por políticos a querer acusar o candidato no
TRE
A vontade do povo é soberana!
E se o povo quer Tiririca eleito que seja!
Assim pensamos melhor em que tipo de reforma política queremos para as próximas
eleições.
Além do mais penso que cada um faz a propaganda do seu jeito atraindo seu público peculiar.
Tiririca quis sair candidato. Seu público o conhece pelo trabalho humorístico. Nada mais a
fazer , do que atrair seus votos com bom humor.. Mas acredito que ele, além de palhaço é
também um cidadão. Que quer o melhor para seu país e estado. E com a ajuda de seu partido
pode até exercer um bom mandato.
Viva a Democracia
Pior que está só fica se ela acabar!
23 de setembro de 2010 11:19
Tiririca pode obter quase 1 milhão de votos e chegar ao Congresso
EFE
São Paulo, 23 set (EFE).- Com o slogan "Vote por Tiririca. Pior que tá não fica", um palhaço que fez carreira no circo e na televisão pode se transformar no deputado com maior apoio popular no Congresso, com quase 1 milhão de votos, se confirmadas as previsões das pesquisas de opiniões.
Francisco Everardo Oliveira Silva, "Tiririca", nascido em 1965 no Ceará, concorre a uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo pelo Partido da República (PR) nas eleições de 3 de outubro.
A última pesquisa elaborada pelo instituto Datafolha aponta ao candidato 900 mil votos, que representam 3% dos mais de 30 milhões de eleitores aptos a votar naquele estado.
Se for confirmado esse resultado, Tiririca não só conseguiria uma cadeira, mas se transformaria no deputado mais votado do país dentre os 513 da Câmara, comparável ao resultado obtido há quatro anos pelo candidato mais votado, Paulo Maluf, com 739 mil votos.
A pesquisa, no entanto, no qual foram entrevistados no início do mês 11.660 pessoas revela que nada menos do que 66% do eleitorado, que neste pleito deverá escolher o novo presidente, a composição de dois terços do Senado e governadores e deputados estaduais, ainda não decidiram para quais candidatos darão seu voto no Congresso.
Analistas políticos atribuem essa elevada taxa ao fenômeno de sempre: o desalento dos eleitores com os políticos tradicionais e a falta de propostas, embora os recém-chegados ao cenário político não tenham muito a dizer.
De seu programa político pouco se sabe além da ideia de lutar pela aprovação de projetos que beneficiem à população do nordeste e defender os trabalhadores da construção dos abusos de seus empregadores.
Igualmente propõe uma lei de incentivos para os espetáculos circenses e promover as atividades culturais nos bairros da periferia.
Também fala vagamente de lutar pela ampliação de programas sociais e criar comissões parlamentares para a defesa dos direitos humanos e a educação.
Sem qualquer tipo de experiência política, Tiririca começou a trabalhar aos oito anos de idade vendendo doces e começou sua trajetória artística como palhaço, equilibrista, malabarista e mago, segundo a biografia postada em seu site oficial.
Mas ele foi mais longe. Nos anos 90 entrou para o cenário musical como compositor, com a música "Florentina". Tiririca fez ainda participações em programas de humor na televisão.
"Se o senhor tem fé em Deus e trabalha honestamente, consegue seus objetivos. Tenho muita fé em Deus e por isso estou aqui", afirma o candidato.
Tiririca, quem não se expõem muito em declarações à imprensa, não esconde sua absoluta ignorância sobre o funcionamento das instituições do Estado às quais aspira representar.
"O que faz um deputado federal? Na realidade eu não sei", diz outro de seus lemas eleitorais.
Vestido com uma camiseta vermelha, uma peruca loira e um chapéu colorido, Tiririca apressa os últimos dias de campanha, acompanhado dos 50 membros de sua equipe eleitoral, percorrendo a pé ou a bordo de um microônibus as ruas dos bairros mais populares de São Paulo com a esperança de conquistar o coração do eleitorado.
Em suas aparições, Tiririca não hesita em pousar para fotos com eleitores, dar autógrafos, pegar nos braços bebês e devolver os beijos apaixonados que recebe de fãs.
Nos últimos dias de campanha, o palhaço não para de fazer aparições no meio da multidão, mas difícil é saber se essa popularidade se transformará em votos efetivos e em uma autêntica carreira política quando fechem os colégios eleitorais.
De qualquer maneira, alguns candidatos preocupados com o fenômeno Tiririca, como o empresário Paulo Skaf, aspirante ao governo de São Paulo (PSB), lançaram uma campanha na qual defendem que "o voto seja levado a sério". EFE
Promotor pede ao TRE para checar se Tiririca sabe ler
agestado
O promotor Maurício Antônio Ribeiro Lopes, da 1º Zona Eleitoral de São Paulo, entrou com duas representações, uma na Procuradoria Regional Eleitoral e outra na Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, para averiguar se o candidato a deputado federal Tiririca (PR) sabe ler e escrever, como exige a lei.
Reportagem publicada na revista Época desta semana revela indícios de que Francisco Everaldo Oliveira Silva, o Tiririca, não sabe ler nem escrever. Segundo a reportagem, a caligrafia do candidato nos autógrafos distribuídos aos eleitores é diferente da apresentada na declaração entregue ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) em que atesta que não é analfabeto.
O promotor utilizou a reportagem como base para suas representações. "Fiquei escandalizado com a notícia de que o candidato pode ser analfabeto, isso é inaceitável", afirma. Lopes acredita que o PR sabe da condição de Tiririca, mas esconde a situação do eleitorado.
Nas duas representações é pedido que Tiririca seja submetido, com máxima urgência, a um teste para comprovar que sabe ler e escrever. O promotor sugere que o candidato seja obrigado a ler um trecho da Constituição Federal e escrever outro, por meio de ditado.
Caso seja constatado que Tiririca é analfabeto, sua candidatura é cassada. Se isso ocorrer antes da eleição, os votos computados a ele serão anulados. Porém, se ocorrer depois da eleição, os votos dele serão computados na sua coligação.
A legislação eleitoral exige que os candidatos apresentem comprovante de escolaridade. Na ausência de um documento, pode ser apresentada uma declaração de próprio punho. A lei prevê que a exigência de alfabetização do candidato pode ser aferida por meio de uma avaliação individual e reservada, caso haja necessidade.
A assessoria de imprensa do TRE-SP confirmou o recebimento da representação e informou que o pedido será analisado na próxima segunda-feira, dia 27.