Magazine do Xeque-Mate

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Em entrevista ao G1, o G2, ministro Gilmar Mendes, muda o discurso e faz um apelo nas entrelinhas aos parceiros

Xeque - Marcelo Bancalero

Eu como todos sabem, sou evangélico, e assim sendo, não tenho nenhum problema em acreditar que pessoas possam mudar. No meu circulo de irmãos de fé, foram muitos os testemunhos de ex-bandidos, ex-viciados, ex-um monte de coisas, que ao aceitarem nossa fé, mudaram completamente de vida.
Mas no caso da "estranha mudança" no caso de Gilmar Mendes, eu ainda fico com a pulga atrás da orelha.

Oxalá eu esteja enganado na minha falta de fé no que tange as atitudes do volúvel ministro.
Segundo o G1...
Pois é, o site do PIG....
Afinal, se é pra falar em milagres, é bom que seja completo rsrsrs
Então, segundo  o G1;
"Gilmar Mendes destacou que os recursos dos condenados são "legítimos" e que haverá revisão de penas se houver necessidade. Ele disse não temer que a sociedade veja eventual mudança na decisão tomada como "impunidade".

"Se houve erro, terá que haver correção. Isso [impunidade] é um outro tipo de juízo que tem relevância no mundo político, mas não podemos fazer esse tipo de consideração. De fato, se houve uma decisão equivocada, injusta, tem que ser corrigida.", afirmou o ministro.


Dá para acreditar?
Mas essas são as palavras  que confirmam esse "milagre", na mudança de comportamento do Ex-desafeto e até alguns dias atrás, cúmplice de Joaquim Barbosa.

Mas as palavras ditas por ele, que mais chamam a minha atenção, são outras...
Disse ele;
"Nós precisamos resolver esta questão [mensalão]. Já disse isso em outras ocasiões, precisamos deixar de ser reféns dessa ação penal 470, precisamos dar continuidade a nossas vidas"

Pra começar, quando ele diz (nós), numa entrevista a um site da Globo, já existe alguma concordância!
Pois o que eu entendo nestas palavras é que  ele disse para a Globo;
"...precisamos resolver esta questão..."
"...precisamos deixar de ser reféns dessa ação penal 470..."
"..dar continuidade a nossas vidas!"

Como para o bom entendedor, pingo é letra, não é necessário explicar mais  minhas interrogações  sobre o caso.

Afinal...
Naquele jogo de ligar os pontinhos, onde a questão da sonegação da Globo, teve  ajuda dele liberando Habeas Corpus para a funcionária da receita que roubou documentos, que comprovavam o roubo de mais de 600 milhões, do dinheiro público que a Globo desviou para as ilhas virgens. E voltando um pouco mais atrás...
As descobertas sobre a Daniel Dantas, e como ele foi poupado por Antonio Fernando no processo do mensalão, e as suspeitas sobre a simpatia de Gilmar Mendes para com ele, que acabaram causando muitos processos, e o desafeto dele, Dantas, por Pizzolato
Todos estes são pontos importantes que poderiam  dar a entender, que o ministro tenha  votado todas as vezes acompanhando seu até então desafeto, Joaquim Barbosa, que se tornou uma questão imprevisível, depois que suas mazelas foram descobertas, por estar realmente refém da AP 470.
É isso...
Agora ligue você mesmo os pontinhos!
Leia mais;




 Atualizado em 01/08/2013 19h46

STF não cederá à pressão da rua no julgamento do mensalão, diz Mendes

Ministro sugeriu reunião ou sessão para discutir cronograma de julgamento.
Para ele, ação deve ser encerrada para tribunal não ser 'refém' do tema.



Mariana OliveiraDo G1, em Brasília

O ministro Gilmar Mendes em audiência no STF, em maio (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)O ministro Gilmar Mendes em audiência no STF,
em maio (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)
O ministro do Supremo Tribunal Federal(STF) Gilmar Mendes afirmou nesta quinta-feira (1º) que a Corte não cederá a pressões das ruas durante o julgamento dos recursos dos 25 condenados no processo do mensalão.
Ao ser perguntado antes da sessão desta quinta se o tribunal ouvirá a voz das ruas, o ministro disse: "Não. É um julgamento totalmente técnico."
Na quarta (31), Barbosa enviou ofício a todos os ministros para anunciar que o julgamento dos recursos do processo será iniciado no dia 14 de agosto, uma quarta-feira. A estimativa é a de que o julgamento demore pelo menos um mês.
Gilmar Mendes destacou que os recursos dos condenados são "legítimos" e que haverá revisão de penas se houver necessidade. Ele disse não temer que a sociedade veja eventual mudança na decisão tomada como "impunidade".
"Se houve erro, terá que haver correção. Isso [impunidade] é um outro tipo de juízo que tem relevância no mundo político, mas não podemos fazer esse tipo de consideração. De fato, se houve uma decisão equivocada, injusta, tem que ser corrigida.
"

Ainda será decidido se haverá sessões extras às segundas-feiras para acelerar o julgamento, como ocorreu na análise da ação principal, no ano passado.
Para Gilmar Mendes, a possibilidade de sessão extra será discutida e a Corte se reunirá às segundas "se for conveniente".
"Vamos discutir isso e, se for conveniente, faremos. [...] Tivemos isso em relação ao próprio julgamento e vai depender do cronograma que se organiza para o julgamento dos embargos de declaração [recursos dos condenados]."
Na avaliação do ministro, é preciso que o Supremo avalie diversos temas pendentes até o próximo dia 14 para se dedicar a concluir o julgamento do processo do mensalão.
Nós precisamos resolver esta questão [mensalão]. Já disse isso em outras ocasiões, precisamos deixar de ser reféns dessa ação penal 470, precisamos dar continuidade a nossas vidas"
Gilmar Mendes, ministro do STF
"Nós precisamos resolver esta questão. Já disse isso em outras ocasiões, precisamos deixar de ser reféns dessa ação penal 470, precisamos dar continuidade a nossas vidas. Agora, claro, temos questões importantes pendentes, como precatório que não ficou resolvido. Royalties, está todo mundo discutindo. E outros processos, matérias de liminares que não foram submetidas. Talvez devêssemos usar os dias até o dia 14 para tentar agilizar, priorizar essas matérias."
O ministro sugeriu ainda que sejam realizadas discussões sobre o cronograma do julgamento dos recursos. "Eu acho que é preciso que haja, talvez, uma reunião, uma sessão administrativa, para que nós possamos organizar essas expectativas."
Embargos infringentes
O plenário também deve decidir se mantém ou não a decisão tomada por Joaquim Barbosa isoladamente de que não são cabíveis os embargos infringentes, recursos para condenações não unânimes que podem levar a novo julgamento. Se forem aceitos, onze condenados podem apresentar os recursos.
Gilmar Mendes destacou que não considera possível os infringentes. "Eu tenho dito que, a mim parece, os senhores sabem, que não parecem cabíveis os embargos infringentes, mas essa é uma discussão que o tribunal travará com toda a competência."
Ele observou ainda que, ao contrário do julgamento inicial da ação penal, não deve haver um revisor para os embargos. "O regimento não prevê, expressamente veda. Se houver [essa discussão], não me parece que tenha futuro."
Recursos
Os chamados embargos de declaração que serão julgados pedem, entre outras coisas, penas menores e um novo acórdão do julgamento (documento que resume a decisão) em razão de falas retiradas. Depois do julgamento dos embargos de declaração, cabem embargos dos embargos.
O tribunal decidiu que os condenados só poderão ser presos após o trânsito em julgado do processo, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recursos.

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