Magazine do Xeque-Mate

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O PT só perde essa batalha se insistir num erro que cometeu por anos antes de chegar ao poder... Ficar apenas no discurso!

Xeque- Marcelo Bancalero

Eu estava lendo este bem produzido testo do Chico Vigilante no Blog da Dilma hoje pela manhã e  me veio um pensamento, daqueles que ficam martelando dentro da nossa cabeça.

O texto do companheiro Chico Vigilante é perfeito, maravilhoso, pois  alem de resgatar o legado de Lula, a memória da grande liderança de José Dirceu, e mostrar o intuito da oposição em calar essa voz, em  minar as forças do PT, e a qualquer custo tomar à força o Brasil... E ao final convocar a militância para defender o partido e o legado de Lula... Não mostra como fazer isso. 
Temos apresentado formações necessárias para que  se possa desarticular as manobras golpistas. Apresentado documentos do próprio STF que  provam os ERROS cometidos. Criamos um Fórum onde muitas pessoas  já se cadastraram para  tomar  uma atitude mais  ousada com base em provas para anular  o julgamento da AP 470.
Se procurarmos na internet vamos encontrar  muitos  bons textos  como o do companheiro Chico Vigilante, que são imprescindíveis para manter  acesa a chama militante dentro de nós para  nos mobilizarmos para a defesa do legado de Lula. Mas  o bom discurso  pode até mexer com o brio dos soldados  e faze-los  sair na linha de frente  nesta guerra. Porem, se não darmos a estes armas e munição, como se defenderão?
Eu gostaria que estes  companheiros que tem este dom de escrever  palavras tão importantes, e com muito mais conhecimentos do que este  humilde blogueiro,  acrescentassem às suas palavras as provas do ERRO do STF , que mostram à partir da denuncia  contra Henrique Pizzolato, que realmente como disse o companheiro  Chico Vigilante, tudo não passou de uma armação.
Não estou menosprezando o belíssimo texto do companheiro, mas  abrindo os olhos  das pessoas para que usem as palavras dele, juntamente com as provas que temos... Pois apenas  desta maneira vamos  conseguir  desarticular as manobras  destes golpistas.
Vamos  nos mobilizar sim! Se precisar sairemos às ruas!
Mas  temos  provas inquestionáveis dos ERROS do STF!
Então, vamos usá-las!
Sabemos onde existem as brechas  neste plano golpistas, se não usarmos isso contra eles como poderemos desbaratar essa quadrilha?
Acrescente ao bom texto de Chico Vigilante o também bom texto de Theófilo Rodrigues...
E assim terão um excelente discurso para sair em defesa do Legado de Lula!
Ninguém vai apagar nossa estrela!
Envie um email para forumproverdadeejustica@yahoo.com.br e  Cadastre-se no Fórum Permanente em Defesa da Democracia, Contra os Erros do Supremo Tribunal Federal (STF) no Julgamento da Ação Penal 470 (AP 470): Pró Verdade e Justiça
No Email, basta que  conste o Nome, Cidade-Estado, Endereço eletrônico, Pessoa e telefone de contato. " Acrescentar se faz parte ou representa alguma instituição e/ou partido, igreja , sindicato etc e se possui blogs, grupos em redes sociais e seus endereços  nas mesmas Twitter , Facebook, Linkedin , MSN , Skype e outras. 



A inquestionável liderança de José Dirceu

CHICO VIGILANTE














Quando a oposição, mancomunada com setores da grande imprensa e do Judiciário, montaram o palco e as luzes que justificariam a condenação do ex-ministro José Dirceu, mesmo sem provas concretas, eles sabiam, exatamente, o que estavam fazendo. Estavam tirando de campo a maior liderança política deste país dentro do PT e tentando ferir de morte a imagem do ex-presidente Lula e de seu partido. Estavam mirando não apenas as eleições de 2014 mas o futuro do comando do Brasil nas próximas décadas. A intenção da oposição é clara: querem destruir o legado Lula, voltar a ter no poder uma elite que governa para as elites e não mais uma gestão voltada para a defesa da classe trabalhadora, sua organização, conscientização e desenvolvimento. E, obviamente, pretendem destruir tudo o que a conscientização e a organização da sociedade espontaneamente geram em benefícios para o país. O discurso de Zé Dirceu, na terca-feira, dia 5, para uma calorosa platéia de mais de 700 pessoas na Câmara Legislativa, era calmo e reflexivo. Sua voz tinha o tom daqueles que não precisam gritar ou usar frases de efeito para convencer. Em nenhum momento se lastimou.
Suas palavras eram certeiras: analisava o passado e o presente, e previa o futuro. “O PT deve se preparar para travar uma luta séria. Teremos duros anos pela frente. A direita começa a radicalizar a luta política neste país. O julgamento da ação 470 às vésperas do 2º turno das eleições não tinha a intenção, de forma alguma, de fazer justiça mas sim de inviabilizar a liderança do PT, colocar na balança a liderança do nosso partido. Isso ficou muito claro para mim“, disse Dirceu. Faço minhas as palavras do companheiro Dirceu: discutir em todo o Brasil, divulgar e propagar o legado de Lula é uma de nossas tarefas prioritárias hoje. Realizar seminários para discutir o papel do partido e seu programa para a Nação, juntamente a uma ampla campanha de filiação e qualificação de seus dirigentes. Suas sedes devem ser espaços culturais onde se discute os rumos do partido que representa hoje 25% dos brasileiros. Todos nos lembramos do que significava ser petista na década de 1980. Lutamos contra a ditadura, rompemos barreiras de todas as espécies. A construção do PT foi democrática. O partido alargou a democracia, fortaleceu os sindicatos, a participação popular, o controle social, a participação da sociedade nos órgãos estatais. Realizamos conferências em todo o país para discutir políticas públicas sobre saúde, educação, pelo direito à terra, por um desenvolvimento social igualitário e justo. Quando chegamos ao poder já tínhamos 20 anos de contatos com os sindicatos, as universidades, os movimentos sociais, a sociedade. Foi nestes contatos que o PT construiu seu programa. Plagiando meu companheiro Zé Dirceu, reafirmo: “não inventamos um programa para governar o Brasil. Ele foi forjado com experiência, suor e lágrimas. Fizemos isso para que pessoas vindas da classe trabalhadora pudessem ser deputados, senadores, governadores, presidentes da república. Para provar que podiam governar melhor que as elites dominantes até então“. Ao assumir o governo em janeiro de 2003, Lula disse que tínhamos que colocar o povo dentro do Brasil e o Brasil dentro do mundo. E isso aconteceu. Hoje, mais do que nunca, o povo brasileiro tem orgulho de ser brasileiro. Demos um grande passo no sentido de crescer ao mesmo tempo em que lutamos contra a desigualdade social e a miséria. Crescemos e dividimos o bolo. Esta foi uma mudança política e acima de tudo uma mudança cultural. Passamos a governar democraticamente. O Estado passou a servir ao povo, a poupança pública direcionada para o desenvolvimento do país, passou a financiar infraestrutura, reforma agrária, agricultura familiar, habitação para aqueles que nem ousavam sonhar com uma moradia própria. São conseqüências dessa mudança cultural e política, todos os resultados visíveis ao compararmos índices do governo FHC e Lula. A taxa de desemprego caiu de 10,5% para 4%; o salário mínimo passou de U$ 56 para U$306; o número de empregos formais subiu de 5 milhões para 17 milhões; nossas reservas internacionais passaram de 16 para 372 bilhões. O Brasil de hoje é claramente um outro Brasil. Qual será o nosso grande desafio para os próximos anos? Dirceu responde: dialogar, convencer, mostrar à juventude e à sociedade que nós governamos a favor da maioria deste país. Construir uma consciência cidadã que sustente estas transformações. Nossos inimigos estão tentando desconstruir o que fizemos. Esse é o principal entrave. O que a direita quer é convencer a sociedade, por meio de aparelhos culturais que não mostram a realidade, principalmente a grande imprensa, que somos uma continuidade do governo FHC. Nunca fomos tão diferentes. Em resumo, o recado do companheiro Zé Dirceu, dito com a tranquilidade dos sábios e líderes, é que todas as ações da oposição destinam-se a impedir a continuidade do projeto petista de mudanças apoiado pelo povo brasileiro. Mas a direita não perde por esperar. Estamos preparados, militantes do PT, movimentos sociais, e outras forças progressistas para defender com unhas e dentes o rumo que o Brasil conquistou.


Apenas o primeiro passo

*Por Theófilo Rodrigues

“Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo”. (Bertold Brecht)

Não, não aceitaremos. Não, não calaremos. O julgamento da AP 470, pejorativamente chamado de “mensalão” pela imprensa estabelecida, foi ele próprio um crime com o qual não podemos concordar. O inacreditável julgamento onde as provas de inocência foram arquivadas inverteu a lógica do Estado de direito com a transformação dos inocentes em réus e dos juízes em culpados.
“Não tenho prova cabal contra Dirceu – mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite”, afirmou a ministra Rosa Weber em um pronunciamento digno de tempos de ditadura que não queremos que volte mais em nosso país.
Mas não é a condenação ilegal de um José Dirceu ou de um José Genoíno que mais me preocupa. Estes, heróis nacionais vivos, ainda possuem a enorme solidariedade de milhares de pessoas por todo o país que não concordam com o crime cometido pelo STF. O que me preocupa são os desconhecidos, os pangarés, os carregadores de bandeiras. Aqueles cuja militância a história não registra os nomes em suas páginas. O que me preocupa é ver uma pessoa como Henrique Pizzolato, funcionário de carreira do Banco do Brasil por toda a sua vida, ser condenado à prisão por um crime que jamais cometeu. O que me preocupa é saber que o STF possuía todos os documentos necessários para inocentar Pizzolato e os ter ignorado.
Em uma mesma frase o ministro relator Joaquim Barbosa apresentou as três mentiras necessárias para a base de todo o julgamento. “Henrique Pizzolato desviou dinheiro público da Visanet nos contratos com a empresa DNA”.
Primeira mentira: a Visanet não é uma empresa pública, mas sim uma multinacional privada que possui como maior sócio o Banco Bradesco, fato que foi ignorado, ou melhor, deturpado pelo STF.
Segunda mentira: todos os serviços para os quais a empresa DNA foi contratada foram prestados. Tanto a Visanet quanto o Banco do Brasil apresentaram ao STF documentos que provam que os serviços foram prestados. Hoje a lista de serviços que foram prestados é completamente pública e pode ser acessada facilmente na internet.
Terceira mentira: Pizzolato havia acabado de ser nomeado para a diretoria de marketing do Banco do Brasil na época das denúncias. Todos os documentos do contrato entre BB e DNA, que supostamente apontam a culpa de Pizzolato, são assinados por outros 3 diretores do Banco do Brasil que, por coincidência – ou não – foram nomeados no governo de Fernando Henrique Cardoso. Ou seja, Pizzolato não detinha o tal poder que Joaquim Barbosa lhe atribuiu. A única culpa de Pizzolato, portanto, era a de que ele era petista. E isso ele nunca escondeu de ninguém.
Já é mais do que público que o julgamento da AP 470 foi baseado em ilações falsas e no arquivamento de provas que inocentariam os réus. Pelo bem da Constituição, da Democracia e do Estado de direito o julgamento da AP 470 precisa ser anulado e uma nova apreciação que considere todas as provas precisa ser realizada. A jurisprudência permite isso. Falta apenas a vontade política e o bom senso dos senhores ministros do STF.
Brecht em sua poesia revolucionária que abre esse texto nos mostra os perigos do egoísmo e do individualismo em tempos autoritários. Não sou petista. Mas não é por isso que deixarei de me indignar com a condenação de um inocente. Hoje é Pizzolato, mas amanhã pode ser qualquer um de nós. Fosse vivo, o escritor Émile Zola escreveria J´accuse novamente, sem pestanejar, tal qual já havia feito durante o caso Dreyfus no fim do século XIX. Eu estou com Zola, e você?
*Theófilo Rodrigues é cientista político.




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