Magazine do Xeque-Mate

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Conselho básico de Lula para Marina Silva

Xeque - Marcelo Bancalero

Fiquem com as sábias palavras de eterno presidente Lula
Um conselho básico para Marina Silva.
Leia;



Lula e a disruptura da Marina


A Marina precisa lembrar o seguinte:   Ela entrou no governo junto comigo em 2003 e ela sabe que o Brasil tem hoje mais estabilidade em todos os níveis que a gente tinha quando entramos. Herdamos do FHC um país muito inseguro, não tinha nenhuma estabilidade, não tínhamos dinheiro sequer para pagar suas importações”... “Tínhamos [US$] 37 bilhões de reservas, dos quais 20 bilhões eram do FMI [Fundo Monetário Internacional], e hoje a gente tem [US$] 376 bilhões de reservas, mais [US$] 14 bilhões emprestados ao FMI. Tínhamos uma inflação de 12% quando cheguei e tem uma inflação hoje de 5,8%. Então, eu penso que Marina precisa não aceitar com facilidade algumas lições que estão lhe dando. Ela precisa acompanhar com mais gente o que era o Brasil antes de a gente chegar”, Lula.  Bom lembrar Esse Brasil FHCiando que a Blablarina defende hoje, foi quebrado três vezes pela política cambial dos seus novos companheiros.   http://blogdobriguilino.blogspot.com.br/2013/10/lula-e-disruptura-da-marina.html



Vice do PSB desanca conselheiros de Marina

Josias de Souza

Divulgação
Em artigo veiculado nesta quarta-feira (30) no site do PSB, o vice-presidente da legenda, Roberto Amaral, acomodou um deserto entre suas opiniões e as ideias de Marina Silva. Num dia em que Lula declarou que Marina precisa duvidar de “algumaslições que estão lhe dando”, o número 2 do PSB desqualificou André Lara Resende e Eduardo Giannetti, dois dos principais conselheiros econômicos de Marina.
A sucessão presidencial de 2014, anotou Amaral, será um embate ideológico entre “o campo conservador” e o “campo progressista”. Para ele, o primeiro grupo “trabalha sob o marco da tragédia que foi o governo neoliberal de FHC”. Desse lado militam os economistas que, “incensados pela mídia vassala”, classificam de “exemplar” a ruína tucana. Entre eles Lara Resende, um dos pais do Plano Real, e Gianetti.
No segundo grupo, escreve Amaral, está a “esquerda orgânica”. Integram-na o seu PSB e, supremo paradoxo, o PT e dois aliados que Lula legou para Dilma: o PCdoB e o PDT. A essas legendas caberia assegurar o essencial: “a continuidade da união das forças progressistas e de esquerda, para além do pleito de 2014.” Ficou subentendido que, para o vice do PSB, o inimigo a ser batido é o PSDB, não o PT.
Em contraposição às críticas de Marina à política econômica de Dilma, Amaral 100% elogios: “O governo Dilma, não obstante a persistente crise financeira internacional, não só dá continuidade ao binômio desenvolvimento-distribuição de renda, como ousa enfrentar o capital financeiro, ao promover a baixa dos escandalosos juros praticados desde sempre em nossa economia.”
Quem lê fica com a impressão de que Marina não é a única vítima da retórica de Roberto Amaral. Algum incauto poderá indagar: se Dilma é essa maravilha toda, porque diabo Eduardo Campos, o presidenciável que Amaral supostamente apoia, abandonou o governo dela e partiu para o seu voo solo?
Numa fase em que Marina e Campos acabam de iniciar a costura do programa que supostamente irá soldar a aliança da Rede com o PSB, Amaral escreveu que “todos os objetivos eleitorais são táticos, e táticas são as alianças que a lógica dos pleitos impõe, inclusive das contradições programáticas.” O importante, ele anotou, é não perder de vista o adversário estratégico”, no caso o PSDB de Aécio.
Contra a pregação de Marina em favor da “nova política”, Amaral serve uma dose caprichada do velho e bom pragmatismo. “Ninguém, a não ser os anjos no Paraíso e os paranóicos na terra, realiza a política dos seus sonhos na Passárgada que inventou. Todos fazemos a política possível…”
Amaral arremata seu artigo assim: “A preeminência das circunstâncias sobre o sonho, da realidade sobre a vontade, não constitui, porém, um determinismo. Se ao agente político não é dado escolher as condições nas quais vai atuar, cabe-lhe, sempre escolher, livremente, o papel a exercer nas circunstâncias dadas.” Com outras palavras, o vice do PSB disse algo assim: numa caçada eleitoral, quem não tem cão caça com a Rede.

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