Magazine do Xeque-Mate

segunda-feira, 25 de março de 2013

72% da verba para Conglomerados? Já foi a hora de dar um basta! Regulamentação da mídia já!

Xeque - Marcelo Bancalero

A denúncia é muito séria!
Um país que necessita de uma Lei de Médios com urgência, continua dando dinheiro para alimentar verdadeiras máfias escondidas por trás de grandes conglomerados.
E depois temos que  ficar aqui nos desdobrando pra defender o partido por ideologia apenas, sem receber nada para isso. Enquanto os golpistas  recebem e muito bem para atacar o Legado de Lula.
Não estamos  atrás de dinheiro, mas  o mínimo que o PT deveria fazer, era ajudar-nos a erguer essa bandeira.

Amanhã, essa mesma mídia bandida que hoje articula com o julgamento politico da AP 470, vai  atacar com unhas e dentes  a nossa presidenta Dilma, vai  criar novos factoides contra Lula para impedir que o monopólio tucano continue em alguns estados.
Já foi a hora de dar um basta!
Regulamentação da mídia já! 
Recomendo depois de ver denúncia no blog Jornalismo B, ver  também o excelente artigo Defesa da regulamentação da mídia do Blog da amiga Aninha Ornellas.



Conglomerados abocanham 72% da verba de ministérios e presidência para internet – e muito mais fora da web

A forma pela qual lida com a problemática da comunicação e da concentração midiática é um bom indicativo sobre como pensa o mundo e age sobre ele uma organização, um militante ou um governo. A inoperância do governo federal em relação a esse tema é uma dica importante para entendermos a quem ele serve e para debatermos quais os limites das transformações almejadas por esse governo.
Segundo levantamento feito pelo blogueiro Miguel do Rosário e republicado pelo site da Revista Fórum, 72% da verba de publicidade que o  governo federal investe em internet – incluindo nessa conta apenas presidência da República e ministérios – foi destinada aos conglomerados midiáticos, histórica e atualmente aliados das oligarquias brasileiras. Um resultado lamentável e decepcionante para um governo encabeçado por um partido, o PT, que se construiu na luta contra as oligarquias. Agora esse governo as sustenta, sustenta seu aparelho ideológico.
Os dados mostram que a verba destinada à internet está crescendo, mas ainda mais do que ela cresce a verba destinada aos portais ligados aos conglomerados midiáticos. UOL, Rede Globo, Terra, Yahoo, Estado de S. Paulo, Abril e Folha são alguns dos mais favorecidos. O crescimento da verba destinada ao UOL (pertencente ao grupo Folha) impressiona: de R$ 281.412 em 2011 para mais de um milhão de reais em 2012! O escândalo é ainda maior se considerarmos que a verba total é de apenas R$ 6,6 milhões.
Publicidade internet
Fora da internet, de um total de R$ 113, 7 milhões que o governo federal investiu em publicidade, R$ 49,6 milhões foram para sustentar marcas ligadas à Globo – rádio, TV aberta e fechada, revistas, jornais, internet. Na sequência da lista vêm Rádio e TV Record (R$ 12,6 milhões), TV SBT (R$ 11,6 milhões), Bandeirantes (R$ 3,7 milhões), UOL  e Grupo Abril (R$ 1 milhão cada). Estado de S. Paulo e Folha também aparecem em seguida.
Publicidade geral
Se é verdade que o investimento em publicidade na internet cresceu muito em 2012, também é verdade que cresceu menos que as verbas publicitárias para jornais, mídia alternativa (de R$ 707 mil para R$ 4,2 milhões), cinema e mídia exterior. Cresceu mais apenas que TV e rádio, mas a hegemonia desses dois tipos de mídia segue absoluta (R$ 73,7 milhões investidos em TV, R$ 14 milhões em rádio e R$ 11,5 milhões em jornal, contra R$ 6,6 milhões em internet). Talvez o que explique esse crescimento de toda a publicidade (60% em um ano) seja o fato de 2012 ter sido ano eleitoral. Poderemos confirmar ou abandonar essa possibilidade quando tivermos os dados de 2013.
Publicidade mídias
De uma forma ou de outra, o conjunto dos números e a comparação e complementação entre eles demonstra uma política de abandono da ideia de transformação do modelo de comunicação. Ao mesmo tempo em que o governo não faz avançar o debate sobre um novo marco regulatório, segue distribuindo verbas e mais verbas aos barões da mídia. Enquanto isso, vemos a mídia contra-hegemônica com dificuldades para expandir-se – e não falo apenas dos veículos que já existem, mas especialmente do nascimento de novos espaços.
A opção por seguir destinando enorme fatia da publicidade à velha mídia tem razões pragmáticas técnicas – maior exposição e tentativa de sofrer menos ataques -, mas não deixa de ser uma opção política, na medida em que, somada à negativa de um marco regulatório, inviabiliza uma mudança de eixo na comunicação. Outra opção política seria a de aplicar essas verbas de forma horizontalizada – ou tendente a isso -, fomentando, dessa forma, o fortalecimento de mais veículos e o surgimento de novos espaços de mídia – o que quer dizer contribuir para o aprofundamento da democracia. Com a escolha que faz, o governo opta por conservar o domínio de alguns poucos sobre todos os outros, mantendo muitas vozes no escuro  enquanto as poucas que estão às claras nada mais nos apresentam do que o silêncio da alienação.

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