Magazine do Xeque-Mate

terça-feira, 9 de outubro de 2012

As 10 perguntas que não querem calar sobre o que aconteceu hoje no julgamento da AP470



Xeque- Marcelo Bancalero

Quem cala consente!
Essa é a máxima mais apropriada para a ocasião!
As perguntas que não querem calar....

1ª Por que o julgamento da AP 470 aconteceu antes do mensalão mineiro?
2ª Por que um procurador maluco que  é citado na CPMI pode construir uma acusação? Qual a credibilidade?
3ª Por que a denúncia foi montada desta maneira ardilosa? Com pilares falsos para sustentar uma acusação falsa?
4ª Por que rasgaram contrato da Visanet?
5ª Por que  apenas Henrique Pizzolato (PT), que não era responsável e não assinou foi citado, e quem assinou não foi? E por que  da CPI dos correios os que eram do FHC e foram citados não foram  chamados no julgamento?
6ª Por que ministros que chegaram a acusar o ex presidente da  república (PT), podem  ser considerados  haptos a julgar uma causa onde  se mostram  envolvidos de maneira tão  agravante.
7ª Por que fizeram vistas grossas a tantos documentos que foram mostrados nesteBLOG, no Megacidadania e tantos outros?
8ª Por que Joaquim Barbosa  fatiou, fatiou, até que  estivesse no tempo certinho das eleições, e quando  percebeu-se a possibilidade de 2 turno em algumas cidades importantes, segurou , para que a condenação  crucial, sobre José Dirceu pudesse ajudar a bater o PT nestas cidades, e ninguém parece perceber isso?
9ª Por que  ministros que até então, não se envolveriam  neste jogo, foram  covardes em hora tão crucial? 
10ª  E finalmente  a que mais me angustia...Por que alguns "petistas , assistiram calados nos bastidores da politica, apenas preocupados com suas próprias campanhas campanhas. E não se uniram  as vozes destes petistas verdadeiros guerreiros na internet,  contra  a farsa do mensalão, mas como estrelas amareladas, escondiam-se  com medo de perder votos?




No dia 12 de outubro de 1968, durante a realização do XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, fui preso, juntamente com centenas de estudantes que representavam todos os estados brasileiros naquele evento. Tomamos, naquele momento, lideranças e delegados, a decisão firme, caso a oportunidade se nos apresentasse, de não fugir.


Em 1969 fui banido do país e tive a minha nacionalidade cassada, uma ignomínia do regime de exceção que se instalara cinco anos antes.

Voltei clandestinamente ao país, enfrentando o risco de ser assassinado, para lutar pela liberdade do povo brasileiro.

Por 10 anos fui considerado, pelos que usurparam o poder legalmente constituído, um pária da sociedade, inimigo do Brasil.

Após a anistia, lutei, ao lado de tantos, pela conquista da democracia. Dediquei a minha vida ao PT e ao Brasil.

Na madrugada de 1º dezembro de 2005, a Câmara dos Deputados cassou o mandato que o povo de São Paulo generosamente me concedeu.

A partir de então, em ação orquestrada e dirigida pelos que se opõem ao PT e seu governo, fui transformado em inimigo público numero 1 e, há sete anos, me acusam diariamente pela mídia, de corrupto e chefe de quadrilha.

Fui prejulgado e linchado. Não tive, em meu benefício, a presunção de inocência.

Hoje, a Suprema Corte do meu país, sob forte pressão da imprensa, me condena como corruptor, contrário ao que dizem os autos, que clamam por justiça e registram, para sempre, a ausência de provas e a minha inocência. O Estado de Direito Democrático e os princípios constitucionais não aceitam um juízo político e de exceção.

Lutei pela democracia e fiz dela minha razão de viver. Vou acatar a decisão, mas não me calarei. Continuarei a lutar até provar minha inocência. Não abandonarei a luta. Não me deixarei abater.

Minha sede de justiça, que não se confunde com o ódio, a vingança, a covardia moral e a hipocrisia que meus inimigos lançaram contra mim nestes últimos anos, será minha razão de viver.


Vinhedo, 09 de outubro de 2012
José Dirceu
Publicado em 09-Out-2012
in http://www.zedirceu.com.br/

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