Magazine do Xeque-Mate

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Eleições 2012 em Votorantim - Sabatina do Jornal Cruzeiro do Sul com Carlos Augusto Pivetta (PT)

Xeque - Marcelo Bancalero

Basta ver as respostas para entender que Pivetta tem as maiores condições para manter nossa cidade rumo ao desenvolvimento.
Com Pivetta13 vamos avançar ainda mais!
O passado de estagnação politico social não retornará e especuladores, não vão arriscar o destino da população no futuro.
Com Pivetta 13 continuaremos com  "Orgulho de Ser Votorantim"




22/08/2012 | ELEIÇÕES VOTORANTIM

Carlos Augusto Pivetta (PT)

Cruzeiro do Sul - Qual será a principal marca do seu governo?

Carlos Augusto Pivetta - Inicialmente quero parabenizar o jornal Cruzeiro do Sul e toda sua equipe por esse importante ato democrático, principalmente para nós, que em Votorantim não temos outra forma de chegar ao eleitor diretamente, via televisão, por exemplo. O jornal está prestando um serviço à democracia de Votorantim e fazendo com que os eleitores tenham mais acesso e facilidade aos programas de governo, às informações e à vida de cada candidato. Com relação à nossa principal marca de governo, temos procurado fazer com que Votorantim se desenvolva mais aliando a justiça social ao desenvolvimento econômico. A cidade tem passado por profundas mudanças desde que nós assumimos o governo e eu posso citar para ilustrar essa questão, o programa "Votorantim Sem Favelas", que mexe com a questão estruturante do nosso município, que é uma grande preocupação. Nosso governo alia essas questões com os problemas estruturais da cidade. As favelas são os problemas estruturais da cidade. São centenas de famílias vivendo em subcondição de moradia e a cidade ao se desenvolver não pode conviver com essas submoradias em seu entorno, com essas pessoas nessa situação. Então, o programa "Votorantim Sem Favelas" resgata a dignidade social para essas pessoas, a cidadania, fortalece essa marca, resolve um problema de crescimento da cidade, ordenamento de solo e urbano, possibilita que os bairros onde esses núcleos se encontram tenham uma outra qualidade de vida também e ao mesmo tempo soluciona o problema de moradia. Então, eu ilustro dessa forma para mostrar que nós temos buscado trabalhar como marca de governo, a solução dos problemas estruturantes. A atração de investimentos para a cidade resolve um problema estruturante, que é a falta de emprego e resolve um outro problema estruturante que é a baixa arrecadação do nosso município. Votorantim é uma cidade que, perto de outras do mesmo tamanho, não tem uma arrecadação de tributos. E ao mesmo tempo, essa marca se coloca na qualidade da nossa educação. Eu fui o prefeito que mais construiu creches na história de Votorantim. A cidade tinha 10 creches até o dia em que eu assumi e hoje nós já fizemos cinco e estamos com mais duas em construção. Duplicamos o número de vagas em creches. Isso mostra a nossa preocupação com o social. É a única cidade do Brasil que tem o mesmo valor de tarifa paga pelo usuário desde 2009. Isso mostra nossa preocupação em criar alternativas de trânsito para a cidade e melhorar o trânsito a partir do fortalecimento do transporte coletivo e investindo na população que mais precisa, que é justamente a que paga a tarifa. Então, nós temos duas vertentes como marca: o investimento forte na área social, numa grande rede de proteção social e a atração do desenvolvimento econômico.

Se eleito, o sr. exercerá o seu segundo mandato. O que pretende diferir em relação à primeira gestão? Ou será mesmo uma administração de continuidade?

Não. Nós estamos em uma fase em que esse projeto de reconstrução da cidade está no meio. Nós precisamos ainda aprofundar a criação de um grande parque industrial da cidade, que vem sendo trabalhado ao longo da rodovia que vai para Piedade, precisamos melhorar a qualidade urbana da cidade, nós começamos um grande programa de recape no município. Hoje, Votorantim tem 98% das suas vias públicas pavimentadas na zona urbana, e grande contribuição nós demos nesse sentido. Nós já recapeamos mais de 350 mil metros de vias na cidade até a data em que estamos (2 de agosto) e então começamos a trabalhar outras situações, que são justamente as relacionadas à qualidade urbanística: canteiros centrais, de visuais, a criação de uma grande rede de parques que integre a cidade e mais ainda, a melhoria da qualidade dos serviços públicos, a grande transformação que não só Votorantim precisa fazer, mas as administrações de uma forma geral. É que nós já conseguimos, resolvendo esses problemas estruturais, universalizando o atendimento de serviço público, como nós temos hoje nas áreas da saúde, educação e dos trabalhos sociais. É fazer com que esses serviços públicos tenham cada vez mais qualidade. É a grande revolução que os municípios precisam fazer e é o grande foco, sem dúvida alguma, do próximo governo.

Votorantim tem problemas habitacionais que incluem ocupação irregular, existência de favelas e isto se reflete nas más condições de moradia dessas famílias. Que medidas o sr. pretende tomar para resolver esse problema?

Na realidade, Votorantim tem dezenas de problemas de moradia. Temos em torno de 60% da zona urbana sem registro imobiliário, porque são loteamentos que no passado foram sendo feitos sem localização da prefeitura, loteamentos ditos irregulares ou mesmo clandestinos, todos eles em processo de regularização agora, eu posso citar como exemplo o Jardim Tatiana, com quase duas mil famílias. Votorantim tem problemas de matrículas do Grupo Votorantim, das terras relacionadas ao grupo que estão prestes a serem solucionados na nossa gestão e tem os problemas de ocupação de áreas públicas e algumas particulares naquilo que se denomina de áreas verdes ou favelas na cidade. Nós estamos enfrentando todos esses problemas. Em relação as favelas, até junho ou até agosto, no máximo, do ano que vem, nós teremos resolvido praticamente todos esses problemas. São 900 famílias que serão atendidas. É o maior programa de desfavelamento do interior do Estado de São Paulo hoje, juntamente com o Governo Federal, a Caixa Econômica Federal. São recursos oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que não significa apenas entregar uma chave na mão das pessoas, significa também todo um trabalho social de qualificação profissional, de aprendizado a viver em condomínios, a questão dos animais, a questão da sustentabilidade dessas pessoas dentro desses locais para que elas não transformem aquilo que é direito e moradia no direito a patrimônio, e reproduzam depois, ou seja, elas acabem vendendo aquele imóvel que vem subsidiado por toda a sociedade e depois elas reproduzam a mesma situação. Além disso, nós estamos trabalhando com núcleos completos. Ou seja, não sai uma ou outra família de uma área, a área toda é desfavelada e devolvida à comunidade. Pode virar um parque, ou uma escola. Eu posso dar o exemplo do desfavelamento que eu fiz no Jardim Archilla. Existia um núcleo com 73 famílias, nós construímos as moradias para essas famílias, as removemos e a área que antes era favela, que tem um grande interesse ambiental, está sendo trabalhada para que se transforme em um parque devolvido a toda comunidade. Estamos resgatando aquela área do ponto de vista ambiental que era sua antiga vocação. Então, esse é um trabalho que já vem sendo feito. Dentro dessa hierarquização de prioridades, no momento em que agora essa realidade da solução dos problemas das favelas já está acontecendo, nós já estamos trabalhando para o lançamento de moradias populares, porque quem precisa de habitação não é apenas o cidadão que está numa favela, mas também o cidadão que está pagando aluguel, que tem uma renda que não lhe permite ao mercado e comprar um imóvel dentro das condições que o mercado oferece. Para esses casos, nós estamos trabalhando neste momento, uma área de 280 mil metros próxima ao Jardim São Lucas, com o Grupo Votorantim, estamos trabalhando 800 unidades habitacionais no Parque São João, em vias de ser fechado com a Caixa Federal ou o Banco do Brasil e mais 123 unidades prontas para serem lançadas na Vila Garcia, todas elas a essa população com baixa renda, de zero a três salários mínimos. O do Parque São João e da Vila Garcia já há projeto e toda a parte estrutural sendo trabalhada assim como as partes de engenharia e jurídica e agora nós estamos caminhando já para a parte final. O da Vila Garcia está pronto para iniciar fase de construção, daqui há alguns dias nós fazemos o anúncio. O do Parque São João ainda levará mais algum tempo, talvez um ou dois meses. E a área do Grupo Votorantim nós estamos trabalhando nesse momento para receber essa área ainda que vai possibilitar uma grande reserva de área para a solução habitacional definitiva do município, por isso nós falamos que a marca da nossa cidade é trabalhar as questões estruturais e a solução efetiva dos problemas da cidade.

Ao mesmo tempo, podem ocorrer novas ocupações. Quais medidas serão tomadas para evitar isso?

Já estamos tomando. A criação da Guarda Municipal, que tem como uma das suas principais funções fazer esse trabalho. Nós, no governo anterior com o ex-prefeito Jair Cassola, fizemos a urbanização, ou seja, a retirada de famílias, assentamento de famílias no Promorar, são mais de 200 famílias que atendemos, o local já virou parque e nós estamos mantendo-o sem nenhuma ocupação. No Archilla, como eu já citei, já fizemos essa experiência e não tivemos ocupação. Então quando removemos todas as áreas ficam limpas, não há mais possibilidade de ocupação porque a própria sociedade faz uma pressão para que isso não aconteça e o poder público tem uma facilidade maior de fiscalização. É diferente hoje, quando se tem um núcleo com 50 ou 60 famílias, se aparece uma ou outra família naquela área, dificilmente se consegue fazer essa atuação mais rigorosa porque as próprias famílias acabam se acobertando. Às vezes um diz que as famílias moravam juntas, acabam fazendo um "puxadinho" no fundo, e acaba sendo muito difícil para a prefeitura fazer a fiscalização efetiva. Já quando a área está livre, isso se resolve e não há mais como ocorrer.

O saneamento básico em Votorantim não atende a toda a população. A cidade convive com problemas de falta de água, especialmente em áreas rurais e de ocupação que não são atendidas. Como o sr. vai enfrentar esse desafio?

Saneamento básico é uma grande preocupação do município. Existem gargalos fundamentais que impedem inclusive o crescimento da cidade em outras áreas porque o planejamento de saneamento básico feito no passado chegou ao teto. Há de se fazer grandes investimentos, dos quais o município não dispõe de recursos para fazer. Por exemplo, nos próximos três anos, para manter a atual situação e ao mesmo tempo poder ampliar o serviço, nós precisaríamos de pelo menos R$ 36 milhões. Nós optamos por fazer a concessão dos serviços de saneamento de água e esgoto justamente para que possamos primeiramente, manter as tarifas mais baixas sem onerar a nossa população, ter capacidade e eficiência dos investimentos e dessa foram atender à população. Então a solução para esses gargalos de saneamento básico que impedem o crescimento do município em alguns aspectos e por outro lado a manutenção dos serviços já existentes, colocando em risco inclusive a manutenção desses serviços, é um passo que já foi dado com a concessão desses serviços de saneamento, os resultados já estão aparecendo. Por exemplo, tínhamos um grande gargalo do córrego do Vidal, que precisava fazer todo o emissário. O município não dispunha de recursos para isso, e a concessionária já está fazendo. Nós precisávamos fazer coleta e tratamento de esgoto no Bairro dos Morros, que é uma região rural do município e a concessionária já está fazendo. Na região do Novo Mundo e Jardim Tatiana, onde nós verificamos problemas de abastecimento de água durante o verão, a concessionária já está trabalhando não só no sentido de ampliar reservatórios, mas também para buscar ampliação de adutoras para que a água chegue a esses novos reservatórios. Então a solução foi dada e acertada, que significou redução de tarifa e garantia dos investimentos necessários para que Votorantim não sofra nenhum tipo de problema com o saneamento básico.

Quais são as prioridades que estão sendo dadas neste campo, tendo em vista que em alguns bairros, inclusive áreas de ocupação que existem há quase 20 anos, ainda não chega água, porém são áreas que estão em litígio? Como resolver essa situação?

Fazendo os investimentos. Isso já faz parte do plano de trabalho que constou do plano municipal de saneamento básico que foi amplamente debatido com a sociedade, que ficou disponível para a colaboração da sociedade, foi feito todo um levantamento técnico das reais necessidades do município e os investimentos e tipo de obra necessária de hoje até daqui a 30 anos. Essa hierarquização de investimentos, a empresa vencedora da licitação já começou a cumprir. Eu citei agora três exemplos que já estão em obra. O córrego do Fornazari é uma outra área que dentro de alguns meses, até o final do ano, já começa também a trabalhar, por exemplo, a retirada dos esgotos. Então são investimentos que estão sendo feitos a partir de um plano municipal de saneamento básico amplamente debatido e que a concessionária tem que seguir à risca.

A cidade de Sorocaba está concluindo o seu plano de despoluição do rio Sorocaba no trecho que lhe compete. E quanto ao trecho do rio na cidade de Votorantim, o que o sr. pretende fazer? Como vai buscar recursos para viabilizar projetos nessa área?

Como eu já disse, no meu governo nós inauguramos a estação de tratamento de esgoto próximo à chamada cachoeira de Guimarães, que tem capacidade de tratar os esgotos da cidade, nós não tínhamos recursos para fazer todas as ligações de emissários necessários para que isso acontecesse. O rio Sorocaba no trecho compreendido em Votorantim é um rio despoluído. A carga de esgoto sofre hoje 62% de tratamento a partir da lagoa do Votocel e a partir dos esgotos que chegam da cachoeira do Guimarães. A concessão do serviço de saneamento foi feita justamente para que a gente possa implementar isso. Os recursos já existem e são os necessários colocados na licitação que a concessionária terá que fazer. São R$ 36 milhões nos próximos três anos, entre eles o emissário do Vidal que já está em obras, e vai possibilitar que todo o esgoto que venha da Vila Nova, do Rio Acima e do Jardim Archilla chegue à estação de tratamento do Guimarães e com isso a gente já resolva toda aquela área que ainda hoje acaba recebendo esgoto in natura pelo córrego do Vidal. Os emissários que serão construídos do córrego do Fornazari recepcionarão também os esgotos daquela região, que caem in natura dentro do córrego. Com essa situação, o rio Sorocaba no trecho correspondente a Votorantim, terá tranquilidade de vida porque é totalmente tratado. As demais áreas da cidade já jogam na lagoa do Votocel, cujos investimentos também para a solução já estão sendo trabalhados com a Cetesb porque sofrerá um grande processo de ampliação e reforma para recepcionar os novos loteamentos e investimentos que se tem naquela região, que corresponde ao Itapeva, Parque São João e Jardim Serrano. Os investimentos já começaram a acontecer. Pouco mais de 30 dias após a concessionária ter assumido os serviços da cidade, ela já está assumindo as obras não porque ela quer ou não, mas sim porque isso é contratual. Ao fazermos a licitação, estabelecemos toda a relação de obras e valores necessários a serem feitos e a concessionária já está fazendo, por isso a concessão é um grande ganho para o povo de Votorantim.

Há uma sentença de condenação ao município de Votorantim de mais de 20 anos, em uma ação iniciada pelo Ministério Público por falta de investimentos nessa área de despoluição do rio. Qual é o andamento dessa situação atualmente?

É de se lamentar, porque na época, o Ministério Público chamou todos os prefeitos dos municípios que tinham influência sobre o rio Sorocaba, todos os prefeitos fizeram um termo de ajuste de conduta se comprometendo a despoluir o rio dentro e um determinado prazo. Infelizmente, não sei por qual motivo, o prefeito de Votorantim na época não fez esse termo de ajuste de conduta, o município sofreu uma ação e foi condenado. Se nós tivermos que cumprir a sentença, significarão mais de R$ 30 milhões em multas, que são diárias colocadas ao município. Nós temos recorrido e tentado com o trabalho que o ex-prefeito Jair Cassola fez e com o trabalho que estamos fazendo agora. Nós estamos convencendo e tentando demonstrar aos tribunais que a despoluição em que pesa essa multa já vem ocorrendo na prática. E não é justo que toda uma população pague, porque é um valor altíssimo para o nosso orçamento, por um erro individual administrativo de um prefeito no passado. E o principal é que as obras estão sendo feitas, pela nossa gestão e pela gestão do ex-prefeito Jair Cassola, mas se essa sentença permanecer, o município sofrerá muito, pois se nós tivermos que desembolsar R$ 30 milhões, para um orçamento de R$ 196 milhões, significa que estaremos comprometendo quase toda a verba destinada à saúde, por exemplo. Hoje, nós temos R$ 42 milhões destinados à saúde, sendo que o valor da multa é quase o mesmo investido na saúde. Então o povo e a cidade de Votorantim poderão ter suas vidas administrativas inviabilizada por uma irresponsabilidade do passado.

Votorantim viu diminuir o número de indústrias nos últimos anos. O próprio Grupo Votorantim não tem o mesmo volume de investimentos que teve no passado na cidade. Como o sr. vai reverter essa situação e atrair mais investimentos para a cidade?

Tem razão. O Grupo Votorantim até o ano 2000 tinha um valor agregado de investimento de mais de mais de 800 milhões. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do município significava, por conta dessa produção, algo em torno de 0,27% de tudo o que o Estado arrecadava, um dos maiores de São Paulo proporcionalmente. A partir do momento em que diminuiu o ritmo de produção das fábricas de cimento, o ICMS de Votorantim caiu para 0,14%, o que significa que perdemos mais da metade de receitas do ICMS. Em dinheiro de hoje, nós podemos dizer que significa algo em torno de R$ 16 ou 17 milhões que o município vem perdendo ano a ano desde o ano 2000, justamente porque no passado não se fez uma política de visão de crescimento industrial. Se apostou no Grupo Votorantim e o resultado esta aí, diminuiu a produção. Se apostou nas indústrias têxteis, e a abertura do País na década de 90 fez com que o setor fosse decadente. E o que é o pior: fizeram doações de áreas, algumas delas nobres, na entrada da cidade, áreas essas que não se transformaram e não se concretizaram em investimento da cidade. Eu posso citar o caso da Sano, que é uma grande empresa na entrada da cidade, são 105 mil metros, hoje com custo de mercado de algo em torno de R$ 70 milhões, que era patrimônio público e foi doado para uma empresa que ficou pouquíssimo tempo na cidade e agora sobrou um grande problema ambiental para ser solucionado. E esse imóvel na mãe de particular, o município perdendo. Nós podemos falar de outras empresas na mesma situação. Rapidamente, nós podemos dizer que estamos trabalhando para solucionar isso com o nova parque industrial ao longo da estrada que vai para Piedade. A implantação desse parque é fundamental para a cidade, porque ali é a única área que reúne logística para atraírmos grandes e médias empresas da cidade. Já mudamos o nosso plano diretor, colocamos ali como parque industrial, já tem dois projetos aprovados na prefeitura de condomínios industriais naquela região e estamos negociando com o Grupo Votorantim, um milhão de metros quadrados para poder recepcionar essas empresas que desejam investir na cidade. O parque industrial da Vila Garcia que começou na gestão do ex-prefeito Jair Cassola está consolidado hoje, são dezenas de pequenas empresas instaladas e eu fui tentando recuperar os espaços que eram públicos e que foram destinados às empresas e não utilizados. A antiga fábrica Vofer, no Curtume, hoje nós fizemos a transferência dela para a Genix, que é do Grupo Purifarma, líder do mercado em medicamentos, empresa a ser instalada. O barracão onde tinha a Sovel que era uma área pública doada, a empresa fechou, não pagou os trabalhadores, não pagou impostos. Nós nos juntamos com o sindicato, fomos ao judiciário, mandamos à leilão, a empresa Kalimo comprou, são 400 empregos já sendo gerados. É só para dar um exemplo de aproveitamento de espaços que o município já tinha, então nós fomos mapeando esses espaços e vendo a solução de cada um. Mas principalmente a atração na área de serviços, como por exemplo, o Shopping Iguatemi, vai também facilitar muito a geração de empregos. Só no Shopping Iguatemi nós estamos falando de algo em torno de quatro mil empregos que serão gerados. A vinda da rede hoteleira Blue Tree na cidade vai gerar também um grande número de empregos indiretos. Então são várias ações que nós estamos tomando que geram empregos, seja na construção civil, na área de serviços ou nas pequenas empresas, mas o que nos faltava que é estruturante é a vinda de indústrias efetivamente, isso só vai acontecer naquela região.

O sr. acredita que o incentivo fiscal é uma política adequada para atrair esses investimentos?

Mais do que incentivo fiscal, o município precisa dispor de estrutura. É isso que Votorantim não tinha para oferecer aos empresários, e é o que estamos fazendo. Daí a importância, por exemplo, dos serviços de logística ao longo daquela rodovia. Precisamos ter credibilidade, ninguém investe em um município em que não se acredita, nenhum empreendedor chega. Por isso que os investimentos estão chegando em Votorantim agora, porque a cidade se mostrou capaz de receber esses investimentos. Mais do que o incentivo fiscal, que toda cidade dá, é a atração desses investimentos. Eu posso citar agora o centro de distribuição de peças da Toyota, que já está aberto em Votorantim, com empresa registrada e tudo direito, para que possam ser vendidas as peças de reposição produzidas em Sorocaba ou Indaiatuba. Isso vai atrair para a cidade também, um grande número de tributos e mostra a credibilidade da cidade, onde uma empresa como a Toyota, com todo seu parque industrial em Sorocaba, resolve levar para Votorantim o seu centro de distribuição. Eu acho que muito mais do que imposto, é a credibilidade.

Votorantim não tem universidade pública, não tem escola técnica e tem uma demanda que precisa desse tipo de profissional. Quais são seus projetos para essa área?

Só relembrando, eu inaugurei, com o Governo do Estado, a primeira escola técnica de Votorantim, já no início do meu governo com a presença do governador Serra. Então nós dispomos de uma escola do Centro Paula Souza. Nós temos a Universidade Aberta do Brasil, um convênio que eu fiz com o Ministério da Educação e Cultura (MEC), que são classes estendidas da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Universidade Federal São João Del Rei. Nós já formamos mais de 700 alunos em graduação e pós-graduação com as universidades federais. Então é universidade pública federal na nossa cidade. E mostrando a lógica da coisa, hoje nós já temos em Votorantim, três faculdades particulares. Há quatro anos nós não tínhamos nenhuma faculdade particular. E estamos indo para a quarta, que é a Faculdade Nobre, e recebendo também, outros investimentos educacionais particulares. Eu só cito isso para mostrar que invertemos a lógica. Antes se abria uma universidade ou escola em Sorocaba e os alunos de Votorantim iam para lá. Agora, o mercado já enxergou Votorantim como uma cidade plenamente desenvolvida nesse sentido. A escola técnica Paula Souza nós levamos para Votorantim, implantamos cursos, precisamos ampliar nesse sentido, é verdade, e juntamente com o Governo do Estado temos feito isso. E a Universidade Federal hoje, com a Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) e a Universidade Aberta na região, também tem possibilitado oportunidade de ensino aos nossos jovens.

Votorantim teve uma escola técnica do Senai e acabou perdendo. Existe alguma possibilidade ser trabalhada a recuperação dessa escola?

Nós temos trabalhado para isso, mas vocês tem visto que eles priorizaram na região, o investimento em Sorocaba em função do parque tecnológico e da Toyota. O que nós conseguimos com o setor Sesi e Senai foi uma nova escola do Sesi em Votorantim, a ser construída já, mas temos trabalhado, tentado buscar essas parcerias que são importantes para a cidade, mas que dependem muito também de toda a vocação da nossa região e de recursos do Senai, que nesse momento priorizou abrir uma segunda escola em Sorocaba.

Quero agradecer a oportunidade. É claro que Votorantim muitos problemas, mas tem muitas qualidades também e eu quero destacar que hoje nós podemos dizer que Votorantim é uma cidade independente, que tem vida própria. Todos os seus problemas estruturais tem sido vencidos, um a um, e tem demonstrado que tem uma excelente qualidade de vida, uma grande rede de proteção social e está apta a receber investimentos econômicos. E quero aproveitar a oportunidade para pedir para que votem em nós, porque esses projetos que vem sendo construídos em Votorantim não podem parar. Essa dinâmica que a cidade está pegando, essas situações que Votorantim vem vivenciando hoje e essas mudanças que vem acontecendo não podem parar nem em promessas irresponsáveis ou em visões que já não funcionaram na nossa cidade. Muito obrigado.

Assisto ao vídeo com a entrevista do candidato Carlos Augusto Pivetta (PT) no portal www.cruzeirodosul.inf.br, a partir das 12h de hoje

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