Magazine do Xeque-Mate

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

As férias vem ai e com elas, as pipas e o temido cerol - Para vencer um paradigma cultural Lei que pune o jovem não resolve. Se a questão é cultural, a cultura precisa intervir.






Xeque - Marcelo Bancalero

Abaixo você verá mais uma lei criada para punir os jovens votorantinenses.
 Creio que seja um remédio amargo para sanar um grande mal que é o perigo do uso do cerol pelas nossas crianças. 
Sem menosprezar a lei criada pelo companheiro  Marcão Papeleiro, gostaria de propor aqui algo mais.
Mais importante que criar mais uma lei, seria se criássemos algumas atividades que dessem às nossas crianças  a chance de se divertirem com suas pipas. Algum tipo de festival onde nossos jovens pudessem concorrer com quesitos como criatividade, estilo entre outros.
Atividades  culturais , esportivas, que acolhessem nossos jovens durante as férias, não apenas restritas aos espaços da prefeitura... Mas  que se estendessem aos bairros.
Seriam opções que poderiam mudar culturalmente esse costume.

Afinal, a questão do uso do cerol é algo que é trazido pela cultura. 
Assim, a cultura do uso do cerol , só será vencida por alguma intervenção cultural.
Nós criamos leis que proíbem o uso da maconha, e no entanto o uso, apesar de  ser proibido, continua. 
O proibir nunca se mostrou como algo que possa mudar nossa sociedade, assim como o punir, muitas das vezes  acaba criando a revolta. E estamos falando de jovens, na sua maioria adolescentes.
Como o uso do cerol é algo cultural, só  poderemos  mudar isso de maneira cultural. Não só punindo e proibindo, mas dando novas opções para o uso das pipas. A criação de festivais , encontros nos dois períodos de férias que são onde  as pipas são o meio de diversão mais utilizados.
Fica a sugestão para a Secretaria de Cultura de Votorantim, e de outras do Brasil.


NOTÍCIAS DA CIDADE DE VOTORANTIM: Lei pune quem for pego com cerol em Votorantim: Foi aprovado, nessa segunda feira, o projeto de lei do Vereador Marcão Papeleiro que proíbe o uso de cerol no município. Segundo o texto, ...

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Serra tenta comprar estoque do livro "Privataria Tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Júnior


Serra tenta comprar estoque de livro-bombaFoto: ZUHAIR MOHAMAD/AGÊNCIA ESTADO


10 de Dezembro de 2011 às 21:02
247 - O ex-governador José Serra telefonou ontem à noite para a loja da Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, pedindo para reservar todos os 50 exemplares do livro "Privataria Tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, que tinham acabado de chegar. O pedido foi negado, segundo uma fonte da livraria que preferiu não se identificar. Mas os livros sumiram das prateleiras da loja mesmo assim. Foram todos comprados ontem mesmo. "O Serra ligou ontem à noite pedindo para reservar, porque ele iria comprar todos", disse a fonte. "Foi ele mesmo quem ligou, mas nós não pudemos reservar. A gente quer vender o livro e parece que ele quer vetar a venda".
A funcionária assinalou que é esperada a chegada de mais exemplares na segunda-feira, após as 14h, à loja da Avenida Paulista. Mas a disponibilidade do polêmico livro não é garantida, mesmo para quem ligar reservando, como muitos já estão fazendo, segundo ela. "Não é garantido que receberemos mais lotes, porque se ele (Serra) pedir para a editora não vender, também não receberemos mais."
Na tarde de sábado, ainda havia alguns exemplares em outras lojas da rede, informou a vendedora. Mas eles não deveriam durar até o fim do dia. "O estoque está muito dinâmico, hoje de manhã vi 50 em outra de nossas lojas, e agora só restam 12", assinalou.
Lançado ontem pela Geração Editorial, do jornalista Luiz Fernando Emediato, "Privataria Tucana" traz revelações importantes sobre a era das privatizações, expõe o tráfico de influência comandado por Serra e revela ainda como uma guerra interna no ninho tucano deu origem a toda essa história.
Ex-repórter do Estado de Minas, que tentava emplacar Aécio Neves como presidenciável, Amaury recebeu a encomenda de investigar a vida de José Serra. O resultado está nas 343 páginas do livro

fonte       http://www.brasil247.com.br/pt/247/poder/29325/Serra-tenta-comprar-estoque-de-livro-bomba.htm



Chega às livrarias ‘A Privataria tucana’, de Amaury Ribeiro Jr. CartaCapital relata o que há no livro

Não, não era uma invenção ou uma desculpa esfarrapada. O jornalista Amaury Ribeiro Jr. realmente preparava um livro sobre as falcatruas das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso. Neste fim de semana chega às livrarias “A Privataria Tucana”, resultado de 12 anos de trabalho do premiado repórter, que durante a campanha eleitoral do ano passado foi acusado de participar de um grupo cujo objetivo era quebrar o sigilo fiscal e bancário de políticos tucanos. Ribeiro Jr. acabou indiciado pela Polícia Federal e tornou-se involuntariamente personagem da disputa presidencial.
'A Privataria Tucana', de Amaury Ribeiro Jr.
Na edição que chega às bancas nesta sexta-feira 9,CartaCapital traz um relato exclusivo e minucioso do conteúdo do livro de 343 páginas publicado pela Geração Editorial e uma entrevista com autor (reproduzida abaixo). A obra apresenta documentos inéditos de lavagem de dinheiro e pagamento de propina, todos recolhidos em fontes públicas, entre elas os arquivos da CPI do Banestado. José Serra é o personagem central dessa história. Amigos e parentes do ex-governador paulista operaram um complexo sistema de maracutaias financeiras que prosperou no auge do processo de privatização.
Ribeiro Jr. elenca uma série de personagens envolvidas com a “privataria” dos anos 1990, todos ligados a Serra, aí incluídos a filha, Verônica Serra, o genro, Alexandre Bourgeois, e um sócio e marido de uma prima, Gregório Marín Preciado. Mas quem brilha mesmo é o ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil, o economista Ricardo Sérgio de Oliveira. Ex-tesoureiro de Serra e FHC, Oliveira, ou Mister Big, é o cérebro por trás da complexa engenharia de contas, doleiros e offshores criadas em paraísos fiscais para esconder os recursos desviados da privatização.
O livro traz, por exemplo, documentos nunca antes revelados que provam depósitos de uma empresa de Carlos Jereissati, participante do consórcio que arrematou a Tele Norte Leste, antiga Telemar, hoje OI, na conta de uma companhia de Oliveira nas Ilhas Virgens Britânicas. Também revela que Preciado movimentou 2,5 bilhões de dólares por meio de outra conta do mesmo Oliveira. Segundo o livro, o ex-tesoureiro de Serra tirou ou internou  no Brasil, em seu nome, cerca de 20 milhões de dólares em três anos.
A Decidir.com, sociedade de Verônica Serra e Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, também se valeu do esquema. Outra revelação: a filha do ex-governador acabou indiciada pela Polícia Federal por causa da quebra de sigilo de 60 milhões de brasileiros. Por meio de um contrato da Decidir com o Banco do Brasil, cuja existência foi revelada porCartaCapital em 2010, Verônica teve acesso de forma ilegal a cadastros bancários e fiscais em poder da instituição financeira.
Na entrevista a seguir, Ribeiro Jr. explica como reuniu os documentos para produzir o livro, refaz o caminho das disputas no PSDB e no PT que o colocaram no centro da campanha eleitoral de 2010 e afirma: “Serra sempre teve medo do que seria publicado no livro”.

CartaCapital: Por que você decidiu investigar o processo de privatização no governo Fernando Henrique Cardoso?
Amaury Ribeiro Jr.: Em 2000, quando eu era repórter de O Globo, tomei gosto pelo tema. Antes, minha área da atuação era a de reportagens sobre direitos humanos e crimes da ditadura militar. Mas, no início do século, começaram a estourar os escândalos a envolver Ricardo Sérgio de Oliveira (ex-tesoureiro de campanha do PSDB e ex-diretor do Banco do Brasil). Então, comecei a investigar essa coisa de lavagem de dinheiro. Nunca mais abandonei esse tema. Minha vida profissional passou a ser sinônimo disso.
CC: Quem lhe pediu para investigar o envolvimento de José Serra nesse esquema de lavagem de dinheiro?
ARJ: Quando comecei, não tinha esse foco. Em 2007, depois de ter sido baleado em Brasília, voltei a trabalhar em Belo Horizonte, como repórter do Estado de Minas. Então, me pediram para investigar como Serra estava colocando espiões para bisbilhotar Aécio Neves, que era o governador do estado. Era uma informação que vinha de cima, do governo de Minas. Hoje, sabemos que isso era feito por uma empresa (a Fence, contratada por Serra), conforme eu explico no livro, que traz documentação mostrando que foi usado dinheiro público para isso.
CC: Ficou surpreso com o resultado da investigação?
ARJ: A apuração demonstrou aquilo que todo mundo sempre soube que Serra fazia. Na verdade, são duas coisas que o PSDB sempre fez: investigação dos adversários e esquemas de contrainformação. Isso ficou bem evidenciado em muitas ocasiões, como no caso da Lunus (que derrubou a candidatura de Roseana Sarney, então do PFL, em 2002) e o núcleo de inteligência da Anvisa (montado por Serra no Ministério da Saúde), com os personagens de sempre, Marcelo Itagiba (ex-delegado da PF e ex-deputado federal tucano) à frente. Uma coisa que não está no livro é que esse mesmo pessoal trabalhou na campanha de Fernando Henrique Cardoso, em 1994, mas sob o comando de um jornalista de Brasília, Mino Pedrosa. Era uma turma que tinha também Dadá (Idalísio dos Santos, araponga da Aeronáutica) e Onézimo Souza (ex-delegado da PF).
CC: O que você foi fazer na campanha de Dilma Rousseff, em 2010?
ARJ: Um amigo, o jornalista Luiz Lanzetta, era o responsável pela assessoria de imprensa da campanha da Dilma. Ele me chamou porque estava preocupado com o vazamento geral de informações na casa onde se discutia a estratégia de campanha do PT, no Lago Sul de Brasília. Parecia claro que o pessoal do PSDB havia colocado gente para roubar informações. Mesmo em reuniões onde só estavam duas ou três pessoas, tudo aparecia na mídia no dia seguinte. Era uma situação totalmente complicada.
CC: Você foi chamado para acabar com os vazamentos?
ARJ: Eu fui chamado para dar uma orientação sobre o que fazer, intermediar um contrato com gente capaz de resolver o problema, o que acabou não acontecendo. Eu busquei ajuda com o Dadá, que me trouxe, em seguida, o ex-delegado Onézimo Souza. Não tinha nada de grampear ou investigar a vida de outros candidatos. Esse “núcleo de inteligência” que até Prêmio Esso deu nunca existiu, é uma mentira deliberada. Houve uma única reunião para se discutir o assunto, no restaurante Fritz (na Asa Sul de Brasília), mas logo depois eu percebi que tinha caído numa armadilha.
CC: Mas o que, exatamente, vocês pensavam em fazer com relação aos vazamentos?
ARJ: Havia dentro do grupo de Serra um agente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) que tinha se desentendido com Marcelo Itagiba. O nome dele é Luiz Fernando Barcellos, conhecido na comunidade de informações como “agente Jardim”. A gente pensou em usá-lo como infiltrado, dentro do esquema de Serra, para chegar a quem, na campanha de Dilma, estava vazando informações. Mas essa ideia nunca foi posta em prática.
CC: Você é o responsável pela quebra de sigilo de tucanos e da filha de Serra, Verônica, na agência da Receita Federal de Mauá?
ARJ: Aquilo foi uma armação, pagaram para um despachante para me incriminar. Não conheço ninguém em Mauá, nunca estive lá. Aquilo faz parte do conhecido esquema de contrainformação, uma especialidade do PSDB.
CC: E por que o PSDB teria interesse em incriminá-lo?
ARJ: Ficou bem claro durante as eleições passadas que Serra tinha medo de esse meu livro vir à tona. Quando se descobriu o que eu tinha em mãos, uma fonte do PSDB veio me contar que Serra ficou atormentado, começou a tratar mal todo mundo, até jornalistas que o apoiavam. Entrou em pânico. Aí partiram para cima de mim, primeiro com a história de Eduardo Jorge Caldeira (vice-presidente do PSDB), depois, da filha do Serra, o que é uma piada, porque ela já estava incriminada, justamente por crime de quebra de sigilo. Eu acho, inclusive, que Eduardo Jorge estimulou essa coisa porque, no fundo, queria apavorar Serra. Ele nunca perdoou Serra por ter sido colocado de lado na campanha de 2010.
CC: Mas o fato é que José Serra conseguiu que sua matéria não fosse publicada no Estado de Minas.
ARJ: É verdade, a matéria não saiu. Ele ligou para o próprio Aécio para intervir no Estado de Minas e, de quebra, conseguiu um convite para ir à festa de 80 anos do jornal. Nenhuma novidade, porque todo mundo sabe que Serra tem mania de interferir em redações, que é um cara vingativo.

domingo, 11 de dezembro de 2011

1ª Marcha para Jesus em Votorantim



1ª Marcha para Jesus em Votorantim
Dia 17 de Dezembro de 2011
Saída na avenida 31 de março próximo ao Termina  de ônibus João Souto
Saída às 15:30 hs.

Organização
Conselho de Pastores e PM de Votorantim

A proclamação do Senhorio de Jesus na cidade de Votorantim

A concentração será em frente a Prefeitura onde acontecerá o  Clama Votorantim
Com grande Show Gospel na praça Zeca Padeiro com bandas e cantores da região e presença de personalidades conhecidas no meio da música gospel.
ATENÇÃO! PRESENÇA CONFIRMADA DE DJ ALPISTE

O mais importante é a presença do homenageado no dia o Senhor Jesus Cristo

Um grande avivamento começa em nossa cidade nesses tempos, e esse avivamento só será possível com a unidade do corpo de Cristo. Chegou a hora de não nos importarmos mais com placas de igrejas, mas com o estabelecimento Reino de Deus.
Por isso louvamos a Deus por cada porta de igreja que se abre com finalidade de pregar o autêntico evangelho de Cristo. A importância maior não é qual igreja cresce mais, mas sim o crescimento do corpo de Cristo na nossa cidade, no Brasil e no mundo.
Esse é mais um  mover que leva o povo de Deus ao cumprimento de da oração de Jesus no evangelho de João capítulo 17

Chegou a hora, e é agora, o momento de deixarmos de lado nossas diferenças de costumes e tradições e em nome da sã doutrina de salvação levarmos a palavra de Deus à população de Votorantim.
O povo de Votorantim clama pela libertação de seus jovens do mundo das drogas, clama por uma maior qualidade de vida aos seus moradores, clama para que os valores cristãos sejam a base das famílias votorantinenses.

Com certeza este é um presente de Deus  para Votorantim no mês de aniversário de sua emancipação.

Que neste 17 de dezembro você possa estar junto conosco marchando pelo nome do Senhor Jesus e faremos juntos um grande clamor pela cidade de Votorantim. 
Tenho certeza muitas bençãos do Senhor vão te alcançar neste dia.
Glorifico a Deus por essa manifestação do Seu poder.
Pelo movimento  do seu corpo em nossa cidade.
Votorantim, não é de uma placa de igreja, não é de uma religião, não é de uma instituição e não é de um partido político!

Votorantim é do Senhor Jesus Cristo!


A Paz do Senhor


Marcelo Bancalero
Pr. Marcos Omena

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Um desfile para não esquecermos as conquistas de Votorantim

Xeque - Marcelo Bancalero

Quem foi ao desfile ou acompanhou  pela TVV canal 10 com certeza não poderá negar que nossa cidade tem muito a mostrar e isso graças ao atual Governo Municipal e suas Secretarias.
Nós pudemos ver ali uma cidade que se mostra ativa quer seja no esporte, cultura, educação. No exercício pleno de sua cidadania, no resgate de sua memória com o respeito aos vanguardeiros, na educação ambiental e na participação ativa de toda a sociedade votorantinense.
Nossa cidade tem sido projetada no cenário nacional a cada ano que se passa.
O respeito à juventude, aos nossos idosos, às igrejas fazem desta cidade o melhor lugar para se viver.
Desde o início do governo Jair Cassola, quando nosso atual prefeito era seu vice, Carlos Augusto Pivetta com o jeito PeTista de governar tem dado continuidade ao crescimento de nossa cidade e proporcionado que a qualidade de vida do povo de Votorantim  alcance níveis que não podem ser ignorados.
Ainda a muito o que se fazer, isto é fato, mas não podemos nos deixar enganar pelos que distorcerão este discurso com finalidades de impedir o crescimento da cidade nas próximas eleições. O povo de Votorantim é um povo inteligente e com certeza trará à lembrança as conquistas desses últimos 12 anos e lutará nas urnas para que nossa cidade não pare de crescer e de nos dar orgulho de sermos votorantinenses.
O Brasil ainda tem muito para conhecer desta cidade e de seu povo!
Parabéns
Câmara de Vereadores
Secretários Municipais
Prefeito Carlos Augusto Pivetta
Vice-Prefeito Marcos Mancio
Sociedade Votorantinense
PT - Partido dos Trabalhadores
TVV - Canal 10

Marcelo Bancalero

Assista ao Vivo aqui as 19:30 0 Jogo Amigos do Zico X Votorantim Masters






O Jogo é em comemoração a Parceria da prefeitura de Votorantim através do prefeito Carlos Augusto Pivetta com o projeto Zico 10

Transmissão da TV Votorantim o Canal que é 10

Parabéns Werinton Kermes 
 Cacá Bueno e produção da TVV


Parabéns Votorantim




Parabéns Votorantim

Votorantim é a cidade que completa minha história
O meu coração é sempre mui grato ao povo deste lugar
Todos vanguardeiros que lutaram na emancipação pela vitória
O povo que me faz nesta cidade, sentir-me em meu lar
Recebe todas as homenagens que lhe cabem por direito
A alegria que ao povo invade nesta data a comemorar
Nas ruas os rostos do povo mostram por ti respeito
Todos a uma só voz juntos querem comemorar
Inigualável cidade, tua história combina-se à nossa.
Mistura perfeita para o progresso alcançar


Marcelo Bancalero

Veja ainda;

O risco do fracasso te assusta?


O risco do fracasso te assusta?

03/12/2011 - 16:12:22


Por Yoshio Kawakami


Este tema é quase um tabu, que quase nunca se discute com os colegas, com os amigos e muito menos com os chefes. Mas cá entre nós, te assusta pensar que você pode dedicar-se por anos a fio, esmerar-se em tudo que estiver ao seu alcance e não ter êxito?


Talvez o que mais te assuste nem mesmo seja a possibilidade do próprio fracasso, mas a possibilidade de ser visto como tal, de não atender as expectativas dos seus pais, parentes, amigos e tantos outros dentro do "timing" esperado. Afinal, tem sempre aquele cara na família, o mais jovem a alcançar algo importante, que todos tomam como o "exemplo" da família, não? 


A pressão social e familiar é uma das fontes de ansiedade e insegurança para muitos jovens profissionais que querem traçar o seu próprio caminho, muitas vezes relegando a ajuda de alguém próximo ou deixando de seguir o caminho dos negócios da família. 

risco-de-fracasso-profissional


Muitos sofrem por sentirem na pele as expectativas para que sigam os mesmos passos do pai, do tio ou de alguém próximo que personifica o sucesso. Há que se considerar que a geração anterior poderá sequer entender a sua profissão, se não for uma das tradicionais. Se o jovem vem de uma família de recursos menores, pode ser que além de maiores expectativas, exista ao mesmo tempo a completa falta de informação sobre a sua profissão. 


Ao entrevistar jovens pretendentes ao emprego, somos surpreendidos pelo grau de ansiedade deles. A minha vontade é dizer-lhes: - Calma, peguem leve e divirtam-se mais. Há um momento certo para cada coisa e cada coisa requer o seu tempo para ser alcançado. 


Quem não passou por alguns anos de incerteza e insegurança antes de alcançar uma posição reconhecida pela sociedade e pela família como uma pessoa de boas realizações na profissão? Nem se faz necessário recorrer aos retratos das novelas para identificar estes personagens na vida real, certo? 


O fato é que muitos de nós passam por anos de incertezas e preocupações, por momentos de decisões difíceis e uma sensação de estar "patinando" na carreira. E se a causa da aflição não são aqueles que estão ao nosso redor, muitas vezes "querendo bem e fazendo mal", somos nós mesmos a fonte da intranquilidade e da apreensão. 


Percebe-se quando uma pessoa está passando por uma destas fases. Tipicamente o homem ao redor dos 40 anos, comenta que "precisa realizar-se" e "precisa garantir o seu futuro". Creio que com alguma variação, a referência do tempo vale também para as mulheres. 


Nos dias de hoje, parece que os jovens sofrem este mal muito antes desta faixa de idade. Alguns fazem supor que já nasceram com esta preocupação. Mas se você já está trabalhando, faz bem aprender a lidar com estas situações para poder investir corretamente no desenvolvimento da sua carreira. 


Uma coisa importante é que a vida profissional não é uma corrida de curta distância. Está mais para uma maratona, quem sabe uma super-maratona em que só no final sabemos se fizemos bem, pois antes de mais nada, é preciso chegar. "Devagar e sempre" pode ser uma receita... 


Sou de uma geração que teve que esperar muito para ter oportunidades, por causas das inúmeras crises. Quando não se pode fazer a hora, é melhor saber esperar acontecer. 


As pessoas confundem também o progresso profissional com dinheiro e poder de compra. Faz bem segregar as coisas e manter o seu estilo de vida apropriado para as suas crenças. Se você transformar o dinheiro em KPI da sua vida profissional, é quase certeza que ficará frustrado. Assuma que recebemos sempre uma fração (pequena) do valor que geramos para a empresa. Então, se quiser ficar realmente rico, somente no seu próprio negócio o ganho pode representar o valor total do seu trabalho. 


Ainda quando era muito jovem, por razões semelhantes, viví um período em que me sentí muito preocupado com as coisas (eram épocas de crises graves) e passei a sofrer de gastrite. Saía para o trabalho levando as famosas pastilhas para suplemento de pepsina. Percebí que algo estava muito errado e resolví mudar de comportamento. A solução encontrada foi diminuir a ansiedade com uma postura de chamei de "indiferença relativa". Adotei a postura de fazer o melhor possível nos fatores que estavam sob meu controle e preocupar-me menos com outras coisas. Aliás, passava minha preocupação para o meu chefe e "terceirizava" a preocupação para ele... 


Você também já deve ter ouvido alguma pessoa mais velha dizendo que trocaria tudo para voltar a ter 20 anos, mantendo apenas a sua experiência de vida. E garanto que você poderá sentir-se assim no futuro. Porque voltaríamos a passar pelas mesmas coisas e sofrer de novo? Simplesmente porque sempre damos importância excessiva às coisas como um eventual fracasso. Na realidade, podemos repetir inúmeras vezes e podemos reconstruir a vida... Ninguém morre por isso! 


Muitas coisas dão erradas na carreira e algumas vezes temos a sensação de fracasso, mas é assim mesmo que crescemos. Ter medo desta possibilidade é matar a possibilidade de aprender e ter sucesso. Se ansiedade pode atrapalhar, também serve para não deixar acomodar! 


O importante é não se deixar medir pela régua dos outros. Tenha seus próprios sonhos e conquistas a serem realizadas e dê menos importância aos outros. Seja mais egoísta neste quesito... Busque o que te faz feliz! 


Grato, 

Colunista
YOSHIO KAWAKAMI

YOSHIO KAWAKAMI

Presidente da Volvo Construction Equipment Latin America

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