Magazine do Xeque-Mate

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

#HumanizaçãoDaSaúde - O SISTEMA SÓ PODE SER HUMANIZADO, QUANDO CONTAGIADO PELOS PRÓPRIOS ATORES QUE O REPRESENTAM


Xeque - Marcelo Bancalero

Nestas minhas  45 primaveras  de história, já vi algumas vezes alguns personagens deste grande palco da vida, nadando contra corrente... Quero dizer, seguindo contra a lógica de tudo. Não por  motivos banais... Destes existem  muitos. Mas  falo de pessoas, que contradizem o que seria óbvio, por motivos, vamos dizer assim, bem mais nobres.

Cito  por exemplo, pessoas que apesar do terrorismo midiático,  preferem acreditar no Brasil, e não deixam de investir em seus negócios. Falo de  trabalhadores que ao invés de reclamar da situação, no caso do desemprego que  a onda de más noticias gera, aprenderam a fazer aquela limonada com o limão que sobrou. E acabaram por descobrir outros caminhos para  fazê-los seguir adiante, e com isso, ajudar o país a se movimentar.
Bom...
Deixe-me  então contar mais um caso destes brasileiros de um Brasil com (s) e não (z), que  são exemplos a ser seguidos, e dignos de nossos aplausos.
Ontem, por  conta de  uma fatalidade, uma amiga sofreu uma parada cardiorrespiratória, após um afogamento numa praia da Costa Verde no Rio de Janeiro, onde estou passando uns dias com amigos. Após executarmos os primeiros socorros, eu, seus familiares, e outros exemplos de seres humanos, cuja ajuda foi imprescindível, ela foi levada pelo resgate a um hospital.
Até ai nada de muito estranho. Mas vamos lembrar que estamos no Rio de Janeiro, cuja situação da saúde nos últimos tempos, vem sendo noticia todos os dias, de forma negativa. Então,  se alarmar com a situação, embasados  nestes fatos  não seria estranho.
Porém, mais uma vez, nos deparamos  com pessoas que fazem a diferença... Do tipo daquelas que iniciei este texto,  que nadam contra a maré.
Nossa amiga foi atendida pelo diretor do hospital, o Dr.  Eli Alves Fonseca,  do hospital de Mangaratiba – RJ.
 Soubemos que ela havia sido atendida por este médico, ao chegarmos ao local pra pedir informações, que foram dadas pela atendente que disse que foi o diretor do hospital que havia atendido ao caso, eque ele  estava fazendo uma sutura num paciente e logo nos atenderia.
Como assim?
Pensei comigo...
Um diretor fazendo suturas?
Pois é...
Mas não é só isso...
Se fosse, poderíamos até dizer que devido ao “caos” da saúde no RJ, até diretores faziam suturas para ajudar nos atendimentos. O que já seria  louvável.
Mas este caso  mostrou mais...
O doutor que vou chamar aqui de Dr. Humanidade, enfim terminou a sutura que fazia, e depois veio atender alguns pacientes na recepção. Antes de falar com os familiares da minha amiga, para dar as informações sobre o caso dela, se dirigiu a um casal que estava com um bebê, os cumprimentou, e levou-os até a porta se despedindo. Brincou com outros pacientes que aguardavam na recepção, sempre muito solicito. Depois convidou os familiares de minha amiga para entrarem.
Quando saíram com as informações de nossa amiga, os  familiares dela deram mais uma informação deste Dr. Humanidade...
Disseram que pediram a ele para transferir a paciente para um local mais próximo  deles, pois ali, em Mangaratiba, estavam  muito longe.
E nosso Patch Adams versão brasileira  foi contra a lógica novamente...
O “natural” (  que  não deveria ser natural), seria ele  permitir a transferência,  para desafogar a demanda de seu hospital, onde até ele, o diretor, estava cuidando de suturas.
Mas não...
Ele num gesto magnânimo,  disse que seria melhor a paciente ficar ali mesmo, pois estava tendo todo amparo que precisava, e seria um risco transferi-la a outro local, com as dificuldades que a saúde vem sofrendo no estado.
Nada mais a falar...
Por que o que mais a saúde  no Brasil precisa é humanização. E esta é uma luta antiga que você pode encontrar vários estudos na internet sobre o tema. Mas a verdade é que o sistema só pode ser humanizado, quando contagiado pela humanização dos próprios atores que o representam.
E quando um médico mostra que isso é possível, mesmo em meio ao caos pelo qual passa a saúde no Rio de Janeiro
Nossa esperança  se fortalece!
Fica aqui  minha gratidão ao nobre doutor que salvou minha amiga,, e deu tal demonstração de humanidade no serviço da saúde .
Tenho entre tantos amigos alguns destes Doutores Humanidade...
Médicos e médicas que me orientaram nas redes sócias quando precisei de ajuda.
Como não conheço pessoalmente aquele honrado médico de Mangaratiba no Rio de Janeiro...
Em nome dos médicos que conheço aqui, que também são doutores humanidade...
Deixo a todos estes que são mais que médicos...
Os meus sinceros aplausos!


Marcelo Bancalero

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