Magazine do Xeque-Mate

sábado, 10 de outubro de 2015

Os demônios querem expulsar o diabo do inferno...Deputados de oposição a Cunha pedem sua destituição imediata

Xeque - Marcelo Bancalero

Com medo de que o resultado das investigações seja pior que a ameaça de morrerem abraçados com Cunha, oposição quer sua saída o quanto antes...
PSDB reavalia apoio a Cunha e estuda 'saída honrosa' para o presidente da Câmara
Parlamentares da sigla avaliam que cerco ao peemedebista estaria ficando 'insustentável' devido as novas denúncias da Suíça
Agora resta saber como Cunha vai resolver isso...
Sai calado, ou sera o garganta profunda que vai enterrar esses golpistas de uma vez;
O que podemos afirmar é que, só com uma boa proposta bem vantajosa para ele , claro...
Ele renuncia e fica calado...
Já os deputados que se opõem a Cunha querem sua destituição já.
Aguardemos.
Leia;




Deputados de oposição a Cunha pedem sua destituição imediata


Os parlamentares afirmam no documento que há um robusto conjunto probatório e que a Procuradoria Geral da República indica que Cunha se utilizou de requerimentos de informação para chantagear empresários, em troca de propina. "A diferença da condição de um investigado em inquérito da de um denunciado é notória. Neste caso, Cunha é formalmente acusado de ter praticado crimes. Agora, com a denúncia do Ministério Público, a situação torna-se insustentável para o presidente, que já demonstrou utilizar o poder, derivado do cargo, em sua própria defesa."
O documento conclui que o exercício da presidência da Câmara dos Deputados requer equilíbrio, postura ética e credibilidade. Os parlamentares ainda "clamam pelo afastamento imediato do peemedebista". "A responsabilidade de um dirigente maior, de uma das Casas do poder legislativo, é incompatível com a condições de denunciado", finalizam.
Neste momento, os parlamentares de oposição a Cunha, entre eles, Ivan Valente (PSOL-SP), Chico Alencar (PSOL-RJ), Glauber Braga (PSB-RJ), Julio Delgado (PSB-MG), Henrique Fontana (PT-RS) e Alessandro Molon (PT-RJ) fazem uma coletiva no Salão Verde da Casa, reforçando o pedido de destituição de Cunha.


PSDB reavalia apoio a Cunha e estuda 'saída honrosa' para o presidente da Câmara

Parlamentares da sigla avaliam que cerco ao peemedebista estaria ficando 'insustentável' devido as novas denúncias da Suíça




Cunha já foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal por corrupção e lavagem de dinheiro.
Cunha já foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal por corrupção e lavagem de dinheiro.


Atualizado às 21h52
Brasília - O PSDB informou nesta terça-feira, 6, ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que vai pedir sua renúncia do cargo caso surjam documentos que comprovem que ele possui contas na Suíça. A avaliação entre os tucanos é que a situação está ficando "insustentável" e já se cogita buscar uma "saída honrosa" para o peemedebista.
A bancada do partido se reúne na tarde desta terça para discutir o assunto. Vários parlamentares da legenda já se manifestaram publicamente em defesa do afastamento de Cunha. O deputado Valdir Rossoni, do Paraná, por exemplo, divulgou nas redes sociais as fotos de Dilma e Cunha com uma pergunta: "Quem faz mais mal ao Brasil?". "Se o MP confirmar (as contas de Cunha na Suíça) a situação de Cunha ficaria insustentável", diz o deputado Vanderlei Macris (SP).
Na semana passada, o Ministério Público suíço comunicou à Procuradoria-Geral da República no Brasil a transferência de autos de uma investigaão criminal aberta no país europeu que identificou ao menos quatro contas atribuídas a Cunha e parentes. Pelo menos US$ 5 milhões teriam sido bloqueados. De acordo com os procuradores da Suíça, ele foi informado sobre o bloqueio das contas - antes, Cunha negara que tivesse sido avisado pelo país europeu.
O presidente da Câmara já foi denunciado no Supremo Tribunal Federal por corrupção e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de receber propina de US$ 5 milhões em contratos de navios-sonda da Petrobrás. Cunha nega envolvimento com os crimes investigados pela Operação Lava Jato e sustenta que não possui contas na Suíça, a exemplo do que fez em depoimento na CPI da Petrobrás, em março.


VEJA AS SUSPEITAS CONTRA EDUARDO CUNHA NA LAVA JATO
"Mula" de Alberto Youssef, Jayme "Careca" relatou em janeiro que levou dinheiro a uma casa no Rio que seria de Eduardo Cunha, mas depois afirmou que não sabia se a casa era do deputado.

Apoio. Até agora, o PSDB vinha mantendo uma posição de apoio ao presidente da Câmara, apesar da acusação formal e das suspeitas que pesam contra ele. Os tucanos reconhecem que o peemedebista e sua postura hostil ao Palácio do Planalto foi fundamental para o cerco ao governo no Congresso. Cabe a Cunha a análise de pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff. 
Porém, o avanço das investigações da Lava Jato causa constrangimento ao principal partido oposicionista. Na segunda-feira, o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), afirmou que Cunha "tinha o benefício da dúvida". No mesmo dia, reportagem da revista piauí revelou trechos  inéditos de um livro de Fernando Henrique Cardoso - Diários da Presidência, que será lançado no fim deste mês pela Companhia das Letras - no qual o ex-presidente revela que, em 1996, recusou um pedido para que Cunha fosse nomeado diretor comercial da Petrobrás porque conhecia suas "trapalhadas" na presidência da Telerj, durante o governo Fernando Collor. 
Nesta terça, o próprio Sampaio esteve no gabinete do presidente da Câmara e comunicou que o partido vai desembarcar da defesa dele se aparecerem extratos ou comprovantes de contas mantidas secretamente no exterior. Se ficar provado que Cunha mentiu perante seus pares, ele poderá ser processado por falta de decoro parlamentar. 
A intenção da legenda tucana, nesse caso, é defender uma "saída honrosa" para o peemedebista: a renúncia e a manutenção do mandato para que ele possa se defender sem perder o foro privilegiado.
Por enquanto, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), trata o caso como um assunto da Câmara. Aécio admite que o peemedebista foi importante para "alianças estratégicas" e, segundo ele, "feitas à luz do dia" com a oposição. Mas reconhece a gravidade das acusações e suspeitas envolvendo Cunha.   
"O Eduardo tem de responder à Justiça. As denúncias, se comprovadas, óbvio que a situação dele fica muito difícil. Mas isso é uma decisão que a Câmara terá de tomar. As denúncias são graves, vamos aguardar sua defesa. Mas, se comprovado, por exemplo, que ele mentiu à CPI, aí a sua situação fica muito difícil", disse o senador mineiro ao Estado. 
A assessoria do deputado Carlos Sampaio, líder do PSDB na Câmara, diz que em nenhum momento ele  "sugeriu" a renúncia do presidente da Câmara e reitera o posicionamento do partido de aguardar a documentação comprovando a existência de contas do peemedebista no exterior. Segundo a assessoria de Sampaio, o líder tucano tem "encontros de rotina" com o presidente da Casa.
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