Magazine do Xeque-Mate

quinta-feira, 26 de março de 2015

Aos 89 anos e ainda trabalhando, morre um dos poucos humoristas sérios existentes, o ator Jorge Loredo, o eterno Zé Bonitinho

Xeque - Marcelo Bancalero

Nos deixou um dos poucos  humoristas sérios que ainda existem entre nós.
Não se  trata de uma contradição...
Humorista sério, é adjetivo dado àquele profissional do humor, que leva à sério sua profissão, que tem o objetivo principal de fazer eclodir dentro do peito,  risadas e sorrisos puros.
Não a gargalhada do deboche, nem rir da própria má sorte, como são os produtos dos "ditos" humoristas do contemporâneo, que criam piadas mercadológicas , de intenção unicamente políticas.
Zé Bonitinho era dos poucos humoristas que ainda fazia piadas, que  eram capazes de fazer surgir gargalhadas desde os 8 aos 80 anos.

Fato!
Numa realidade cruel, onde o humor é feito para coxinhas darem risadas de piadas que nem compreendem, só resta deixar àquele que criou tantas frases de humor, duas frases sérias...

"De quem irão Rir nossos netos? " Chico Anysio
"Morre Zé Bonitinho... O insubstituível" Marcelo Bancalero

"Hello mulheres do meu Brasil varonil... vou dar a vocês agora um tostão da minha voz... Cameras, close! If I had a thousand women... au au... au au..." 
"Zé Bonitinho, aquele que não é café, mas vai te deixar acordada a noite toda."  
"Zé Bonitinho, aquele que não é caminhão de gás, mas a mulherada tá sempre correndo atraz."  
"Zé Bonitinho, é que nem água de bateria, encostou já sai comendo!"  
"O chato não é ser bonito, o chato é ser gostoso!"  
"Zé Bonitinho, aquele que não é o Chapolin, mas também tem uma marreta biônica."  
"Zé Bonitinho, o perigote das mulheres." 
"Zé Bonitinho, o amigo do peito da mulherada!"
"Zé Bonitinho, aquele que não é sal grosso, mas tá sempre em cima de uma carne seca."  
"Zé Bonitinho, aquele que não é chuveiro, mas adora deixar as mulheres molhadinhas."  
"Zé Bonitinho, aquele que não é vaga de estacionamento, mas a mulherada está sempre disputando."  
"Zé Bonitinho, aquele que não é batom, mas todas querem ter na boca." 

Leia mais assista aos vídeos e conheça um pouco sobre a carreira de Jorge Loredo;



Morre aos 89 o ator Jorge Loredo, o Zé Bonitinho


O ator e comediante Jorge Loredo, conhecido pelo personagem humorístico Zé Bonitinho, morreu aos 89 anos às 5h desta quinta-feira (26), em decorrência de falência múltipla de órgãos.
Loredo estava hospitalizado desde 3 de fevereiro no Hospital São Lucas, no Rio de Janeiro. Desde 13 de fevereiro, estava internado na unidade de tratamento intensivo. Segundo o hospital, o tratava há anos de uma doença pulmonar crônica e de um enfisema.
À Folha, o comediante contou em 2010 eu não se incomodava em ser frequentemente associado a Zé Bonitinho. "Houve uma época em que me incomodava ficar tão preso a ele. Até que um amigo me disse: 'Chaplin morreu Carlitos, Mario Moreno morreu Cantinflas, e você vai morrer Zé Bonitinho'. Então, Paciência, né...".
Sucesso no programa humorístico "A Praça é Nossa", exibido pelo SBT, o personagem estreou em 1960 no programa "Noites Cariocas", na extinta TV Rio. O ator já era famoso no fim dos anos 1950, quando interpretava o mendigo filósofo na "Praça da Alegria". Mas nenhum personagem o tornou tão famoso quanto Zé Bonitinho, "o perigote das mulheres".
Nessa mesma entrevista para a "Ilustrada", ele disse que se inspirou em um de seus amigos, Jarbas, metido a garanhão. "O Jarbas era uma figura, cantava todas as mulheres, parava em frente ao espelho para pentear o bigode. Eu o imitava nas festas e as pessoas se divertiam demais."
Zé Bonitinho esteve em dois filmes de Rogério Sganzerla, "Sem Essa, Aranha" (1970) e "O Abismo" (1978). Também inspirou o documentário "Câmera, close!" (2005), de Susana Lira. Fora do personagem, Loredo atuou no curta-metragem "Quando o Tempo Cair" (2006) e "O Palhaço" (2011), dirigidos por Selton Mello.





"Galã" Zé Bonitinho completa 55 anos

"Mulher para mim é igual parafuso: é no arrocho", diz o sujeito de topete, imensos óculos e delgado bigodinho ao se atracar com sua parceira de palco, nos estúdios do programa "A Praça É Nossa" (SBT). Na hora "H", no entanto, ele dá a desculpa que a plateia sabe de cor: já beijou 999 mulheres naquele dia e está com a boca mole.
Gravação concluída, ele recebe fortes aplausos. Há 55 anos a reação se repete quando Zé Bonitinho, "o perigote das mulheres" criado pelo comediante Jorge Loredo, entra em cena.
Antes mesmo de chegar à TV, o personagem já era um sucesso entre os amigos de Loredo. A inspiração para o papel veio do Jarbas, colega metido a garanhão. "O Jarbas era uma figura, cantava todas as mulheres, parava em frente ao espelho para pentear o bigode. Eu o imitava nas festas e as pessoas se divertiam demais."
Reação idêntica teve o público que presenciou a estreia de Bonitinho no programa "Noites Cariocas", na antiga TV Rio, em 1960. Logo de cara foram tantas as risadas que Loredo ficou incomodado: ninguém ouviu as piadas seguintes.


Loredo já era famoso no final dos anos 50 (interpretava o mendigo filósofo na "Praça da Alegria"), mas foi Zé Bonitinho que marcou definitivamente sua carreira, a tal ponto que ainda hoje é confundido com o personagem. "Houve uma época em que me incomodava ficar tão preso a ele. Até que um amigo me disse: 'Chaplin morreu Carlitos, Mario Moreno morreu Cantinflas, e você vai morrer Zé Bonitinho'. Então, paciência, né...".
Atração popular, o personagem ganhou fama de "cult" quando um jovem cineasta cabeludo apareceu de madrugada na casa de Loredo, o co
nvidando para filmar, já no dia seguinte, uma ideia inspirada em Zé Bonitinho. O diretor era Rogério Sganzerla, e dessa parceria saíram "Sem Essa, Aranha" (1970) e "O Abismo" (1978).
"Rogério era um gênio. Não havia roteiro, ele anotava as ideias e criávamos a partir daí."
Prestes a completar 85 anos (7 de maio), Loredo continua atuando com prazer, mas não é em tom de piada que afirma ser um comediante por acidente. Até a idade adulta, sua vida mais parecia um dramalhão mexicano do que uma chanchada da Atlântida (influência confessa de seu trabalho).
Ainda criança, machucou seriamente a perna esquerda. A dor constante, só curada na década de 70, fez dele um garoto introvertido e tristonho. Aos 20 anos, por causa de uma doença pulmonar, foi internado num sanatório. O que parecia ser a tragédia final de sua vida foi, ao contrário, sua salvação. Incentivado pelos médicos, participou do grupo teatral do hospital e descobriu sua vocação.
Ao receber alta, um teste vocacional identificou tendência para "atividades exibicionistas". Loredo procurou uma escola de teatro, em busca de papéis "sérios", "Shakespeare e Tchekhov ". A contragosto, seu primeiro teste foi representar um monólogo cômico, "Como Pedir uma Moça em Casamento". Aprovado, adotou o riso como profissão.
Apesar do meio século de convívio com Zé Bonitinho, Loredo conta que nunca foi galanteador. Depois de três casamentos, vive hoje com uma companheira, e se diz um homem recatado. "O artista só pode representar aquilo que não é, no máximo aquilo que gostaria de ser. Se tivesse algo do Zé, não faria o personagem." 

Confessa, no entanto, que já recebeu muitas cantadas por causa do personagem. Certa vez, depois de um show, uma fã convidou-o para uma noitada, mas com uma condição: que fosse de Zé Bonitinho. "Claro que não fui, né. Já imaginou, o Bonitinho e eu dividindo a mesma mulher no motel?", ri.

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