Magazine do Xeque-Mate

domingo, 24 de novembro de 2013

Sou reacionário e dai?

Xeque - Marcelo Bancalero

Não deu pra apenas compartilhar essas postagens no Facebook...
Essa são daquelas que a gente sente aquela sensação que são nossas palavras repetidas por outra pessoa....

Assim...
Reproduzo estas pérolas aqui, no Xeque-Mate....
Análises mais que perfeitas do companheiro blogueiro, João Paulo Da Cunha Gomes sobre os reacionários.
Eles estão certos... Vamos então detonar a Dilma!

Leia mais;


SEMPRE ELE, O REACIONÁRIO LIMITADO

23 de novembro de 2013 às 22:49
O pobre não pode ser atendido por médicos cubanos, pois "os médicos cubanos são comunistas", ou "são escravos", ou "são incompetentes", ou "mão estudaram".

Os recentes direitos trabalhistas proporcionados às empregadas domésticas não poderiam ter sido aprovados, pois "representam um retrocesso, uma vez que as próprias diaristas irão preferir a informalidade para poder trabalhar em mais lugares", ou "tal medida provocará 'desemprego' para a classe, pois as patroas irão deixar de contratar pelo fato de ter encarecido para o empregador", ou "é uma medida populista só para obter os votos desse povinho 'sem cultura'".

O Bolsa Família não pode, pois é uma medida populista que visa apenas a "comprar o voto das pessoas ignorantes que votam em troca de esmolas", ou porque "isso não ensina a pescar", ou porque "irá incentivar a vadiagem, no sentido de fazer esse povinho preferir ficar sem trabalhar e receber o benefício", ou porque "irá incentivar as mulheres 'darem mais' só para arrumar mais filhos e ter direito a mais benefícios", ou porque "é dinheiro público oriundo de impostos pago por todos, e por este motivo não poderia financiar a vagabundagem".

As cotas para negros e os programas que visam financiar o Ensino Superior para os alunos de baixa renda têm que acabar, pois "se fosse assim, teria que haver cotas para azuis, amarelos, vermelhos", ou "que o folgado estude e passe no vestibular", ou porque "meu filho passou no vestibular e não precisou de esmola de ninguém", ou porque "é um absurdo, pois colocam dentro das universidades esses burros que não sabem nem ler".

O ódio reacionário tem levado o indivíduo a ter devaneios com a volta do voto censitário ao Brasil (instituído na Constituição de 1824, a primeira do Brasil independente, que representou uma medida através da qual apenas quem tinha determinada renda poderia votar, excluindo-se, assim, a maior parte da população do processo político). Ultimamente tem sido divulgada, nos meios podres, a ideia de que o beneficiário do Bolsa Família não poderia votar, pois, segundo os gênios da lâmpada, o programa de auxílio aos mais necessitados "institucionalizou a compra de votos". Nesse caso, até daria para entrar em um acordo com o reacionário que repete essa abobrinha, propondo que, igualmente, todo aquele que vive de juros no Brasil também fosse impedido de votar.

Ou seja, para resumir tudo. Para o reacionário, o culpado pela pobreza é o próprio pobre, que pode tudo: trabalhar, ser explorado, ser manipulado, ser obediente, ser bonzinho; menos ser socorrido pelo Estado. Pois sempre que isso ocorrer, será ele, o pobre, um pedinte, e o governante um populista.

Quando o governo salva banqueiro e latifundiário da bancarrota com dinheiro público, é "auxílio à economia". Quando o governo auxilia o trabalhador e o menos favorecido, é "populista".

Quando o pobre vota no candidato que lhe ajudou, o faz "em troca de cestas básicas", vendeu seu voto. Quando o rico faz o mesmo, buscou seus interesses.

E vida a democracia! Aliás, o pobre pode ter título de eleitor.

JOÃO PAULO DA CUNHA GOMES
https://www.facebook.com/notes/jo%C3%A3o-paulo-da-cunha-gomes/sempre-ele-o-reacion%C3%A1rio-limitado/635690603162326

O ÚLTIMO JULGAMENTO DO REACIONÁRIO

9 de setembro de 2013 às 14:48
Definitivamente, o conservador brasileiro é um ser bizarro. Coerência é algo de que não dispõe. Chega a ser engraçado, mas trata-se de uma comédia que faz chorar. Revolta, até. Muitas vezes, o conservador é cristão fervoroso, e como tal, odeia o socialismo.

O conservador fervoroso não sabe o que é socialismo, ele repete o que disseram para ele, e geralmente seu argumento clássico é "É minha opinião". Até aí, tudo bem. Realmente todo cidadão é livre para pensar e se posicionar politicamente. Mas isso não quer dizer que a gente não pode se divertir analisando as incoerências da vida do conservador, o radical classe média brasileiro, aquele que tem um quadro enorme do Papa dos Pobres na sala, que recortou a foto do sapato velho do Sumo Pontífice que apareceu no jornal, mas que vive a dizer que não suporta o socialismo.

Aqui no interior nós gostamos de música sertaneja. Eu, por exemplo, gosto da música sertaneja de raiz, das músicas mais antigas. Tem uma música muito bonita, por sinal, a qual aprecio, mesmo não cultivando a fé cristã. A música é muito bonita. Trata-se da canção "O Último Julgamento", da dupla sertaneja Leo Canhoto e Robertinho. Todo conservador fervoroso aqui do interior adora essa música. Vez ou outra é possível observá-lo cantando-a baixinho.

Entretanto, esta é mais uma das tantas incoerências do radical classe média conservador, que odeia o socialismo (mesmo sem saber o que é). Para se divertir bastante com a incoerência do radical conservador, basta observar a letra da música, que ele canta, e compará-la com sua mentalidade e suas atitudes. Analisemos.

O conservador inicia assim a canção "Senta aqui neste banco, pertinho de mim, vamos conversar. Será que você tem coragem de olhar nos meus olhos e me encarar?", mas curiosamente ele comprou uma máscara do Anonymous para protestar por nada, sem saber para quê.

O conservador canta o trecho "... pedi pra você agasalhar a quem tinha frio, você não agasalhou...", e depois da música xinga o Bolsa Família.

Com os olhinhos fechadinhos, fazendo biquinho, mãozinhas no peito, ele canta "... pedi para não levantar falso testemunho, você levantou..." e dali a pouco vibra com as condenações sem provas do processo do "mensalão".

Ele escuta o trecho "... a vida de muitos coitados você destruiu, você arrasou...", e depois diz que apoia a volta da ditadura militar.

Ele entona "... meu pai te deu inteligência para salvar vidas, você não salvou...", e depois da música diz que é contra o Mais Médicos.

Ele se emociona com o trecho "... em vez de curar os enfermos, armas nucleares você fabricou...", e depois idolatra o Obama.

O conservador controverso canta com os olhinhos fechados o trecho "... Usando sua capacidade, você destruiu, você se condenou. A sua ganância foi tanta que a você mesmo você exterminou...", e depois diz que o melhor governo da história foi o do FHC.

Prosseguindo, canta o conservador "... O avião que você inventou foi para levar a paz e a esperança. Não pra matar seu irmão, nem para jogar bombas nas minhas crianças. Foi você quem causou essa guerra, destruiu a terra de seus ancestrais...", e depois diz que apoia os EUA contra a Síria.

Uma das partes da música que o conservador mais gosta é a que fala "... Você é chamado de homem mas é o pior dos animais...", só que depois ele assiste à Globo.

Ele se comove com o trecho "... Seu ouro falou alto, você tudo comprou. Pisou nos mandamentos que a Lei Santa ensinou...", e diz que votaria no Joaquim Barbosa para Presidente do Brasil.

Portanto, a canção sertaneja cantada pelo radical conservador classe média brasileiro é mais uma das tantas e tantas controvérsias desse cidadão. Eu opino que é preciso compreendê-lo, visto que, muitas vezes, ele não tem culpa de ter tido sua mente moldada pelo sistema. Ele, na verdade, segue a cartilha que lhe foi dada. O conservador brasileiro é o autêntico produto do sistema. Ele é o modelo de cidadão que todo governo burguês quer: alienado, conservador, enganado, e conformado.

JOÃO PAULO DA CUNHA GOMES

 https://www.facebook.com/notes/jo%C3%A3o-paulo-da-cunha-gomes/o-%C3%BAltimo-julgamento-do-reacion%C3%A1rio/593752557356131



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