Magazine do Xeque-Mate

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Joaquim Barbosa como herói... Deixou de ser uma verdade faz tempo! Isso é coisa do passado!

Xeque - Marcelo Bancalero

Pois é...
Olha ai mais uma voz dizendo que Joaquim plim plim nada mais é que um protótipo de herói que não deu certo.

Mas ai a direita raivosa vai se levantar e dizer que foi comprado pelo PT.
Mas não adianta, JB já veio com defeito de fabricação e data de validade vencida.

Ele vai tentar de tudo para dar à direita e mídia que lhe criou, alguma recompensa pela super -exposição que teve.
Mas a verdade virá...
Na hora certa virá...
E muita gente vai ter de se explicar!
Leia o artigo de José Adilson Filho que é Doutor em Sociologia e prof. na Universidade Estadual da Paraíba e na Fafica.


Opinião – A mídia e a fabricação da imagem do ministro Joaquim Barbosa como um “herói nacional” – por José Adilson Filho*

O estilo de Joaquim Barbosa agrada a mídia de direita, como ele mesmo a classificou, por suas posições muitas vezes autoritárias, como pudemos perceber na “desvalorização” dada aos argumentos da defesa dos réus e na maneira como reagia a divergências de certos ministros. Não há dúvida que Joaquim Barbosa é um homem sério, mas seu temperamento difícil e “truculento” produz relativa tensão e nervosismo entre os diversos membros do Supremo Tribunal Federal.
Contudo, esse seu modus operandi é também usado pelas mídias para fabricação da sua imagem como uma espécie de “Robespierre” da sociedade brasileira. E o próprio Joaquim Barbosa sabe tirar proveito dessa situação, uma vez que não cessa de aparecer nas telas e textos dos principais sentinelas da grande mídia e de ser por ela estimulado a ser candidato à presidente do Brasil. O julgamento dos réus foi um enorme espetáculo para as massas e, alguns ministros como Barbosa, Ayres Brito, Fux, Celso de Mello, Marco Aurélio e Gilmar Mendes foram estrategicamente “glorificados”.
Já o mesmo não aconteceu com DiasToffoli, Rose Weber e, principalmente Lewandosky, o qual fora achincalhado como aquele que fez o triste papel de defender os “criminosos” responsáveis pela quebra da paz pública. Assim a mídia apoiada na encenação do próprio julgamento, busca fabricar a imagem do relator e presidente Joaquim Barbosa como o ‘herói” e a de Lewandosky, sub-relator e vice-presidente do STF, como seu principal antípoda e anti-herói.
Um jogo sacana, no qual vale mais a imposição da narrativa condenatória do que a própria justiça e amplo direito de defesa dos réus. Não queremos eximir quaisquer culpas e condenações legais dos possíveis infratores. O que nos angustia é a pressa de alguns ministros do STF em condenar e colocar imediatamente na cadeia os condenados. Parece-nos que o STF abdicou do “tempo jurídico” para se adaptar ao “tempo midiático”, que é rápido e avassalador.
Além do mais este julgamento desde do seu inicio é político, já que coincidentemente começa e termina com o primeiro e segundo turnos das eleições municipais, algo que jamais deveria acontecer. Mas aconteceu e foi usado e abusado politicamente contra o PT e suas principais estrelas. A mesmo mídia tem sido bastante complacente com os mal feitos dos governos do PSDB, a exemplo do Propinoduto, das privatizações e do Mensalão tucano. E o STF tem se mostrado relativamente seletivo e lento na apreciação desses processos.
Neste julgamento do STF a palavra Narrativa ganha relevância, inclusive, na boca dos réus, ministros, advogados e jornalistas. Embora sejamos tentados a assumir opções políticas e ideológicas, devemos olhar atentamente e com criticidade para as várias estratégias de construção e legitimação das narrativas, tentando apreender como algumas se tornam mais visíveis e audíveis e outras não, ou seja, como algumas são consagradas e outras desprestigiadas.
Talvez assim possamos compreender melhor porque Joaquim Barbosa, mesmo chamando a imprensa dominante de conservadora e reacionária, é colocado como seu grande “herói negro” enquanto o “branco” Lewandosky simplesmente é posto como o ministro condescendente e “defensor” dos “inimigos” da nação. Será tão simples e dicotômico assim? Se não é, então façamos outras narrativas. Façamo-las a contrapelo, como nos ensinou o filósofo Walter Benjamim.
*José Adilson Filho é Doutor em Sociologia e prof. na Universidade Estadual da Paraíba e na Fafica.

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