Magazine do Xeque-Mate

sábado, 6 de julho de 2013

Brasileiro é brutalmente agredido por policiais em manifestação, de ambos os lados existem errados!

Xeque - Marcelo Bancalero

A verdade é que assim como haviam vândalos infiltrados no meio das manifestações legítimas, também existiram policiais bandidos, despreparados, ou "paus mandados" pelo desgoverno do PSDB na maioria das vezes, infiltrados entre policiais que queriam apenas preservar a ordem e a segurança da população.
Ou seja...
Escondidos por trás de máscaras ou debaixo de capacetes da PM, de ambos os lados aconteceram fatos que envergonham o Brasil 
Dica da amiga Sirley Lima...

Leia;
5/7/2013 às 00h30 (Atualizado em 5/7/2013 às 14h24)

“Fui tratado como bandido”, conta manifestante agredido por policiais em São Bernardo do Campo 

Fato foi registrado pela câmera de segurança de uma casa na rua e divulgado na internet





    Ana Cláudia Barros e Fernando Mellis, do R7
Rapaz ficou encurralado com outros manifestantes devido às bombas de gás antes de ser espancadoMontagem/R7
Espancado por policiais militares durante um protesto contra o preço do transporte público, em São Bernardo do Campo, no Grande ABC, na última segunda-feira (1º), um ajudante-geral de 21 anos, que preferiu não ter o nome revelado, disse estar com medo de sair de casa após o episódio e que também não consegue trabalhar. Ele levou golpes cassetete e chutes, principalmente na cabeça. O rapaz, que afirmou ser ativista há três anos, contou ao R7 que foi tratado como um criminoso e não soube o motivo pelo qual apanhou.
— Além das dores físicas, tem o medo de sair para a rua. De saber se vou sofrer represália ou não. Eu não sou bandido. Sou trabalhador. Desde o dia da agressão, não consigo trabalhar. Eu trabalho carregando peso, carregando colchão. Comecei a carregar e senti dor e tive que parar. Eu me senti muito ofendido. Todo mundo que passava pela viatura quando fui preso me olhava, como se eu fosse um criminoso.
A agressão foi gravada por uma câmera de segurança instalada na área e foi divulgada na internet. O rapaz espancado disse que não sabe quem publicou as imagens. No vídeo, os manifestantes aparecem descendo a rua e são surpreendidos por bombas de efeito moral lançadas pelos PMs. O ajudante-geral ficou encurralado e foi atacado por três militares. A agressão durou cerca de um minuto.
— Quando sentei na beira da calçada, os policiais vieram e surgiram do nada, na fumaça. Puxaram meu sobretudo e começaram a desferir golpes na minha cabeça. [...] Não falaram nada. Só falaram depois que eu estava quase desmaiado no chão de tanto chute e cacetada na cabeça. Eles perguntaram minha idade, me revistaram e viram que eu não tinha nada. Falaram assim: “Você vai ser preso”.
O rapaz ainda afirmou que não portava qualquer arma e nem foi pego praticando atos de vandalismo. Mesmo assim, os policiais militares o levaram para uma delegacia, onde foi liberado horas depois, sem qualquer acusação. De acordo com o ativista, ele não conseguiu registrar um boletim de ocorrência contra os agressores no dia seguinte, e teria sido zombado pelos agentes.
— Eles alegaram  que não era da alçada deles, que eles não tinham obrigação de fazer isso, que isso era com a corregedoria. [...] Disseram: “A Polícia Civil não tem nada a ver com seu caso”. [...] Praticamente zombando da minha cara, duvidando da minha palavra, me botando como um vândalo. Falaram: “Então, você é santinho. Estava lá rezando, estava lá brincando”.
O ajudante-geral disse estar indignado com a violência que sofreu.
— O sentimento é de indignação, por a gente pagar nossos impostos, por eu ser trabalhador, não ter passagem pela polícia. Não devo nada à polícia e fui tratado como um bandido. Acho que nem um bandido, em uma situação dessa, tem que ser tratado assim. E eu me pergunto: ninguém dos Direitos Humanos ligou para mim, para perguntar como eu estava, se estava com dor, para perguntar o que eu passei.
Outro lado
Em nota, a Polícia Militar lamentou o caso e disse que a Corregedoria e o Comando de Policiamento da região do ABC estão investigando internamente os fatos. A PM ainda informou que ao fim do inquérito, “os policiais militares envolvidos serão processados, podendo ser demitidos da corporação, além de arcarem com as consequências penais de seus atos”.
Sobre o boletim de ocorrência não ter sido registrado, o R7 procurou o delegado titular do 1º Distrito Policial de SBC, mas o policial não havia sido localizado até a publicação desta reportagem. 
Vandalismo
O protesto em São Bernardo do Campo, na noite de segunda-feira (1º), teve quebra-quebra, vandalismo e um estudante baleado. Os manifestantes chegaram a bloquear os dois sentidos da rodovia Anchieta. Eles reivindicavam melhores serviços públicos. Cerca de cinco mil pessoas participaram do ato. Motoristas que ficaram presos no congestionamento tentavam desviar. Alguns seguiram até pela contramão.
Um motorista se irritou e atropelou várias pessoas. O homem ainda atirou contra a multidão. Um estudante, de 18 anos, foi atingido por um tiro e fraturou o ombro. Ele foi socorido pelos colegas que participavam do protesto e levado para um hospital da região.
Depois que o estudante foi atingido, os manifestantes foram em direção à prefeitura de São Bernardo. Ali, um pequeno grupo entrou em confronto com a polícia. Várias vidraças foram quebradas em uma agência bancária que funciona num anexo à prefeitura. A repartição ao lado também teve vidros quebrados. Segundo a polícia, eles usavam pedras para atingir a prefeitura.
Na avenida Marechal Deodoro, uma ótica foi saqueada. Armações de grife desapareceram dos mostruários. As gavetas ficaram vazias. O prejuízo foi estimado em R$ 400 mil. No prédio ao lado, uma galeria também foi invadida e algumas lojas saqueadas.  
A polícia deteve 13 pessoas, mas apenas um ia permanecer preso por dano ao patrimônio. Nove detidos eram adolescentes e estavam com duas armas de brinquedo. Eles foram ouvidos e liberados. Uma tesoura e um punhal foram encontrados com outro homem. Ele tentou se aproximar do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, que foi à prefeitura logo depois do tumulto. O suspeito foi detido ao mostrar o punhal para um segurança do prefeito e vai responder por ameaça.
Investigação
Além do que aconteceu com o estudante, agora vai ser preciso uma investigação para entender o que motivou a agressão flagrada durante a manifestação. O registro foi feito perto das 22h de segunda-feira. Os policiais que aparecem nas imagens podem ser punidos pela corporação se for concluído que houve excesso por parte dos PMs. A corregedoria da Polícia Militar vai analisar o vídeo e vai tentar identificar os policiais envolvidos.

License Creatve Crommons

Postagens populares

Arquivo do blog

Anuncios

Anuncios
Custo Benefício Garantido